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domingo, 9 de maio de 2021

Descoberta da 1ª múmia egípcia grávida


CRÉDITO,WARSAW MUMMY PROJECT
Arqueólogos poloneses descreveram a descoberta como "realmente especial".


Uma equipe de cientistas poloneses afirma ter descoberto o único exemplar conhecido de uma múmia egípcia grávida.
A descoberta foi feita por pesquisadores do 'Projeto Múmia de Varsóvia' e revelada na revista científica Journal of Archaeological Science na quinta-feira (29 de abril).

O projeto, iniciado em 2015, usa tecnologia para examinar artefatos armazenados no Museu Nacional de Varsóvia.

A múmia era considerada um sacerdote do sexo masculino, mas a análise revelou se tratar de uma mulher em estágio avançado de gravidez.

Os especialistas dizem acreditar que os restos mortais são provavelmente de uma mulher de alto status, com idade entre 20 e 30 anos, que morreu durante o século 1 a.C.

"Apresentado aqui está o único exemplo conhecido de uma mulher grávida mumificada e as primeiras imagens radiológicas desse feto", escreveram eles no artigo científico anunciando a descoberta.

Analisando o perímetro cefálico do feto, eles estimam que a mãe morreu por razões desconhecidas entre 26 e 30 semanas de gravidez.

CRÉDITO,WARSAW MUMMY PROJECT
Tecnologia vem auxiliando trabalho arqueológico.

"Esta é a nossa descoberta mais importante e mais significativa até agora, uma surpresa total", diz Wojciech Ejsmond, da Academia Polonesa de Ciências, que participou da descoberta, à agência de notícias Associated Press.

Quatro recipientes, supostamente órgãos embalsamados, foram encontrados dentro da cavidade abdominal da múmia, mas os cientistas afirmam que o feto não foi removido do útero.

CRÉDITO,WARSAW MUMMY PROJECT
Amuletos, considerados itens conhecidos como os Quatro Filhos de Hórus, acompanham o corpo mumificado.

Segundo os cientistas, não está claro por que ele não foi extraído e embalsamado separadamente. Eles especulam que crenças espirituais sobre a vida após a morte ou dificuldades físicas com a remoção podem ter contribuído para isso.

'A Sra Misteriosa'

Pesquisadores do projeto múmia apelidaram a mulher de 'Senhora Misteriosa' do Museu Nacional de Varsóvia por causa de relatos conflitantes sobre suas origens.

Eles dizem que os restos mortais mumificados foram doados pela primeira vez à Universidade de Varsóvia em 1826. O doador alegou que a múmia foi encontrada em túmulos reais em Tebas (cidade do Egito Antigo), mas os pesquisadores dizem que era comum no século 19 atribuir falsamente antiguidades a lugares famosos para aumentar seu valor.

CRÉDITO,WARSAW MUMMY PROJECT
Especialistas dizem que a mulher foi "cuidadosamente mumificada", o que sugere que ela tinha "posição social elevada".

Inscrições no elaborado caixão e sarcófago levaram os especialistas do século 20 a acreditar que a múmia dentro era de um sacerdote chamado Hor-Djehuti.

Mas agora os cientistas, tendo identificado a múmia como sendo do sexo feminino, a partir de tecnologia de digitalização, dizem acreditar que ela foi colocada em algum momento no caixão errado por negociantes de antiguidades durante o século 19, quando saques e embrulhamento de restos mortais não eram incomuns.

Eles descrevem a condição da múmia como "bem preservada", mas dizem que danos à proteção do pescoço sugerem que em algum momento ela foi manuseada em busca de objetos de valor.

Os especialistas afirmam que pelo menos 15 itens, incluindo um "rico conjunto" de amuletos em forma de múmia, foram encontrados intactos dentro das embalagens.

Uma das pesquisadoras do projeto, Marzena Ożarek-Szilke, disse à agência de notícias estatal polonesa que seu marido primeiro avistou o que parecia ser "um pezinho" em uma das imagens.

Ela disse que a equipe espera em seguida estudar pequenas quantidades de tecido para estabelecer a causa da morte da mulher.

Fonte:

segunda-feira, 5 de abril de 2021

Desfile dos faraós: o translado extraordinário de múmias e reis do Egito pelas ruas do Cairo

Comboio transporta 22 múmias pelas ruas de Cairo para o Museu Nacional da Civilização — Foto: Khaled Desouki/AFP



Neste sábado (3), aconteceu uma parada pública pelas ruas do Cairo, com a exibição de 22 múmias que foram transportadas de um museu para outro na mesma cidade. A exibição foi digna de um evento faraônico e se você que gosta do Egito Antigo não viu, não perca a oportunidade de ver aqui, fotos e vídeo do evento.

Egito: 22 múmias são transportadas para novo museu, no Cairo


O comboio transportou 18 reis e 4 rainhas do Museu Egípcio, no centro da capital egípcia, para o Museu Nacional da Civilização, que fica a cerca de 5 quilômetros de distância.
A parada, que fechou algumas das principais vias da cidade, começou às 18h45 do Cairo (13h45 de Brasília).
As 22 múmias foram colocadas em cápsulas especiais, preenchidas com nitrogênio, para garantir a proteção.
Segundo o arqueólogo Zahi Hawass, os veículos também foram escolhidos com cuidado para dar estabilidade aos artefatos.
"Escolhemos [levar as peças para] o Museu da Civilização porque queremos, pela primeira vez, mostrar as múmias de uma forma civilizada, educada, e não só para diversão, como era o caso do Museu Egípcio", afirma Hawass.

