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segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

Imagens aéreas das pirâmides de Gizé

Trabalho do fotógrafo ucraniano Alexander Ladanivskyy, ao sobrevoar com um drone, imagens aéreas das pirâmides do Egito.


A Grande Pirâmide de Gizé, vista como de costume – de longe e de baixo

A pirâmide vista de cima – do ponto de vista de um pássaro

A sessão de fotos de Ladanivskyy promove um grande zoom – visto de cima

O ponto de vista oferece detalhes raramente vistos da pirâmide

A pirâmide de Gizé tem 4.600 anos de sua construção

A Grande Pirâmide é parte de um complexo com três pirâmides próximas

O topo da pirâmide – visto de perto

Fonte:

quinta-feira, 25 de novembro de 2021

Governo do Egito fará megaevento para reinaugurar avenida com mais de 2 mil anos

Depois de mais de 70 anos de escavações, o governo egípcio realizará nesta quinta-feira um megaevento para reinaugurar a Avenida das Esfinges ao público. Os quase três quilômetros de comprimento e sete metros de largura da avenida, que liga o Templo de Karnak ao Templo de Luxor, foram escavados na antiga cidade de Tebas. A sua atual localização é na cidade de Luxor.

O evento será transmitido pelas redes sociais às 14h30 (horário de Brasília).

Os dois lados da avenida têm fileiras de esfinges e estátuas com cabeças de carneiros. A Avenida das Esfinges foi concluída no reinado de Nectanebo I, entre 380 e 360 antes de Cristo, e ficou durante séculos soterrada pelas areias. Os primeiros traços da existência da avenida foram descobertos apenas em 1949.

Avenida das Esfinges Foto: Reprodução

O megaevento não será o primeiro do tipo organizado pelo governo egípcio. Ele faz parte um esforço do país para promover suas descobertas arqueológicas com o objetivo de atrair turistas de todo o mundo no pós-pandemia. Em abril deste ano, o governo organizou um "desfile de faraós", uma procissão que levou 22 múmias para um museu recém-inaugurado na cidade do Cairo.

As múmias foram transportadas a bordo de veículos com decorações típicas da época dos faraós. O cortejo foi liderado pelo faraó Sekenenré Taá (século XVI a.C.), da 17ª dinastia, e foi encerrada por Ramsés IX (século XII a.C.), da 20ª. Mais conhecidos do grande público, Ramsés II e Hatshepsut também fizeram parte do "desfile dourado dos faraós". O evento contou com um show musical transmitido ao vivo pela televisão egípcia.

Fonte:



Para acompanhar o evento, clique aqui, ou acompanhe abaixo.



segunda-feira, 31 de maio de 2021

Brasileiro acusado de assediar mulher mulçumana é preso no Egito

De acordo com informações do site El-Shai reproduzidas pela Marie Claire, o médico Victor Sorrentino foi preso no Egito no último domingo, 30, acusado de assédio. A decisão das autoridades do país ocorre após o brasileiro ter publicado um vídeo no qual faz uma piada a uma mulher muçulmana que vendia papiro.

Na gravação, o influencer, perguntou à vendedora em português: "Vocês gostam mesmo é do bem duro, né? Comprido também fica legal, né?”, disse o médico, rindo. Um amigo de Sorrentino, que o acompanhava na viagem, também estava presente e aparece rindo nas imagens. Sem entender, a egípcia concorda e sorri.

A publicação recebeu inúmeras críticas, de modo que o médico tornou seu perfil privado. Em seguida, postou outro vídeo, no qual pediu desculpas pelo ocorrido. “Eu sou assim. Sou um cara muito brincalhão”, disse ele à mulher.

O gaúcho ainda declarou que tem costume de fazer piadas desse tipo com amigos e familiares, mas que não poderia ter feito com uma desconhecida. “Como eu vi que tu é uma pessoa risonha e estava brincando junto com a gente, eu acabei brincando”, justificou.

Victor Sorrentino tornou-se conhecido na pandemia por defender o “tratamento precoce” para a covid-19 com o uso de medicamentos sem eficácia comprovada. O médico declarou ao site Terça Livre, que os medicamentos "são conhecidos e não causam risco nem prejuízo”.

