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quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Para saber mais: Conhecendo um pouco dos hieroglifos do Egito Antigo


Imagens de Alexandre Jubran

1) Som “A”
Símbolo urubu egípcio, remete a cemitérios e campos de batalha

2) Som “I”
Símbolo junco, remete à flechas e a escrita

3) Som “E”
Símbolo braço, poder na cultura egípcia

4) Som “P”
Símbolo lugar para se sentar, trono, nobreza

5) Som “U”
Símbolo filhote de codorna, indica plural e tempo cronológico

6) Som “RR”
Símbolo casa.

7) Som “N”
Símbolo ondulações na água, remete ao conceito de transcendência

8) Som “Q”
Símbolo morro, associado as palavras “alto”, “pico” ou “exaltado”

9) Som “G”
Símbolo jarra de vinho

10) Som “F”
Símbolo víbora de chifres, geralmente usada com verbos

11) Som “DJ”
Símbolo cobra

12) Som “D”
Símbolo mão humana, significa ação ou atividade

13) Som “T”
Símbolo pão assado

14) Som “SH”
Símbolo piscina, remete à riqueza

15) Som “B”
Símbolo perna

16) Som “M”
Símbolo coruja

Retirado de: http://mundoestranho.abril.com.br/historia/o-que-significavam-os-hieroglifos-do-egito-antigo/?utm_source=redesabril_jovem&utm_medium=facebook&utm_campaign=redesabril_mundoestranho



terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Onomasticon, você sabe o que é?

A palavra Onomasticon é a versão latina de uma palavra grega usada por historiadores para definir uma classificação ou lista feita em forma de categorias.

Existem três onomasticon egípcios mais famosos, que funcionaram como guia para auxiliar no entendimento da cronologia dinástica do Egito Antigo, bem como enciclopédia da antiguidade:

- Onomasticon de Amenothep (mais conhecido, tendo várias cópias encontradas, escrito entre a dinastia XX e XXII)

- Onomasticon de Ramsés (mais antigo, datado em 1800 a.C., encontra-se no Museu Britânico)

- Papiro Tebtutis (inclui verbos e substantivos)

O Onomasticon de Amenothep é dividido em 9 categorias: prólogo/ céu, água e terra/ pessoas, a corte, funções e ocupações/ classes, tribos, tipos de seres humanos/ cidades do Egito/ construções, suas partes e tipos de terra/ país agrícola, os cereais e seus produtos/ bebidas/ partes de um boi e tipos de carne.



Para saber mais, acesse:

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Para quem gosta de leitura: a relação entre a máscara de Tutancâmon danificada e o livro de Rick Riordan.

 https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjGeNtOGi8J1lEW1E9ZIhvzU2SvPyoKqJT4zj3rYm-jMPDx0MHfuraW0Jf6S5iWu-nqzJ09v78f1piO_dDRCvwTD3_AOJbd9WF6T0XL4_-RVFFLFcil3Cg0noor3LSKxpvevEIFlbBRSQ4/s1600/B7oY4NeCIAEGLrh.jpg

No último mês, você deve ter acompanhado que a máscara de Tutancâmon foi danificada (caso não tenha visto, veja a reportagem, clicando AQUI).

Há pouco tempo, recomendei a leitura dos livros de Rick Riordan que compõem As Crônicas dos Kane (caso não tenha visto, clique AQUI).

Enfim, qual a relação entre esses eventos?

Para quem leu "A sombra da serpente", que é o terceiro livro da saga dos Kane, mais especificamente no terceiro capítulo, vemos que é clara a relação do dano à máscara e todos os acontecimentos que se encontram no livro.

Esse trecho nos esclarece esse triste fato:

"...Então, se um dia você for visitar uma exposição do Rei Tut e notar rachaduras ou marcas de queimado nos artefatos, ou talvez uma estátua com a cabeça colada ao contrário... Bem, desculpe. Provavelmente foi nossa culpa."

Se você quiser entender melhor porque foi culpa deles, aconselho a ler a coleção, pois não darei spoilers aqui. Mas que nesse caso, está perdoado o dano à máscara...

Melhor do que fugir da realidade é vê-la por um lado mais romântico, e isso pode ser feito através da literatura. :)

Bibliografia:
RIORDAN, Rick. A sombra da serpente. Editora Intrínseca, p. 39, 2012

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Grande Hino a Aton



Estela com Akhenaton, Nefertiti e suas filhas - Museu Egípcio do Cairo (http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:GD-EG-Caire-Mus%C3%A9e066.JPG)

O Grande Hino a Aton é um texto egípcio de cunho religioso, com autoria atribuída ao faraó Akhenaton (antigo Amenhotep IV), que viveu durante o Novo Império, mais precisamente entre 1351 e 1334 aC. O texto foi encontrado gravado no túmulo de Ay, um alto funcionário  da época de Akhenaton, que viria a se tornar rei, após a morte de Tutâncamon (sucessor de Akhenaton).

