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quinta-feira, 13 de junho de 2019

Cerveja atual feita com fermento de 5.000 anos do antigo Egito

Se você acha que a cerveja de um bar local está um pouco rançosa, pense nos pesquisadores que prepararam uma cerveja com levedura estimada em 5.000 anos de idade.

O fermento foi arrancado da cerâmica usada para produzir cerveja nos tempos antigos, extraída dos nanoporos da argila e convertida em bebida alcoólica com a ajuda de microbiologistas, arqueólogos e especialistas em vinícolas. O resultado final é ostensivamente cerveja que teria sido semelhante àqueles bêbados na época dos faraós.

A equipe acredita que é a primeira vez que a levedura antiga original foi preservada e desenvolvida para fabricar cerveja nova - neste caso, uma fermentação de 6% semelhante a uma cerveja de trigo, e um hidromel de 14%. Anteriormente, uma cepa geneticamente modificada de trigo com 10.000 anos de idade também era usada para fabricar cerveja.

"Este fermento antigo nos permitiu criar cerveja que nos permite conhecer o sabor da antiga cerveja filistéia e egípcia. A propósito, a cerveja não é ruim", disse um dos microbiologistas Ronen Hazan, da Universidade Hebraica de Jerusalém, em Israel.

Um dos potes de que a cerveja foi produzida. (Yaniv Berman / Autoridade de Antiguidades de Israel)

É claro que 5.000 anos é muito tempo para a levedura sobreviver em um nanopore - a equipe esclarece que esses são os descendentes diretos da levedura encontrada no vaso, fazendo com que a levedura tenha 5 mil anos de idade.

Para garantir que eles não os confundissem com qualquer levedura no ambiente, os pesquisadores também testaram outros 27 vasos que não eram usados ​​para álcool e 53 outras amostras ao redor do local da escavação, e não encontraram o fermento nanoporo específico em nenhum lugar. 

A cerveja era imensamente importante e regularmente absorvida em culturas antigas - bebidas alcoólicas como cerveja e vinho eram consideradas mais seguras para beber do que a água por causa do processo de fermentação, e também estavam ligadas a práticas religiosas e curas de saúde.

Este fermento em particular veio de cerâmica escavada em quatro locais diferentes em Israel, com o mais antigo estimado em cerca de 3.000 a.C. Com base no sequenciamento de genes, a levedura parece similar àquelas usadas nas cervejas africanas tradicionais e à levedura de cerveja moderna.

"Eu me lembro disso quando tiramos a cerveja pela primeira vez e nos sentamos em volta da mesa e bebemos", disse à AFP um dos pesquisadores, o arqueólogo Aren Maeir, da Universidade Bar-Ilan, em Israel.

"E eu disse que ou seremos bons ou estaremos todos mortos em cinco minutos. Vivemos para contar a história."

Os pesquisadores provaram sua cerveja. (Yaniv Berman, Autoridade de Antiguidades de Israel)

Os pesquisadores chegaram a sugerir que poderiam tentar vendê-la um dia, se você quiser beber como os faraós. A bebida foi bem recebida pelos provadores do International Beer Judge Certification Program.

A bebida não tem o mesmo sabor que teria nos tempos antigos: apenas algumas das antigas cepas de levedura foram extraídas, e os ingredientes e técnicas modernos foram usados ​​para processá-la.

Além do burburinho de beber cerveja de 5.000 anos de idade, há uma descoberta científica mais profunda aqui: o estudo mostra que é possível isolar e analisar microorganismos (neste caso, levedura) de cerâmica antiga. Até agora, a análise de organismos mais antiga dependia de estudos de DNA.

Quando se trata de recriar o passado e entender como nossos antigos ancestrais viveram suas vidas - cerveja e tudo mais - isso é um desenvolvimento importante.

"Além do truque de beber cerveja desde a época do rei Faraó, essa pesquisa é extremamente importante para o campo da arqueologia experimental - um campo que busca reconstruir o passado", diz Hazan.

"Nossa pesquisa oferece novas ferramentas para examinar métodos antigos e nos permite provar os sabores do passado."

A pesquisa foi publicada em mBio.