Retirado na íntegra de:


sexta-feira, 9 de abril de 2021

Egito descobre cidade perdida de mais de 3 mil anos de idade

Cientistas localizaram a cidade em setembro e encontraram paredes quase intactas 
DIVULGAÇÃO VIA REUTERS - 8.4.2021

O Egito anunciou, nesta quinta-feira (8), a descoberta de uma cidade perdida de cerca de 3,4 mil anos de idade perto de alguns dos monumentos mais conhecidos do país na cidade de Luxor, a 770km ao sul do Cairo. Segundo os arqueólogos, o achado pode ser o mais importante em quase 100 anos.

A cidade, conhecida como Aten, teria sido fundada pelo rei Amenhotep III, que governou o Egito de 1391 a 1353 a.C. Os cientistas acreditam que o local, na margem ocidental do rio Nilo, foi um dos principais centros urbanos do país naquela época.

"A descoberta desta cidade perdida é a segunda mais importante da arqueologia desde a tumba de Tutankhamon", disse em um comunicado a professora de egiptologia Betsy Bryan, da Universidade Johns Hopkins, que participou da missão.

Segundo ela, as ruínas "vão nos proporcionar um raro retrato da vida dos antigos egípcios, em um momento que pode ser considerado o auge do império".

Cidade de reis

Aten foi localizada em uma região próxima ao Vale dos Reis, em Luxor. Foi lá que a tumba de Tutankhamon e seu sarcófago com a famosa máscara de ouro foram encontrados durante uma expedição em 1922, junto com incontáveis outros artefatos.

"Muitas missões estrangeiras procuraram por esta cidade e nunca a encontraram", afirmou Zahi Hawass, um arqueólogo egípcio e antigo ministro de assuntos da antiguidade, que liderou a missão.

Os arqueólogos começaram as escavações em setembro, com o objetivo de achar o templo mortuário de Tutankhamon, e escolheram uma área entre os templos dos reis Ramsés III e Amenhotep III.

"Em poucas semanas, para a surpresa de todos, contornos de paredes com tijolos de barro começaram a aparecer, por todos os lados. O que os cientistas descobriram foi o local de uma grande cidade em bom estado de preservação, com paredes quase completas e cômodos cheios de objetos de uso cotidiano, preservados por milhares de anos", diz o comunicado.

A cidade teve seu auge durante o reinado de Amenhotep III, e também durante a regência em que compartilhou o poder com seu filho, Amenhotep IV, ou Akhenaton, o pai de Tutankhamon. O chamado "rei-menino" e seu sucessor, o rei Ay, também usaram Aten.

Segundo Hawass, boa parte das ruas da cidade têm casas com paredes ainda preservadas, algumas com mais de 3 metros de altura. Os arqueólogos descobriram a idade do local analisando os hieróglifos em diversos objetos encontrados no local, como vasos de vinho, aneis, enfeites, potes de cerâmica e tijolos que continham os selos de Amenhotep III.

Na cidade, os pesquisadores já encontraram uma padaria e uma grande cozinha, com fornos e potes de cerâmica para armazenar comida, além de um centro administrativo, moldes para produzir joias, teares e outros objetos que indicam tecelagem em escala industrial para a época.

Ao norte de Aten, foi encontrado um grande cemitério, além de novas tumbas. "A expedição já está trabalhando nesses locais, e nossa missão espera encontrar mausoléus ainda intocados, cheios de tesouros", diz o comunicado.

A cidade perdida é mais uma de uma série de descobertas recentes feitas em várias partes do país, que ajudam compor melhor o panorama das dinastias que governaram o antigo Egito. O governo atual espera que as novidades ajudem a reviver a indústria do turismo, a principal fonte de renda do país, prejudicada pela instabilidade política e a pandemia do coronavírus.

Retirado na íntegra de:

segunda-feira, 5 de abril de 2021

Desfile dos faraós: o translado extraordinário de múmias e reis do Egito pelas ruas do Cairo

Comboio transporta 22 múmias pelas ruas de Cairo para o Museu Nacional da Civilização — Foto: Khaled Desouki/AFP



Neste sábado (3), aconteceu uma parada pública pelas ruas do Cairo, com a exibição de 22 múmias que foram transportadas de um museu para outro na mesma cidade. A exibição foi digna de um evento faraônico e se você que gosta do Egito Antigo não viu, não perca a oportunidade de ver aqui, fotos e vídeo do evento.