Curiosidades:

- Alguns estudiosos afirmam que há semelhanças entre o hino e o Salmo 104 da Bíblia. Os estudiosos fazem essa associação com ênfase principalmente no monoteísmo de ambos os textos, entretanto, mais recentemente, foi considerada que essa semelhança se da apenas por ambos os textos serem provenientes do oriente médio.
- O hino também não é totalmente original de Akhenaton, visto que alguns partes se encontram em textos mais antigos, como nos Textos dos Sarcófagos e também em trechos de um hino a Amon do Papiro Bulaq 17.

Convenhamos que mesmo não sendo totalmente autentico, o Grande Hino a Aton é um dos mais belos textos egípcios que você irá conferir abaixo. 


Adoração se Ré-Horakhti, que se regozija da luz no seu nome de Chu que é Aton, que vive eternamente; o grande Atom vivente que está em festa de regeneração, o senhor de tudo que o disco abrange, senhor do céu, senhor da terra, senhor da morada de Aton em Akhetaton; [adoração do] rei do Alto e do Baixo Egito, que vive de Maât, o senhor das coroas, Akhenaton, de grande duração de vida e a sua grande rainha amada, a senhora das Duas Terras, Neferneferuaton Nefertiti, que vive para sempre, em saúde e em beleza:
Ay, o vizir, flabelífero à direita do rei, diz:

Apareces na perfeição da tua beleza,
No horizonte do céu, 
Disco vivente,
Criador de vida;
Elevas-te no horizonte a oriente,
Enches cada região com a tua perfeição.
Tu és belo, grande, brilhante,
Erguido acima de todo o universo,
Os teus raios abraçam as regiões
Até ao horizonte de tudo o que crias.
Tu és o princípio solar [Ré],
Reges o país até os seus limites,
Ligá-los através do teu filho que amas.

Afastas-te,
Contudo os teus raios tocam a terra,
Estás frente a nossos olhos, o teu caminho permanece desconhecido;
Deitas-te no horizonte ocidental,
O universo está nas trevas, como morto.
Os homens dormem nos seus quartos,
Cabeça tapada,
Ninguém reconhece o irmão.
Roubemos-lhe os bens debaixo da cabeça,
Não se apercebe de nada.
Todos os leões saem dos seus covis,
Todos os répteis mordem.
O mundo gira em silêncio,
É a mais profunda treva,
O seu criador repousa no horizonte.

Tu [Aton] ergues-te pela alba, no horizonte,
Raias, disco solar do dia,
Dissipas as trevas, expandes os teus raios.
O duplo país está em festa,
Os homens acordam,
Erguem-se sobre os seus pés,
És tu quem faz que eles se levantem.
Os corpos purificados, vestem-se,
Os braços desenham gestos de adoração ao teu acordar.
O universo inteiro põe-se ao trabalho,
Cada rebanho satisfeito com a sua pastagem,
Árvores e ervas verdejam,
Os pássaros, que voam de asas abertas para fora dos ninhos,
Executam atos de adoração ao teu Poder vital.
Todos os animais saltitam sobre as patas,
Todos os que voam, todos os que movem,
Vivem ao teu acordar.
As barcas dão à vela,
Subindo e descendo a corrente,
Cada dia está aberto,
Tu apareces.
No rio os peixes saltam
Em direção ao teu rosto,
Os teus raios penetram no coração da Terra Verde [o mar].

Tu fazes com que o embrião nasça dentro das mulheres
Tu produzes a semente dentro do homem,
Tu dás vida ao filho no seio materno,
Tu dás-lhe a paz
Com que pára as lágrimas.
Tu és a ama-de-leite
Do que ainda se abriga no seio,
Tu dás constantemente o sopro
Para conferir vida a todas as criaturas.
No momento em que a criatura sai da matriz para respirar,
Tu abres-lhe completamente a boca,
Tu ofereces o que é necessário.
O pequeno pássaro está no ovo,
Pipila na sua casca,
No interior tu dás-lhe o sopro,
Tu dás-lhe vida.
Tu organizas-te para ele,
Um tempo de gestação medido com rigor,
Tornando-o completo;
Parte a sua casca pelo interior;
Sai do ovo, pipila,
No momento estabelecido,
Sai andando sobre as patas.

Como são numerosos os elementos da criação,
Escondidos a nossos olhos,
Deus único sem igual.
Tu crias o universo segundo o teu coração-consciência,
Quando estavas sozinho.