Fonte:
https://www.sciencealert.com/yeast-from-a-5-000-year-old-pot-was-woken-up-and-used-to-brew-an-ancient-beer?fbclid=IwAR0L5YYIOXHzKZudzCvMHZ-_jIN8oMF7HMH1tYeVbyc6BihNOfvNImohgXY

Múmia egípcia de 2,5 mil anos é identificada no interior do RS

Múmia pode ser visitada na PUCRS — Foto: Édison Hüttner/PUCRS.


A cabeça de uma múmia que integra o acervo de um museu no interior do Rio Grande do Sul foi identificada como de uma mulher egípcia, que viveu há 2,5 mil anos. A múmia de Iret-Neferet estava no Centro Cultural 25 de Julho, em Cerro Largo, Noroeste do Rio Grande do Sul, há mais de 30 anos, sem que ninguém soubesse sua origem.

Segundo o professor Édison Hüttner, que participa do grupo de pesquisadores da PUCRS e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ) que estuda a peça, é a primeira descoberta de uma múmia egípcia no Brasil no século 21. Em 1995, estudiosos da área identificaram a múmia Tothmea, em Curitiba, que está resguardada no Museu Egípcio e Rosacruz.

Depois do incêndio no Museu Nacional, no Rio de Janeiro, são os dois únicos exemplares de múmias egípcias conhecidas no país, salienta o professor. A tragédia acabou destruindo seis múmias que haviam sido compradas pela família imperial.

"O Egito tem nas múmias suas raízes mais profundas", observa o professor, ressaltando a importância da descoberta.

Hüttner conta que encontrou a cabeça quando esteve no Centro Cultural, em 2017, em busca de materiais para outra pesquisa: a que identificou a imagem de São Nicolau, um dos mais antigos exemplos de arte missioneira do Rio Grande do Sul. "Também tem estátuas missioneiras no museu. Estando por ali, vi a cabeça e pensei que poderia ser uma múmia", lembra.

O pesquisador comenta que viu semelhanças entre a cabeça e outras múmias que ele havia visto no Museu do Louvre, em Paris, e no Museu do Vaticano. Ao iniciar a pesquisa, começou a levantar informações que possibilitaram a confirmação da origem.

O primeiro passo da pesquisa foi submeter a cabeça a uma tomografia, exame que já ajudou a identificar outras peças históricas no estado, no Instituto do Cérebro do Rio Grande do Sul. "Vimos ali um detalhe especial, que vendo ela de fora não era possível enxergar", diz o professor Hüttner, sobre a constatação de que foi colocado no crânio um olho artificial, como faziam os egípcios antes de embalsamar seus mortos.

A peça é composta por rocha e seda. "Ela fica iluminada, como se fosse vidro", diz. A descoberta deu origem ao nome da múmia: Iret-Neferet significa "olho bonito" em egípcio antigo. O professor comenta que evidências, como as faixas características das múmias egípcias e um buraco acima do nariz, usado para remover o cérebro, já demonstravam a origem da cabeça.

Análise dentária para estimar a idade

A múmia é de uma mulher de meia idade, com aproximadamente 40 anos, descoberta possível através da análise de um dente encontrado na cabeça, como explica o professor.

O dente foi removido e enviado a um laboratório nos Estados Unidos, que reconstituiu o que seria a arcada dentária da mulher egípcia, e calcular a idade aproximada dela. Iret-Neferet viveu entre o final do Período Intermediário III (1070-712) e o início do Período Tardio (712-332 a.C.) do Egito.

Conforme os resultados de um exame de radiocarbono, a múmia deve ter cerca de 2,5 mil anos.

Próximos passos

A pesquisa das origens de Iret-Neferet seguirá, conforme o professor Hüttner. Agora serão analisados fungos e bactérias encontrados na cabeça, para acrescentar mais dados à identidade dela.

Os pesquisadores também tentarão descobrir a linhagem da múmia, que o professor Hüttner suspeita que possa ter ligação com nobres egípcios. Na Alemanha, há pesquisa de sequenciamento do DNA para tentar chegar a esse resultado. Material deverá ser enviado para lá.