Carro forte transporta a múmia de Seqenenre Taa ao Museu Nacional da Civilização, em Cairo — Foto: Khaled Desouki/AFP

As peças foram transportadas pelas ruas marginais ao rio Nilo. A ideia da parada é criar interesse entre turistas pelas antiguidades do país que por causa das restrições impostas pela Covid-19, o turismo no Egito foi quase todo interrompido.

Imagem de 03 de abril de 2021 do obelisco de Ramsés II, no Cairo, que foi renovado — Foto: Mohamed Abd El Ghany/Reuters


Egito faz desfile nas ruas do Cairo com múmias de faraós


Múmias descobertas em 1871

Essas múmias foram descobertas em 1871, em dois sítios arqueológicos (um deles, o templo de Deir Al Bahari, onde hoje fica a cidade de Luxor, e o outro, perto do Vale dos Reis, o principal local onde os reis eram enterrados no Egito antigo).
A mais antiga das 22 múmias é a de Seqenenre Tao, o último rei da 17ª dinastia, que reinou no século 16 A.C.. Acredita-se que Tao morreu de forma violenta.
A parada também inclui as múmias de Ramsés II, Seti I, e Ahmose-Nefertari.

O museu que vai abrigar as peças fica em Fustat. A região era a capital do Egito durante a dinastia Umayyad, que governou a civilização depois da conquista árabe.
Salima Ikram, um egiptólogo da Universidade Americana no Cairo, afirma que transportar as peças "com pompa" é uma forma de fazer justiça a elas.
"Esses são os reis do Egito, são faraós, e essa é uma forma de mostrar respeito", disse ele.

Pedestres passam em frente a um cartaz que anuncia a parada em que serão exibidas 22 múmias na cidade do Cairo, no Egito, em 3 de abril de 2021 — Foto: Mohamed Abd El Ghany/Reuters

Para assistir ao desfile na íntegra, clique aqui:





Fontes:

quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Múmias de filhotes de leão são encontradas no Egito

Múmias de felinos são exibidas durante o anúncio de uma nova descoberta da equipe de arqueologia da necrópole de Sakara, no Egito. Imagem: Khaled Desouki/AFP



O Egito revelou neste sábado a descoberta de 75 estátuas de madeira e bronze e cinco múmias de filhotes de leão decorados com hieróglifos na necrópole de Saqqara, perto das pirâmides de Gizé no Cairo. Gatos, cobras, crocodilos e besouros mumificados também foram descobertos entre múmias bem preservadas e outros objetos encontrados recentemente. 

O Ministério de Antiguidades anunciou que a descoberta ocorreu no Templo de Bastet, dedicado ao culto de gatos entre os antigos egípcios. O ministro das Antiguidades, Khaled El Enany, descreveu a descoberta como "um museu por si só". Ele disse que estudos arqueológicos iniciais mostraram que cinco das múmias são de filhotes de leão.

Outros artefatos descobertos na escavação incluíram estátuas de um touro Apis, um mangusto, um íbis, um falcão e o antigo deus egípcio Anúbis na forma de um animal. Os artefatos pertencem à dinastia XXVI, datada do século VII a.C., disse Enany. A descoberta também inclui uma coleção de deidades egípcias antigas na forma de 73 estatuetas de bronze representando o deus Osíris, seis estátuas de madeira de Ptah-Soker e 11 estátuas de Sekhmet, a deusa guerreira da cura.

O Egito tenta promover sua herança única como meio de revitalizar seu setor vital de turismo, que foi severamente afetado por insegurança política e ataques. No entanto, os críticos dizem que sítios arqueológicos e museus sofrem com a negligência e a má administração.

Retirado na íntegra de:

quinta-feira, 24 de outubro de 2019

Egípcios caçavam crocodilos só para transformá-los em múmias

(The Washington Post/Getty Images) 


Texto adaptado do original de Ingrid Luisa, para a Super.

Para os egípcios, muitos animais representavam intermediários entre mortais e deuses, ou até mesmo encarnações de diferentes deidades. Por isso mumificá-los e guardar essas espécies nos túmulos era algo muito valorizado. 

Em um dado momento, o embalsamamento de bichos acabou virando uma “indústria” no Egito Antigo. Como não dava pra sempre esperar uma morte natural do bicho para produzir uma múmia dele, o jeito era garantir um suprimento constante. 

Surgiram, então, os fabricantes de espécies embalsamadas. Eles contavam com uma série de estratégias de obtenção – desde recuperação de carcaças de animais selvagens até a criação de animais com o único objetivo de garantir múmias no futuro.

Agora, cientistas da Universidade Paul Valéry, de Montpellier, na França, atestaram que também havia uma outra opção, um pouco mais cruel: a caça. Egípcios matavam animais selvagens em seu habitat natural só para mumificar. De acordo com os pesquisadores, essa é a primeira evidência concreta da caça de animais com esse fim.

O grupo chegou a essa conclusão a partir de uma “autópsia virtual” em uma múmia de crocodilo com cerca de 2.000 anos. A peça foi descoberta por arqueólogos que escavaram a cidade de Kom Ombo, no Egito, no início do século 20.

No estudo, os autores relatam ter se surpreendido ao encontrar uma lesão grave na cabeça do réptil. “A causa mais provável de morte é uma séria fratura no crânio que causou um trauma direto no cérebro”, escrevem. “O tamanho da fratura, bem como sua direção e forma, sugerem que ela foi feita por um único golpe, provavelmente com um grosso taco de madeira”.