Egito: 22 múmias são transportadas para novo museu, no Cairo


O comboio transportou 18 reis e 4 rainhas do Museu Egípcio, no centro da capital egípcia, para o Museu Nacional da Civilização, que fica a cerca de 5 quilômetros de distância.
A parada, que fechou algumas das principais vias da cidade, começou às 18h45 do Cairo (13h45 de Brasília).
As 22 múmias foram colocadas em cápsulas especiais, preenchidas com nitrogênio, para garantir a proteção.
Segundo o arqueólogo Zahi Hawass, os veículos também foram escolhidos com cuidado para dar estabilidade aos artefatos.
"Escolhemos [levar as peças para] o Museu da Civilização porque queremos, pela primeira vez, mostrar as múmias de uma forma civilizada, educada, e não só para diversão, como era o caso do Museu Egípcio", afirma Hawass.

Carro forte transporta a múmia de Seqenenre Taa ao Museu Nacional da Civilização, em Cairo — Foto: Khaled Desouki/AFP

As peças foram transportadas pelas ruas marginais ao rio Nilo. A ideia da parada é criar interesse entre turistas pelas antiguidades do país que por causa das restrições impostas pela Covid-19, o turismo no Egito foi quase todo interrompido.

Imagem de 03 de abril de 2021 do obelisco de Ramsés II, no Cairo, que foi renovado — Foto: Mohamed Abd El Ghany/Reuters


Egito faz desfile nas ruas do Cairo com múmias de faraós


Múmias descobertas em 1871

Essas múmias foram descobertas em 1871, em dois sítios arqueológicos (um deles, o templo de Deir Al Bahari, onde hoje fica a cidade de Luxor, e o outro, perto do Vale dos Reis, o principal local onde os reis eram enterrados no Egito antigo).
A mais antiga das 22 múmias é a de Seqenenre Tao, o último rei da 17ª dinastia, que reinou no século 16 A.C.. Acredita-se que Tao morreu de forma violenta.
A parada também inclui as múmias de Ramsés II, Seti I, e Ahmose-Nefertari.

O museu que vai abrigar as peças fica em Fustat. A região era a capital do Egito durante a dinastia Umayyad, que governou a civilização depois da conquista árabe.
Salima Ikram, um egiptólogo da Universidade Americana no Cairo, afirma que transportar as peças "com pompa" é uma forma de fazer justiça a elas.
"Esses são os reis do Egito, são faraós, e essa é uma forma de mostrar respeito", disse ele.

Pedestres passam em frente a um cartaz que anuncia a parada em que serão exibidas 22 múmias na cidade do Cairo, no Egito, em 3 de abril de 2021 — Foto: Mohamed Abd El Ghany/Reuters

Para assistir ao desfile na íntegra, clique aqui:





Fontes:

domingo, 28 de fevereiro de 2021

Live: Os Mitos (mais absurdos) sobre o Egito!

Aqui vai uma super recomendação de uma live muito legal feita pelo canal Conhecimentos da Humanidade, do Youtube, com o egiptólogo Thomas H. T. Stella que desmistificou vários mitos sobre o Antigo Egito!

Para assistir, clique abaixo ou aqui.



Dica: na live, o egiptólogo também fala de um curso de extensão que dará na USP. As inscrições começam dia 1 de março de 2021.

Infelizmente, não assistir ao vivo, gostaria que ele desmistificasse (ou não!) a teoria de Robert Temple, que com o método de datação de Liritzis, prova que as pirâmides foram construídas há mais tempo que é proposto pela egiptologia moderna. 

segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

60 mil abelhas ajudam artista a recriar busto da rainha egípcia Nefertiti


O busto de Nefertiti sendo criado pelas abelhas, com a estrutura do artista Tomás Libertíny, em tempo realImagem: Reprodução/Instagram



O artista Tomás Libertíny contou com a ajuda de 60 mil abelhas para recriar, em cera, o clássico Busto de Nefertiti, que retrata a rainha egípcia e esposa do grande faraó Aquenáton.

Intitulada "Eternidade", a escultura é baseada no modelo 3D do retrato original da rainha egípcia, que serve como guia para a linha de produção dos insetos. O busto faz parte de série "Made by Bees" ("Feito por Abelhas", em tradução livre).
As peças estão em exibição como parte da mostra "Melancholia", na Galeria de Rademakers de Amsterdã, na Holanda, até o dia 30 de janeiro de 2021.

"É o testemunho da força e atemporalidade da 'mãe natureza', bem como de seu antigo caráter de uma poderosa mulher reinando contra as probabilidades em sua época", diz Tomás ao detalhar a sua obra.

Levou dois anos para que a obra fosse concluída. Antes da exposição atual, ele foi exibido no Kunsthal Rotterdam, em 2019, como uma instalação ao vivo e interativa, em que os visitantes tiveram a oportunidade de observar o processo de construção das abelhas em tempo real.