Presente de um egípcio

A cabeça que por anos ficou resguardada ao museu no interior do Rio Grande do Sul foi doada por um morador de Cerro Largo, entre o fim dos anos 1970 e o início dos 1980. Hüttner conta que Marcelino Kuntz entregou a peça pouco antes de morrer de câncer.

Ele, por sua vez, havia ganhado a cabeça de um amigo, que era egípcio, durante uma passagem pelo Rio de Janeiro, na década de 1950, conforme informações repassadas pelo museu. A identidade do egípcio não é conhecida, nem como ele conseguiu a múmia.

"Ele [Marcelino] era um intelectual, tinha conhecimento sobre vários assuntos. Ganhou [a cabeça] nos anos 50 e ficou com ela por todo esse tempo. Morou em São Luiz Gonzaga, Santa Rosa, outros municípios. A múmia sempre acompanhou ele", diz Hüttner.

Kuntz era amigo de Guido Henke, um dos membros do museu que trabalhou na criação do acervo. "Ele ofereceu a múmia, Guido fez uma reunião com a associação [do museu] que decidiu que a acolheriam. Ela estava em uma prateleira simples, dentro de uma caixa de vidro, com uma manta por cima", descreve o pesquisador.

A cabeça de Iret-Neferet pode ser vista na Biblioteca Central Irmão José Otão, no Campus Central da PUCRS, de 11 de junho a 28 de julho, gratuitamente. Além da múmia, estarão expostos objetos e símbolos utilizados nos rituais de mumificação egípcios, proveniente dos museus Egípcio e Rosacruz de Curitiba, no Paraná, e de Arqueologia Ciro Flamarion Cardoso, em Ponta Grossa, também no Paraná. A mostra contará ainda com imagens da história do Egito e banners com conteúdo produzido pelos pesquisadores.

Dimensões da múmia

Cabeça: 21 cm de altura, 19 cm de largura, 21 cm de comprimento, 1.726.47 kg.

Olho: altura: 2,5 cm de largura: 2,6 cm de comprimento, 7.34 gramas.

Fonte:

segunda-feira, 20 de maio de 2019

Da onde veio o vidro amarelo nas jóias de Tutancâmon?

O faraó do Antigo Egito Tutancâmon usava joias amarelas que foram feitas de um meteorito derretido que tinha se formado 29 milhões de anos atrás, afirmam cientistas.
A origem do vidro do Deserto da Líbia, que está espalhado e pode ser encontrado no deserto do Saara, tem sido um mistério durante pelo menos 100 anos.

Os investigadores pensam ter uma resposta acerca da sua origem: este vidro misterioso teria sido formado pelo impacto de um meteorito gigante ou de um cometa na região do deserto do Saara.
Especialistas afirmam que sua formação ocorreu na sequência de uma explosão na atmosfera da Terra, criando assim material liquido fundido que quando arrefeceu se transformou em vidro amarelo.


O mistério das estranhas joias amarelas do rei do Antigo Egito Tutancâmon foi resolvido – vieram do espaço.

Este vidro enigmático foi encontrado na tumba do rei do Antigo Egito Tutancâmon, inclusive em um escaravelho e em várias joias encontradas enterradas perto do faraó.
De acordo com um estudo publicado recentemente na revista Geology, cientistas afirmam que este vidro é feito de um mineral chamado reidite, um mineral muito raro feito de zircônia sob altas pressões e temperaturas.
O autor principal do estudo, doutor Aaron Cavosie, do Centro de Ciências e Tecnologias Espaciais da Escola de Geologia e Ciências Planetárias da Universidade de Curtin, disse que este material só podia ter sido formado em resultado do impacto de um meteorito.

 ​Adorno peitoral representando um escaravelho esculpido do raro vidro.

"Este assunto tem sido um tema dos constantes debates sobre se este vidro se formou durante um impacto de meteorito ou durante uma explosão no ar, o que acontece quando asteroides próximos da Terra rebentam e libertam sua energia na atmosfera terrestre", explicou o doutor Cavosie.

"Tanto os impactos de meteorito como explosões no ar causam derretimento, porém, somente os impactos criam ondas de choque que formam minerais de alta pressão, então, encontrar provas da formação de reidite confirma que ele se formou em resultado de um impacto de meteorito", concluiu o especialista.