Hoje, o tal crocodilo é uma das 2.500 múmias de animais expostas no Museu das Confluências, em Lyon, na França. Com base nos resultados da nova análise, o animal, um crocodilo macho com cerca de um metro e meio de comprimento, tinha de 3 a 4 anos de idade no momento em que foi sacrificado. Segundo as crenças egípcias, os crocodilos estavam associados a Sobek, deus da fertilidade que tinha cabeça de um réptil e corpo de homem.

O estudo foi publicado na revista científica Journal of Archaeological Science.

Fonte:
https://super.abril.com.br/historia/egipcios-cacavam-crocodilos-so-para-transforma-los-em-mumias/



terça-feira, 27 de novembro de 2018

Descoberta de tumba de 3000 anos intacta no Egito

Uma equipe egípcia de arqueólogos acaba de descobrir uma tumba de 3000 anos do período Ramessida na região de Assasif, a oeste da margem do Nilo em Luxor.

Os trabalhos de escavação haviam começado em março, parados em maio e retomados em agosto, estando ainda em andamento.

Mais de 300 metros cúbicos de detritos foram retirados do local. A tumba contém inscrições da rainha Ahmos-Nefertari e de seu filho Amenhotep I, afirmou o ministro de antiguidades Dr. Khalid El-Enany.

A tumba pertence a um homem chamado Shu En Khet.ef (Thaw-Irkhet-if), cujo nome significa Vento Norte em Suas Costas. De acordo com o Secretário Geral do Conselho Supremo de Antiguidades Mostafa Waziri, ele era um “escriba do centro mumificação do Templo de Mut”.

Ele disse ainda que a esposa do escriba era uma “Encantadora de Mut”.

Em seu interior, foram encontrados mais de 1000 ushabits, máscaras de madeira decoradas, peças de faiança e papiros que contêm uma parte do capítulo 125 do Livro dos Mortos.

Durante os trabalhos de escavação em setembro, a lateral de uma sala foi descoberta selada com tijolos de barro.

Em seu interior, foram encontrados 2 caixões de madeira com flores em cima e em perfeito estado de conservação. Os caixões são datados da 25ª ou 26ª Dinastia.

Um dos caixões pertence a um homem chamado Padiese, que foi um sumo sacerdote de Amun; o outro, da sua esposa, intitulada “Encantadora de Amun”.






































Fonte:


quarta-feira, 4 de abril de 2018

O F.B.I. e o mistério da cabeça de múmia

Um museu não tinha certeza de quem era a cabeça que havia sido colocado em exposição. Foi quando os cientistas forenses da F.B.I. foram chamados para desvendar o caso mais antigo para a agência.


Esta cabeça mumificada e decepada foi recuperada de uma tumba egípcia antiga em 1915. Os cientistas precisavam coletar DNA para descobrir a quem a cabeça pertencia.Crédito: Museum of Fine Arts, Boston.

Em 1915, uma equipe de arqueólogos americanos escavando a antiga necrópole egípcia de Deir el-Bersha explodiu um túmulo escondido. Dentro da câmara de calcário apertada, eles foram recebidos por uma visão horripilante: a cabeça decepada de uma múmia pousada em um caixão de cedro.

A sala, que os pesquisadores rotularam Tomb 10A, era o local de descanso final para um governador chamado Djehutynakht e sua esposa. Em algum momento durante o sono de 4.000 anos do casal, ladrões de túmulos saquearam sua câmara funerária e seu ouro e jóias. Os saqueadores jogaram um torso sem cabeça e mumificado em um canto antes de tentar incendiar a sala para cobrir seus rastros.

Os arqueólogos continuaram a recuperar caixões pintados e figuras de madeira que sobreviveram ao ataque e os enviaram ao Museu de Belas Artes, em Boston, em 1921. A maior parte da coleção permaneceu armazenada até 2009, quando o museu os exibiu. Embora o torso permanecesse no Egito, a cabeça decapitada se tornou a estrela da vitrine. Com suas sobrancelhas pintadas, expressão sombria e cabelos castanhos ondulados espreitando através de suas ataduras rasgadas, o noggin da múmia fez os espectadores ficarem cara a cara com um mistério.

"A cabeça havia sido encontrada no caixão do governador, mas nunca tivemos certeza se era a cabeça ou a cabeça dela", disse Rita Freed, curadora do museu.

A equipe do museu concluiu que apenas um teste de DNA determinaria se eles haviam colocado o Sr. ou a Sra. Djehutynakht em exibição.

"O problema era que na época em 2009 não havia ainda uma extração bem sucedida de DNA de uma múmia de 4 mil anos", disse o Dr. Freed.

As múmias egípcias representam um desafio único porque o clima escaldante do deserto rapidamente degrada o DNA. Tentativas anteriores de obter o DNA antigo falharam ou produziram resultados contaminados pelo DNA moderno. Para desvendar o caso, o museu voltou-se para o Federal Bureau of Investigation.

O F.B.I. nunca havia trabalhado em um espécime tão antigo. Se os cientistas conseguissem extrair material genético da múmia de 4 mil anos, acrescentariam uma poderosa técnica de coleta de DNA ao seu arsenal forense e também revelariam uma nova maneira de decifrar o passado do Egito.

"Eu sinceramente não esperava que funcionasse porque na época havia essa crença de que não era possível obter DNA de restos egípcios antigos", disse Odile Loreille, uma cientista forense do FBI. Mas na revista Genes, em março, Loreille e seus colegas relataram que recuperaram DNA antigo da cabeça. E depois de mais de um século de incerteza, o mistério da identidade da múmia foi posto para descansar.