A série "Made by Bees", além do busto em questão, traz também outras obras de arte criadas junto com as abelhas. Outra delas foi nomeada como "Brutus", de Michelangelo, retratando o assassino do imperador Júlio César.

Para que as abelhas criem a obra de arte, Tomás Libertíny conta que a estratégia é similar ao cultivo de um bonsai — aquelas pequenas árvores em um vaso pequeno e raso.

Os insetos, sob supervisão de apicultores, seguem um enfileiramento produzido pelo artista por meio do material em 3D. Ou seja, a estrutura fixa guia os animais como uma referência para depositar a cera de abelha, que possui grande resistência.

Ele destaca ainda que, embora toda a forma seja previamente planejada, o resultado é sempre uma surpresa. É impossível prever a forma com que a cera será produzida, em termos de relevo e quantidade.

"Não é algo que você pode prever completamente como faria com as técnicas artesanais tradicionais", explica. "Tenho que olhar a peça acabada por alguns dias para apreciá-la plenamente".

Busto de Nefertiti feito por 60 mil abelha. Imagem: Titia Hahne

Fonte:

sexta-feira, 6 de novembro de 2020

OS SEGREDOS DE SAQQARA: 5 MOTIVOS PARA ASSISTIR O DOCUMENTÁRIO DA NETFLIX

A tumba de Wahtye - Divulgação/Youtube/Netflix


Os enigmas do Egito Antigo até hoje surpreendem arqueólogos que se dedicam noite e dia para desvendar os mistérios da antiga civilização que percorreu as margens do Rio Nilo.

Uma dessas grandes descobertas compreende uma tumba de 4.000 anos que foi revelada durante expedições no ano de 2018, em um antigo cemitério no sítio arqueológico de Saqqara, que está localizado a 30 quilômetros ao sul do Cairo, capital do Egito.

Conforme divulgado pelo Ministério de Antiguidades do Egito na época, o trabalho dos arqueólogos resultou na redescoberta de diversos artefatos na tumba de quatro poços de um antigo Sacerdote.


O dono da tumba chamava-se Wahtye, um Sacerdote de alto escalão, que trabalhou para o faraó Neferirkare, cujo reinado foi entre 2446 e 2438 a.C.


Por dentro da tumba de 4.000 anos /Crédito: Divulgação/Youtube/Netflix



O túmulo é "excepcionalmente bem preservado e colorido, com esculturas dentro", disse o ministro egípcio de antiguidades, Khaled El-Enany, em entrevista coletiva durante a expedição.


Após as revelações feitas por pesquisadores, entusiastas se perguntaram: quem era Wahtye, como era a sua tumba e quais são os enigmas que envolvem essa descoberta? Dois anos depois, as respostas podem ser encontradas no novo documentário disponibilizado na Netflix na última semana, Os Segredos de Saqqara.

Apresentada por arqueólogos e produzida por James Towell, a obra cinematográfica revela o interior da tumba e também a incrível jornada dos pesquisadores ao tentarem desvendar a história de Wahtye.

"Uma equipe de arqueólogos egípcios encontra uma tumba de mais de 4.000 anos completamente intacta e tenta decifrar a história dessa descoberta extraordinária", diz a sinopse.


Com uma linguagem de fácil acesso e momentos instigantes, como o exato momento em que os arqueólogos encontram os restos mortais do dono da tumba e seus familiares, o único defeito da produção da Netflix é não ser uma série com mais uma temporada já confirmada. Além disso, é uma perfeita oportunidade de entender a importância da arqueologia para o nosso futuro.

O site Aventuras na História assistiu a produção e decidiu separar 5 motivos que vão te convencer a assistir a obra que instigou os assinantes da plataforma de streaming.

1. Fascínio

Geralmente, descobertas arqueológicas fascinam os amantes de História com ricos relatos fornecidos por pesquisadores e imagens impressionantes. No documentário disponibilizado na Netflix não é diferente.

Com 1h53 minutos de duração, a produção apresenta registros fascinantes da tumba intacta de Wahtye. Do momento que a descoberta é feita, da interpretação dos hieróglifos a escavação dos quatro poços que o local abriga: tudo é apresentado ao telespectador de maneira didática.

2. Os enigmas de Wahtye

Embora compreenda uma descoberta rica, a tumba de Wahtye intriga os pesquisadores. Isso porque, além da interpretação dos hieróglifos, os profissionais precisam investigar o que teria ocasionado à morte do Sacerdote e seus familiares.