Fonte:
https://br.sputniknews.com/ciencia_tecnologia/2019051913911188-misteriosa-origem-do-vidro-amarelo-nas-joias-do-farao-tutancamon-foi-desvendada-fotos/

quinta-feira, 9 de maio de 2019

Museu Nacional resgata 200 peças de sua coleção egípcia

Compartilho a reportagem que você pode ler na íntegra, clicando AQUI, sobre 200 peças que foram resgatadas da coleção egípcia, após o incêndio que destruiu quase tudo do Museu Nacional.

Museu Nacional apresenta peças da coleção egípcia resgatadas dos escombros da instituição - Tomaz Silva/Agência Brasil

"As peças foram dia 7 de maio por pesquisadores do Museu Nacional, que já resgataram cerca de 200 dos mais de 700 itens da coleção egípcia do Museu Nacional. O trabalho de 100 pesquisadores, técnicos, alunos e colaboradores de outras instituições vem revelando que, ao contrário do que sugeriam as primeiras impressões sobre o desastre, muito ainda pode ser salvo da área destruída pelo fogo e pelo desmoronamento dos três andares do Paço São Cristóvão, palácio que serviu de residência à Família Real até o fim do Império.

As 200 peças da coleção egípcia são apenas uma parte das 2,7 mil peças já resgatadas do palácio. Uma das coordenadoras do núcleo de resgate, a paleontóloga Luciana Carvalho enumera que os setores com mais objetos resgatados são a arqueologia, antropologia biológica, etnologia, paleontologia de invertebrados, paleontologia de vertebrados, paleobotânica, mineralogia e petrografia. "Hoje, o processo de resgate está voltado principalmente para essas coleções cientificas", disse.


Boa parte das peças egípcias resgatadas têm sido encontrada na Reserva Técnica da Arqueologia do Museu, área em que as peças estavam armazenadas sem estarem expostas ao público. "A gente consegue encontrar muito do material intacto nas prateleiras e nas gavetas"", de acordo com o pesquisador Pedro Von Seehausen.

Um fato interessante tratado pela reportagem está reproduzido abaixo:



"A sacerdotisa egípcia Sha-Amun-em-Su foi mumificada e sepultada em um sarcófago por volta do ano 750 a.C., e seu caixão ficou lacrado até 2 de setembro de 2018, quando o incêndio do Museu Nacional destruiu parte da maior coleção egípcia da América Latina. Recebida do soberano egípcio por Dom Pedro II, a múmia era a favorita do imperador, e ficava em seu escritório, no palácio que passou a abrigar o Museu Nacional com o fim do Império. Se as chamas destruíram o caixão de madeira policromado e parte dos restos mortais da sacerdotisa, elas também revelaram nove amuletos que haviam sido vistos pela última vez por quem lacrou o caixão de Sha-Amum-em-Su."


Confira a reportagem completa em:

http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2019-05/museu-nacional-resgata-200-pecas-de-sua-colecao-egipcia?fbclid=IwAR2oYTmKgkUKzpqPdqWnZcA6LdAc0TVQfR5T7tW0Bk3aT5kLz3ZZipzjsx4





sexta-feira, 3 de maio de 2019

O trono do Egito pode ter sido partilhado por duas rainhas antes de Tutancâmon

Relevo de Akhenaton e Nefertiti. Foto de Kenneth Garrett (abril de 2001).


Velérie Angenot, egiptóloga e historiadora da arte na Universidade de Quebec, em Montreal (UQAM) afirma que Tutancâmon terá chegado ao poder depois de as suas duas irmãs terem ocupado o trono juntas. 

Já haviam suspeitas por parte de egiptólogos de que no século XIV a.C., uma rainha tinha precedido Tutancâmon. Alguns acreditavam que a rainha fosse Nefertiti, esposa de Akhenaton, autoproclamada faraó após a morte do seu marido, enquanto outros acreditavam que a rainha teria sido a princesa Meritaton, filha mais velha de Akhenaton.

O estudo conduzido foi baseado na ótica de que as duas filhas de Akhenaton tinham idade para assumir o trono enquanto Tutancâmon ainda era uma criança. Nessa teoria as duas irmãs assumiram o poder em conjunto.