Quem está no túmulo 10A?
Acredita-se que o governador Djehutynakht e sua esposa, lady Djehutynakht, tenham vivido por volta de 2000 a.C. durante o Médio Império do Egito. Eles governaram uma província do Alto Egito. Embora as paredes de sua tumba estivessem vazias, os caixões eram enfeitados com belos hieróglifos da vida após a morte.

"Seu caixão é uma obra-prima clássica da arte do Reino Médio", disse Marleen De Meyer, diretora assistente de arqueologia e egiptologia do Instituto Holandês-Flamengo no Cairo, que entrou novamente na tumba em 2009. "Tem elementos de um tipo raro de realismo. ”

A equipe que descobriu a câmara profanada de Djehutynakht há mais de um século foi liderada pelos arqueólogos George Reisner e Hanford Lyman Story. Enquanto exploravam os penhascos de Deir el-Bersha, que fica a cerca de 290 quilômetros ao sul do Cairo, na margem leste do Nilo, eles descobriram um poço funerário de 30 pés sob pedras. Com a ajuda da dinamite, eles entraram no túmulo.

Em seus relatos originais, os arqueólogos disseram que as partes do corpo desmembradas pertenciam a uma mulher, presumivelmente a Lady Djehutynakht. O Dr. De Meyer suspeitava que a cabeça pertencia ao governador e não à sua esposa.

Ossos faciais em falta
Como o Dr. Freed, o curador do museu preparou os itens do Túmulo 10A para exibição em 2005, ela procurou o Hospital Geral de Massachusetts. Sua tomografia computadorizada revelou que a cabeça estava sem ossos da bochecha e parte de sua articulação da mandíbula - características que podem ter fornecido informações sobre o sexo da múmia.

"Do lado de fora, você não podia dizer que a múmia tinha sido tão internamente consertada", disse Rajiv Gupta, neurorradiologista do Massachusetts General. "Todos os músculos que estão envolvidos na mastigação e fechamento da boca, os locais de fixação desses músculos foram retirados."

Eles agora tinham outro mistério: por que a múmia tinha essas mutilações faciais?
Junto com o Dr. Paul Chapman, um neurocirurgião do hospital, o Dr. Gupta formulou a hipótese de que eles poderiam ser parte de uma antiga prática de mumificação egípcia conhecida como "Abertura da Cerimônia da Boca". O ritual foi realizado para que o falecido pudesse comer, beber e respirar na vida após a morte.

"É um corte muito específico que eles fizeram", disse o Dr. Gupta, referindo-se à remoção cirúrgica de parte da mandíbula. “Há uma precisão nisso que é o que nos surpreendeu. Alguém estava realmente fazendo coronoidectomia 4.000 anos atrás.

Alguns médicos e egiptólogos duvidavam que os antigos egípcios pudessem realizar essa operação complexa com ferramentas primitivas.

Para mostrar que era possível, o Dr. Gupta, o Dr. Chapman e um cirurgião oral e maxilofacial realizaram a remoção óssea em dois cadáveres usando um cinzel e um martelo. Eles dirigiram o cinzel entre os lábios e as gengivas atrás dos dentes do siso e conseguiram remover os mesmos ossos que faltavam no crânio mumificado.

Ainda assim, a questão da identidade da múmia persistiu.

Incursores de dente
Os médicos e a equipe do museu determinaram que sua melhor chance de recuperar o DNA seria extrair o molar da múmia. "O núcleo do dente era onde o tesouro estava", disse Chapman. Os dentes geralmente atuam como pequenas cápsulas temporais genéticas. Pesquisadores os usaram para contar as histórias de nossos primos pré-históricos humanos chamados Denisovans, bem como para fornecer informações sobre a história médica de pessoas mortas há muito tempo.

"A vantagem que tivemos foi que tínhamos um buraco no pescoço porque a cabeça tinha sido arrancada", disse o Dr. Chapman.

Eles serpentearam um longo alcance com uma câmera na parte de trás da boca. O primeiro dente que eles almejavam não se movia, então o Dr. Fabio Nunes, biólogo molecular no Massachusetts General, mudou para um molar diferente. Suando, ele apertou com fórceps dental, deu-lhe alguns meneios, depois algumas torções e “pop” - saiu.

"Minha principal preocupação era: não deixe cair, não deixe cair, não deixe cair", disse ele. Depois de manobrar com sucesso do pescoço, a sala exalou e contemplou seu prêmio.

"Isso parecia um dente totalmente preservado, absolutamente livre de cáries", disse Freed. “Eu pensei que talvez fosse a Sra. Djehutynakht que havia morrido no parto. Especulação total. ”

Uma equipe de médicos do Massachusetts General Hospital retirando um dente da múmia em 2009, na esperança de extrair DNA. Crédito: Museum of Fine Arts, Boston.

O F.B.I. O caso forense mais antigo
Por vários anos, outras equipes de cientistas tentaram inutilmente obter DNA do molar. Então a coroa do dente chegou ao Dr. Loreille na F.B.I. Do laboratório em Quantico, Virgínia, em 2016.

A Dra. Loreille juntou-se à F.B.I. depois de 20 anos estudando DNA antigo. Anteriormente, ela havia extraído material genético de um urso das cavernas de 130 mil anos e trabalhou em casos para identificar vítimas desconhecidas da Guerra da Coréia, uma criança de dois anos que se afogou no Titanic e duas das crianças Romanov que foram assassinadas durante a invasão na Revolução Russa (embora ela não tenha conseguido confirmar se era a famosa Anastasia).