Homens, rebanhos, animais selvagens,
Tudo o que vive sobre a terra,
Deslocando-se abre os próprios pés,
Tudo que está nas alturas
E voa, asas estendidas,
Os países da Síria e do Sudão,
O país do Egito,
Tu colocas cada homem na sua função,
Tu outorgas-lhe o que lhe convém.
As línguas são múltiplas
Na sua forma de se exprimirem,
Os seus caracteres são diferentes,
A cor da pele é distinta,
Tu diferenciaste os povos estrangeiros.
Tu criaste o Nilo no mundo inferior,
Tu fá-lo surgir segundo a tua consciência
Para dar vida aos homens do Egito,
Da mesma forma que o fizeste para ti mesmo.
Tu és o seu Senhor,
Tu preocupas-te com eles,
Senhor de todas as regiões,
Tu ergues-te para elas.
Disco do dia, grande de dignidade,
Dás vida a cada país estrangeiro, ainda que afastado,
Tu colocas um Nilo no céu,
Ele desce para eles,
Dá forma às correntes de água
Para regar os seus campos e as suas cidades.
Como os teus desenhos são excelentes,
Ó Senhor da eternidade,
Ó Nilo no céu
É um  dom de Ti aos estrangeiros,
A cada animal do deserto que anda sobre as próprias patas;
Para a terra Amada [O Egito],
O Nilo vem do mundo inferior.

Os teus raios amamentam todos os campos,
Tu ergues-te,
Eles vivem, crescem para ti.
Tu regulas harmoniosamente as estações,
Desenvolves toda a criação.
O inverno tem por função dar a frescura,
O calor fazer com que os homens te apreciem.
Tu crias o sol ao longe,
Ergues-te nele,
Beijas com o olho toda a criação,
Tu continuas na tua Unidade.
Ergues-te
Na tua forma de disco vivo,
Que aparece e resplandece,
Que está longe,
Que está próximo,
Tu retiras eternamente
Milhões de formas a partir de ti mesmo,
Continuas na tua Unidade.
Cidades, regiões, campos, rios,
Todos os olhos te vêem na sua frente,
Tu és o disco do dia
Sobre o universo.
Afastas-te,
Nenhum dos seres por ti engendrado existe
A não ser para contemplar-te unicamente a ti.
Nenhum dos que engendras te vê,
Tu resides no meu coração.
Não existe outro que te conheça,
Com exceção do teu filho Akhenaton,
Tu dás-lhe conhecimento dos teus projetos,
Do teu poder.

O universo vem ao mundo sobre a tua mão,
Como tu o crias.
Ergues-te,
Ele vive.
Deitas-te,
Ele morre.
Tu és a extensão durável da vida,
Vivemos de ti.
Os olhos fixam continuamente a tua perfeição,
Até ao teu deitar,
Deitas-te a ocidente,
Todo o trabalho pára.
Ao teu acordar,
Fazes crescer todas as coisas para o faraó;
O movimento apodera-se de cada perna,
Pões em ordem o universo,
Fá-lo surgir para teu filho,
Proveniente do teu Ser,
O rei do Alto e do baixo Egito,
Que vive da harmonia universal,
o senhor do duplo país,
Filho de Ré,
Que vive da harmonia universal,
Senhor das coroas,
Akhenaton,
Que a duração da sua vida seja grande!
Que a sua grande esposa que ele ama,
A senhora do duplo país,
Nefertiti,
Viva e rejuvenesça,
Para sempre, eternamente. 

Hino retirado na íntegra do livro 'Nefertiti e Akhenaton o casal solar' de Christian Jacq.




Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Grande_Hino_a_Aton
http://leopoldina-emummundodistante.blogspot.com.br/2009/04/o-grande-hino-aton-na-integra_14.html
http://www.misteriosantigos.com/pagina15.htm

domingo, 15 de setembro de 2013

Poema Romântico Egípcio

(Retirado de: http://jussararoque.no.comunidades.net/index.php?pagina=1217591169)

Hoje vou citar um poema lírico egípcio que é um dos que eu mais gosto!
Espero que gostem também.  

Do Papiro de Chester Beatty I (da vigésima Dinastia) 

Primeiro Poema  

Ó, única, irmã sem igual, 
de todas a mais bela! 
Ela é como a estrela da manhã ao nascer
no começo de um ditoso ano. 
Brilha radiosa a sua pele resplandece, 
sedutor é o fitar de seu olhar, 
doce a palavra de seus lábios, 
seu falar é (sempre) contido. 
Longo é seu pescoço, 
brilhantes são os seus mamilos, 
seu cabelo é de verdadeiro lápis-lazúli, 
mais belo que ouro são os seus braços 
e seus dedos como lotos a desabrocharem.
De coxas duras e cintura fina, 
 as pernas proclamam sua perfeição. 
Gracioso é seu porte ao andar no chão, 
cativa meu coração (só) ao mover-se. 
Ela faz todo homem virar o rosto
 para (melhor) contemplá-la. 
Feliz aquele que ela abraça, 
torna-se o primeiro dos homens! 
Ao sair de tua casa 
ela é como a outra Única.

Obs.:
 A palavra irmã na primeira linha não se refere à amante e não ao parentesco.

Única na última linha do poema pode referir-se à Hathor ou ao Sol.  

Fonte: Livro Escrito para a Eternidade de Emanuel Araújo - 2000 - páginas consultadas: 301-304.

Super recomendo este livro para maior conhecimento da literatura do Antigo Egito.