Akhenaton tinha seis filhas, sendo sua filha mais velha, Meritaton, e que juntamente com Neferneferuaten Tasherit, teriam ambas assumido o poder juntas sob o nome comum de Ankhkheperure, conforme o jornal Daily Mail.

A historiadora também analisou uma figura exposta no Museu Egípcio de Berlim que representa duas personagens sentados num trono, um dos quais está a acariciar o queixo do outro. “Levantaram todo o tipo de hipóteses sobre o assunto: se representa Akhenaton com o seu pai, ou Akhenaton e Nefertiti”, explicou, “e eu percebi que este gesto de acariciar o queixo era típico das princesas, em 100% dos casos”.

A egiptóloga apresentou suas descobertas numa reunião de egiptólogos na Virgínia, nos EUA. Angenot acrescentou que esperava conseguir avançar no conhecimento sobre questões de sucessão no antigo Egito e no Período de Amarna, na era do reinado de Akhenaton, conhecido como o “rei herege”.

“Acho que podemos avançar a nossa compreensão sobre as questões de sucessão no Antigo Egito, mas acima de tudo, no nosso conhecimento sobre o período fascinante de Amarna, que viu o nascimento do primeiro monoteísmo”, concluiu Angenot.

O estudo de algumas peças do tesouro de Tutacâmon, descoberto em 1922 pelo arqueólogo britânico Howard Carter, revelaram que o faraó tinha usurpado a maior parte do material funerário da rainha Neferneferuaten Ankhkheperure.

Fonte:

quarta-feira, 24 de abril de 2019

Descoberta de um grande túmulo de pedra em Tebas

O exterior do grande túmulo da rocha. Reuters

Uma enorme tumba estava escondida a poucos passos da rota normal de visita que os turistas fazem todos os dias, escondida por centenas de metros cúbicos de detritos de um par de séculos de escavações arqueológicas na área.
Ao norte do enterro de Roy (TT255), que pode ser visitado na necrópole de Dra Abu el Naga, foi identificado e escavado por uma missão egípcia dirigida por Mostafa Waziri, o maior "túmulo do saff" conhecido de Tebas Ocidental. A estrutura consiste em um vasto pátio aberto no qual se abre uma fachada monumental de 55 metros, com 18 entradas intercaladas com pilares.

Aqui Djehutyshedsu foi enterrado, cujo nome e numerosos títulos - "príncipe", "prefeito", "Portador dos selos do Rei do Alto e do Baixo Egito" - podem ser lidos nas faces pintadas dos pilares e em alguns dos mais de 50 cones funerários encontrados .

Nos cantos norte e sul, dois poços de 11 metros de profundidade datam, segundo a egiptóloga Friederike Kampp, uma das maiores especialistas da necrópole tebana, da XVII dinastia (16650-1550 aC), embora usada até o reinado de Hatshepsut (1479- 1458) no início da XVIII dinastia.

Na tumba, as paredes são decoradas com cenas rituais do falecido na presença dos deuses e atividades diárias, como caçar, pescar e fazer barcos de papiro. O kit fúnebre inclui vasos, dezenas de ushabti de madeira ou faiança, estatuetas de madeira, uma máscara de cartonagem, tampas de calcário canópico e um raro papiro intacto, escrito em hierático e ainda envolto em linho. Uma moeda de bronze da época de Ptolomeu II (285-246) evidentemente atesta uma participação mais recente.

Ao redor da quadra, como frequentemente acontece, há 6 tumbas menores ainda a serem investigadas.

Não muito longe, na necrópole de Abd el-Qurna, outros dois túmulos foram anunciados pelo Ministério das Antiguidades. Datando da 19ª dinastia (1291-1185), eles pertencem a dois oficiais chamados Akhmenu e Meryra. Pouco se sabe sobre o primeiro, enquanto um esplêndido sarcófago policromado foi encontrado no segundo.

Fonte:
http://www.nationalgeographic.it/wallpaper/2019/04/22/foto/tebe_ovest_grande_tomba_rupestre_djehutyshedsu_funzionario-4378763/?fbclid=IwAR3aC6Uxx8tdTSpfnFj23RscW4VsDT2QlGfsQSzyjm_hyyUfJcJ4Z2jEbOo&refresh_ce