No laboratório limpo do F.B.I, a Dra. Loreille perfurou o núcleo do dente e recolheu um pouquinho de pó. Ela então dissolveu a poeira do dente para fazer uma biblioteca de DNA que lhe permitisse amplificar a quantidade de DNA com a qual ela estava trabalhando, como uma máquina copiadora, e elevá-la a níveis detectáveis.

Para determinar se o que ela havia extraído era DNA antigo ou contaminação de pessoas modernas, ela analisou com a amostra estava danificada. Mostrou sinais de dano pesado, confirmando que ela estava estudando o material genético da múmia.

Ela conectou seus dados em um software de computador que analisava a proporção de cromossomos na amostra. "Quando você tem uma mulher, você tem mais leituras no X. Quando você tem um homem, você tem X e Y", disse ela.
O programa apontou "macho".

O Dr. Loreille descobriu que a cabeça decepada mumificada realmente pertencia ao governador Djehutynakht. E ao fazê-lo, ela ajudou a estabelecer que o antigo DNA egípcio poderia ser extraído das múmias.

"É um dos cálices sagrados do DNA antigo coletar bons dados de múmias egípcias", disse Pontus Skoglund, geneticista do Instituto Francis Crick, em Londres, que ajudou a confirmar a exatidão da descoberta enquanto ele era pesquisador em Harvard. "Foi muito emocionante ver que Odile conseguiu algo que parecia ser um autêntico DNA antigo."

Desvendando a história genética da múmia
O exame do Dr. Loreille também mostrou que o DNA do Governador Djehutynakht trouxe pistas para outro mistério. Durante séculos, arqueólogos e historiadores debateram as origens dos antigos egípcios e como estavam intimamente relacionados com as pessoas modernas que viviam no norte da África. Para surpresa dos pesquisadores, o DNA mitocondrial do governador indicava que sua ascendência, do lado de sua mãe era eurasiana.

"Ninguém jamais acreditará em nós", recorda Loreille, dizendo a sua colega Jodi Irwin. "Há um haplogrupo europeu em uma múmia antiga".

O Dr. Irwin, o biólogo supervisor da unidade de apoio de DNA do F.B.I., teve preocupações semelhantes. Para verificar os resultados, eles enviaram uma parte do dente para um laboratório de Harvard e depois para o Departamento de Segurança Interna, para posterior sequenciamento.

Então no ano passado, os cientistas trabalharam para confirmar seus resultados, outro grupo afiliado ao Instituto Max Planck para a Ciência da História Humana na Alemanha relatou a primeira extração bem sucedida de DNA antigo de múmias egípcias. Seus resultados mostraram que suas amostras egípcias antigas estavam mais próximas das modernas amostras do Oriente Médio e da Europa do que os egípcios modernos, que têm mais ascendência africana subsaariana.

"Foi ao mesmo tempo" Dang! Nós não somos os primeiros ", disse Loreille. "Mas também estamos felizes em ver que eles tinham essa ascendência eurasiana".

Alexander Peltzer, um geneticista de população do Instituto Planck e autor do primeiro artigo de DNA de múmia egípcia, disse que as descobertas genéticas da Dra. Loreille se encaixam bem com o que sua equipe encontrou.
"É claro que é preciso ter cuidado para deduzir muito de genomas isolados em apenas dois locais", disse ele.

O Dr. Irwin também expressou cautela com a forma como o público interpreta os resultados de sua equipe, dizendo que o DNA mitocondrial fornece "apenas um pequeno vislumbre da ancestralidade de alguém".

O futuro trabalho de DNA antigo fornecerá informações sobre como diversas populações se moveram e se misturaram no Egito milênios atrás, de acordo com Verena Schünemann, paleogeneticista da Universidade de Zurique, na Suíça, que liderou o estudo de DNA de múmia egípcia publicado antes da F.B.I.

Obter amostras mumificadas para sequenciamento genético pode ser difícil para pesquisadores fora do Egito, pois o governo do país proibiu pesquisadores estrangeiros de levar artefatos e restos humanos antigos para fora do país desde 1983. Muitas investigações dependem de amostras de museus, como o decapitado governador de Djehutynakht.

Além de ajudar a estabelecer as bases para futuras explorações da história da migração do antigo Egito, a Dra. Loreille e o trabalho de sua equipe podem ser benéficos para os esforços forenses do F.B.I.

"Estamos testando técnicas que podem, no futuro, ajudá-los a trabalhar em resíduos altamente degradados, como no deserto ou que são queimados", disse ela.


Estatuetas do governador Djehutynakht, à esquerda, e sua esposa que foram descobertas na tumba. Crédito: Museum of Fine Arts, Boston.

Mas para os egiptólogos e profissionais médicos fascinados pelo Túmulo 10A, o maior prêmio foi finalmente resolver o mistério da cabeça mumificada.
"Você quase sente que é uma criança, como você acabou de identificar o sexo de um bebê", disse Nunes. "É um menino!"

Dr. Freed concordou. "Agora sabemos que temos o próprio governador", disse ela. "Nós já mostramos a cabeça no museu, mas agora vamos ter que mudar o rótulo!"

Texto de Nicholas St. Fleur postado em 2 de abril de 2018.

sexta-feira, 2 de março de 2018

As "tatuagens mais antigas" encontradas em múmias egípcias de 5.000 anos

Pesquisadores descobriram as mais antigas tatuagens figurativas do mundo em duas múmias de 5.000 anos no Egito.

A descoberta revela evidências da prática na África em 1.000 anos. Os detalhes das tatuagens foram publicados no Journal of Archaeological Science - DIREITOS AUTORAIS DO MUSEU BRITÂNICO.

Daniel Antoine, um dos principais autores do trabalho de pesquisa e o Curador de Antropologia Física do Museu Britânico, disse que a descoberta havia "transformado" nossa compreensão de como as pessoas viviam nesta era.

"Somente agora estamos ganhando novos conhecimentos sobre a vida desses indivíduos notavelmente preservados. Incrivelmente, com mais de 5.000 anos de idade, eles nos mostram a evidência de tatuagem na África em um milênio", disse ele à BBC News.

A múmia masculina foi encontrada há cerca de 100 anos.

As tomografias anteriores mostraram que ele tinha entre 18 e 21 anos de idade quando morreu de uma facada na parte de trás.

A mancha escura em seu braço não foi dadas importância até que a varredura infravermelho revelou que eram tatuagens de dois animais com chifres ligeiramente sobrepostos. Um é interpretado como um touro selvagem com uma cauda longa e chifres elaborados; O outro parece ser um carneiro com chifres curvos e um javali no ombro.
Um touro selvagem com cauda longa e chifres elaborados; e acima dela, um carneiro com chifres curvos e um javali no ombro - DIREITOS AUTORAIS DO MUSEU BRITÂNICO


A múmia feminina tem quatro pequenos motivos em forma de S correndo por seu ombro direito. - DIREITOS AUTORAIS DO MUSEU BRITÂNICO


Ela também apresenta motivos para se pensar que o desenho representa bastões usados ​​em dança ritual.
Os desenhos estão sob a pele e o pigmento provavelmente é fuligem.

Anteriormente, os arqueólogos achavam que apenas as mulheres usavam tatuagens, mas a descoberta de tatuagens na múmia masculina agora mostra modificação do corpo em relação a ambos os sexos.

Os pesquisadores acreditam que as tatuagens teriam designado status, bravura e conhecimento mágico.

As múmias foram encontradas em Gebelein, na parte sul do Alto Egito, a cerca de 40 km ao sul do Luxor moderno.

Os indivíduos foram enterrados em túmulos rasos sem qualquer preparação especial, mas seus corpos foram preservados naturalmente pelo calor, a salinidade e a aridez do deserto.

Os resultados do radiocarbono indicam que eles viveram entre 3351 e 3017 a.C., pouco antes de a região ser unificada pelo primeiro faraó em torno de 3100 a.C.

O exemplo mais antigo de tatuagem é encontrado na múmia alpina conhecida como Ötzi, que se pensa ter vivido entre 3370 e 3100 aC. Mas suas tatuagens são linhas verticais ou horizontais, em vez de figurativas.

Quatro motivos em forma de S correm pelo ombro direito da mulher - DIREITOS AUTORAIS DO MUSEU BRITÂNICO

Fonte:

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

"A múmia que grita" foi um príncipe que cometeu um ato hediondo



Os restos mortais estão em exibição, pela primeira vez, num museu do Cairo

O mistério de "A múmia que grita", como ficou conhecida, intrigou os arqueólogos durante décadas, mas parece ter sido finalmente resolvido: a expressão de agonia tem origem numa morte que foi um castigo e o homem foi enterrado vivo ou envenenado.

Os restos mortais foram encontrados no vale de Deir El Bahri, muito perto do histórico Vale dos Reis, no Egito, e logo os investigadores se surpreenderam ao se depararem com o rosto mumificado num grito silencioso.

Durante anos, várias teorias tentaram explicar a identidade do homem e perceber qual o motivo para ter sofrido uma morte tão agonizante.

Uma das teorias mais populares é a de ele era o príncipe Pentewere, filho do faraó Ramsés III e de uma das suas mulheres, Tiye.

O príncipe Pentewere conspirou para matar o pai e assumir o trono. Os seus planos não vingaram e foi julgado e condenado à morte.
No entanto, essa teoria foi considerada falsa, tendo em conta a última descoberta.

"Duas forças agiram neste corpo: uma que o tentava destruir e outra que o tentava salvar", disse Bob Brier, um arqueólogo da Universidade de Long Island, em Nova Iorque, que examinou a múmia.

Zahi Hawass, do Conselho Supremo de Antiguidades egípcio, diz que é provável que os restos mortais sejam de um príncipe que envergonhou a família, uma vez que foi enterrado ao lado de outros reis, mas ficou coberto com uma pele de carneiro.

"No Egípcio antigo cobrir com uma pele de carneiro significava que a pessoa não estava limpa, que tinha feito algo mau durante a vida", explicou Zahi.

"Por algum motivo, houve uma tentativa de garantir que ele não tivesse uma vida após a morte, mas houve ainda outra outra tentativa, a de alguém que se preocupou com ele e tentou reverter a situação".

"A múmia que grita" está em exibição durante esta semana no Museu Egípcio, no Cairo, pela primeira vez.

Fonte:

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Ankhesenâmon finalmente será encontrada?

Tutancâmon e Ankhesenâmon.

O mistério do último lugar de descanso da esposa mais famosa do antigo Egito avançou um pouco mais para ser resolvido.
Os egiptólogos descobriram anteriormente o que eles acreditam ser a câmara funerária de Ankhesenâmon, esposa de Tutancâmon, no Vale dos Reis.
Se confirmado, poderia ajudar a desvendar o destino final da esposa do rei menino, que de repente desapareceu dos registros históricos após o segundo casamento.
Acredita-se que a noiva adolescente tenha tido uma vida trágica, casando com seu pai, seu avô e seu meio irmão Tutancâmon.
Arqueólogos começaram agora a escavar uma área perto de um túmulo no Patrimônio da Humanidade, que eles acreditam que contém seu corpo.
Arqueólogo e ex-ministro egípcio das antiguidades, Zahi Hawass, anunciou o início da escavação em seu site.
Ele descobriu o suspeito enterro perto do túmulo do faraó Ay, em julho de 2017, usando radar terrestre penetrante.
Em uma declaração escrita, um porta-voz da equipe de pesquisa de Hawass disse: "Em janeiro de 2018, Zahi Hawass lançou suas próprias escavações no Vale dos Macacos, um vale lateral na área do Vale dos Reis.
"O foco das escavações está na área próxima ao túmulo de Ay, o sucessor de Tutancâmon.
"As varreduras de radar na área detectaram a presença de uma possível entrada para um túmulo a uma profundidade de cinco metros (16 pés).
"Acredita-se que a localização do túmulo de Ankhesenâmon, a viúva de Tutancâmon, que se casou com Ay após a morte de Tutancâmon, ainda está escondida em algum lugar no Vale dos Macacos".
Ankhesenâmon, casada com Tutancâmon, que reinou de 1332 a 1327 a.C., teria se casado com Ay após a morte súbita de Tutancâmon., que governou imediatamente após o rei Tut, de 1327 a 1323 a.C.
Evidência de depósitos de fundação, caches de cerâmica, restos de comida e outras ferramentas, sugerem a construção de um túmulo no local.
A equipe da Hawass planeja escavar a câmara recém-descoberta para determinar exatamente quem está dentro.
Falando ao LiveScience no momento da sua descoberta, Hawass disse: "Temos certeza de que existe uma tumba lá, mas não sabemos com certeza a quem pertence.
"Temos certeza de que há um túmulo escondido nessa área porque encontrei quatro depósitos de base.
"Os antigos egípcios costumavam fazer quatro ou cinco depósitos de fundação sempre que começaram a construção de um túmulo.
"[E] o radar detectou uma subestrutura que poderia ser a entrada de uma tumba".
Ankhesenâmon foi a terceira filha do faraó Akhenaton e Nefertiti e nasceu em torno de 1348 a.C.
Ela era originalmente chamada Ankhesenpaaten, mas sua mudança de nome reflete mudanças na religião egípcia antiga durante sua vida.
Ela era a meio-irmã e prima de Tutancâmon, com a dupla compartilhando o mesmo pai.
A mãe de Tutancâmon, que se acredita ter sido Nefertiti*1, é considerada a tia de Ankhesenâmon.
Diz-se que a rainha se casou com o rei Tut quando ele tomou o trono aos nove anos, quando tinha apenas alguns anos de idade.
Após o casamento deles, o casal mudou de nome em homenagem à antiga religião monoteísta em que retornaram.
Alguns registros sugerem que ela se casou com seu avô após a morte do rei Tut.
Outros que ela era brevemente a esposa de seu pai de antemão.
O rei Tut tornou-se faraó em torno de 1332 a.C. e governou por apenas nove anos até sua morte.
O significado de Tutancâmon decorre de sua rejeição das inovações religiosas radicais introduzidas por seu antecessor e pai, Akhenaton.
Quando o rei Tut tinha 12 anos, a reação contra a nova religião foi tão intensa que o jovem faraó mudou seu nome de Tutankhaton para Tutancâmon.
Um ano depois, a corte real voltou para a antiga capital em Tebas, agora chamada de Luxor, que era o centro de adoração do deus Amon e a base de poder dos sacerdotes de Amon.
O rei Tut é considerado um pequeno faraó.
No entanto, sua fama surgiu quando seu túmulo foi encontrado em 1922 por Howard Carter.
Estava quase intacto e continua a ser o túmulo real egípcio mais completo já encontrado.
E o túmulo continua a revelar segredos escondidos até hoje.
Em fevereiro de 2017, os arqueólogos anunciaram planos para retomar a busca de câmaras de enterro perdidas no túmulo do rei Tutancâmon.
A notícia segue mais de um ano de especulações depois que o egiptólogo britânico, Nicholas Reeves, disse que encontrou sinais de uma porta escondida no túmulo do rei Tut.
Na época, ele disse que uma das salas secretas poderia ser o túmulo da Rainha Nefertiti.
Uma equipe agora planeja usar sistemas de radar para escanear a câmara de 3.300 anos.
A pesquisa será liderada pela Universidade Politécnica de Turim, Itália e será a terceira equipe nos últimos dois anos com pesquisadores buscando a câmara perdida.
Mamdouh Eldamaty, ex-ministro das antiguidades do Egito, disse que há uma chance de "90%" de que o túmulo tenha escondido câmaras.
Ele afirma que e encontrá-los seria a "descoberta do século".


O VALE DOS REIS
O Vale dos Reis no Alto Egito é uma das principais atrações turísticas do país, ao lado do complexo de Gizé.
A maioria dos faraós das dinastias 18 a 20, que governaram de 1550 a 1069 a.C., descansou nos túmulos que foram cortados na rocha local.
O faraó mais famoso do local é Tutancâmon, cujo túmulo foi descoberto em 1922.
Preservados até hoje, no túmulo há decorações originais de imagens sagradas de, entre outros, o Livro de Portões ou o Livro das Cavernas.
Estes estão entre os textos funerários mais importantes encontrados nas paredes de tumbas egípcias antigas.


E ESSES PARENTESCOS ENVOLVENDO A FAMÍLIA DE TUTANCÂMON?
Os complexos arranjos familiares de Tutancâmon foram um dos grandes mistérios que cercam o jovem rei.
Enquanto seu pai era conhecido por ter sido o faraó Akhenaton, a identidade de sua mãe foi muito mais evasiva.
O teste de DNA mostrou que a rainha Tiye, era a avó do rei do menino egípcio Tutancâmon.
Em 2010, o teste de DNA confirmou que uma múmia encontrada no túmulo de Amenhotep II era a rainha Tiye, a principal esposa de Amenhotep III, mãe do faraó Akhenanton e a avó de Tutancâmon.
Uma terceira mamãe, considerada uma das esposas de Faraó Akhenaton, foi considerada uma candidata provável como mãe de Tutancâmon, mas a evidência de DNA mostrou que era a irmã de Akhenaton.
Análise posterior em 2013 sugeriu que Nefertiti, a principal esposa de Akhenaton, era a mãe de Tutancâmon.
No entanto, o trabalho de Marc Gabolde, arqueólogo francês, sugeriu que Nefertiti também era prima de Akhenaton.
Esta parentalidade incestuosa também pode ajudar a explicar algumas das más formações de Tutancâmon que os cientistas descobriram.
Ele sofreu de um pé deformado, um palato ligeiramente fendido e uma leve curvatura da coluna vertebral.
No entanto, suas afirmações foram disputadas por outros egiptólogos, incluindo Zahi Hawass, chefe do Conselho Supremo de Antiguidades do Egito.
A pesquisa de sua equipe sugere que a mãe de Tut era, como Akhenaton, a filha de Amenhotep III e Rainha Tiye.
Hawass acrescentou que não há "evidências" em arqueologia ou filologia para indicar que Nefertiti era filha de Amenhotep III.

Fonte:

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

DNA confirma o parentesco dos "Dois Irmãos"



 Os caixões internos dos dois irmãos: Khnum-nakht (esquerda) e Nakht-ankh (direita), 2011.


Usando o sequenciamento de DNA da "próxima geração", cientistas da Universidade de Manchester confirmaram a suposição de que os famosos "Dois Irmãos" do Museu de Manchester têm uma mãe compartilhada, mas pais diferentes - são, de fato, meio-irmãos. 
 
Os "Dois Irmãos" estão entre os habitantes mais famosos do Museu de Manchester. O conteúdo completo de seu enterro comum formam uma das principais exposições egípcias do Museu, que tem exibido quase continuamente desde que entraram no Museu em 1908.

O interesse central para o público (geral e acadêmico) tem sido os corpos mumificados dos próprios homens - Khnum-nakht e Nakht-ankh - que viveram no meio da 12ª Dinastia, 1900-1800 a.C. O túmulo intacto foi descoberto em Deir Rifeh, uma aldeia a 250 milhas ao sul do Cairo, em 1907 por um trabalhador egípcio chamado Erfai - um caso raro onde o descobridor não europeu. Ele estava trabalhando para Ernest MacKay e Flinders Petrie, os arqueólogos britânicos que escreveram os relatórios e os nomes que as pessoas costumam lembrar. Inusualmente, todo o conteúdo do túmulo - múmias, caixões e um pequeno número de outros objetos - foram enviados para Manchester, em vez de serem divididos entre diferentes coleções internacionais de museus, como costumava ser o caso.Uma vez em Manchester, em 1908, as múmias de ambos os homens foram desembrulhadas pela primeira egiptóloga do Reino Unido empregada por uma Universidade, a Dra. Margaret Murray.

A equipe de Murray - com o Dr. John Cameron, um anatomista - concluiu que as morfologias esqueléticas eram bastante diferentes, sugerindo a ausência de uma relação biológica. Apesar de notoriamente difícil envelhecer esses restos de esqueletos, a equipe sugeriu que Khnum-nakht tinha cerca de 40 anos de idade quando ele morreu e que Nakht-ankh morreu por volta dos 60 anos, talvez cerca de um ano depois do que Khnum-nakht (com base nas datas do ano nas ataduras de ambas as múmias).

 Margaret Murray e equipe com os restos de Nakht-ankh, 1908.

As inscrições hieroglíficas nos caixões indicavam que ambos os homens eram filhos de um governador local sem nome (assim, eles eram de elite na sociedade) e tinha uma mãe do mesmo nome, Khnum-aa. Foi assim que os homens se tornaram conhecidos como os dois irmãos. Com base em evidências de inscrição contemporâneas, foi proposto que um (ou ambos) dos Irmãos fosse adotado. Até recentemente, as tentativas anteriores de extrair e analisar o DNA dos restos dos Irmãos não tinham sido conclusivas.Em 2015, o DNA foi extraído dos dentes, removido pelo Dr. Roger Forshaw, um dentista aposentado e analisado pela Dra. Konstantina Drosou, da Escola de Ciências da Terra e do Meio Ambiente da Universidade de Manchester. Após a captura de híbridos das frações do cromossomo mitocondrial Y, o DNA foi sequenciado por um método de próxima geração. A análise mostrou que Nakht-ankh e Khnum-nakht pertenciam ao haplótipo mitocondrial M1a1, sugerindo uma relação maternal. As sequências do cromossomo Y foram menos completas, mas apresentaram variações entre as duas múmias, indicando que Nakht-Ankh e Khnum-Nakht tinham pais diferentes e, portanto, eram muito prováveis ​​ter sido meio-irmãos geneticamente.O estudo, publicado no Journal of Archaeological Science, é o primeiro a usar com sucesso a digitação de DNA cromossômico mitocondrial Y em múmias egípcias.

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