Sem spoilers: cada momento discutido na produção revela os melancólicos motivos que podem ter resultado no óbito de Wahtye e seus descendentes.

3. Várias descobertas

Embora o trailer e a sinopse do documentário mencionem apenas a descoberta do local de descanso do Sacerdote, a produção também apresenta outras grandes descobertas feitas no sítio arqueológico.

Um dos outros sarcófagos revelados na mesma expedição /Crédito: Divulgação/Youtube/Netflix



Em outras escavações realizadas na mesma temporada, por exemplo, os arqueólogos encontram o primeiro leão mumificado do Egito Antigo e outros sarcófagos em impressionante estado de preservação.

4. A interpretação

Conforme mencionamos no tópico acima, a documentário vai muito além da revelação da tumba de Whatye. À medida que produção de desdobra, é apresentado ao telespectador animações que explicam os símbolos do Egito Antigo.

Em certo momento, por exemplo, a produção explica como funcionavam os estágios da vida após a morte na Antiga Civilização e como os antigos egípcios enxergavam a importância das tumbas.

Além disso, a obra cinematográfica conta com brilhantes infográficos que apresentam uma visão total da tumba encontrada em 2018.

5. Esforço diário

Segredos de Saqqara também é de extrema importância para conhecer a rotina dos arqueólogos. A produção revela a intensa saga dos arqueólogos que precisam apresentar em tempo recorde descobertas relevantes para prosseguir com o incentivo do Governo.

Além disso, o documentário também documenta o rico trabalho de egiptólogos e antropólogos à medida que precisam desvendar a narrativa que cada item carrega consigo.

Retirado na íntegra de:

quarta-feira, 21 de outubro de 2020

Netflix lançará novo documentário "Segredos da Tumba de Saqqara" em 28 de outubro

A Netflix anunciou na quinta-feira, 28 de outubro, o lançamento global de seu novo documentário, "Segredos da Tumba de Saqqara", que apresenta a descoberta de uma tumba "única" sob a areia no sítio arqueológico de Saqqara, no Egito.

Dirigido por James Tovell e produzido por Richard Bradley e Caterina Turroni, o documentário segue uma equipe de arqueólogos locais escavando passagens, poços e tumbas nunca antes vistas.

Segredos da Tumba de Saqqara leva os espectadores à tumba de um sacerdote do Reino Antigo, Wahtye, que permaneceu fechada por 4.500 anos.

A equipe encontra mais de três mil artefatos, incluindo um filhote de leão mumificado, um templo dedicado à deusa gato egípcio Bastet e o que pode ser o caso mais antigo de malária rastreável do mundo.

Além de antiguidades fascinantes, o documentário oferece uma visão abrangente e única da vida do sacerdote e de sua família.

O documentário foi filmado em Saqqara, a menos de um quilômetro do local da Pirâmide de Degraus, um dos edifícios de pedra mais antigos da história e a pirâmide mais antiga do Egito.

A tumba de Wahtye foi descoberta em 2018 na necrópole de Saqqara. A tumba foi bem preservada e ordenada com inúmeras estátuas esculpidas em suas paredes.

O documentário será lançado globalmente em 190 países. Legendas para mais de 30 idiomas estarão disponíveis, bem como uma versão dublada em inglês.

Trailer (caso não consiga visualizar, clique aqui!):


Fonte:

sexta-feira, 3 de abril de 2020

Egito desinfeta área de pirâmides esvaziadas de turistas

O Egito começou a realizar uma limpeza profunda na área ao redor das pirâmides de Gizé na quarta-feira (25 de março de 2020), já que as autoridades estão trabalhando para desinfetar pontos turísticos fechados por culpa do surto de coronavírus.


Membros de equipes de saúde usam desinfentante em área das pirâmides do Egito, nos arredores do Cairo 25/03/2020 REUTERS/Amr Abdallah DalshFoto: Reuters

Operários com máscaras e luvas esfregavam e borrifavam as passagens no entorno das bases das pirâmides, além da cabine de ingressos e de um centro de visitas -- mas as próprias estruturas de pedra gigantescas não foram limpas.

Todos os sítios arqueológicos e museus famosos do país, do Museu Egípcio do Cairo ao Vale dos Reis de Luxor, estão fechados desde segunda-feira -- as autoridades tentam evitar a disseminação do coronavírus.

Como os voos comerciais estão suspensos, exceto aqueles que estão repatriando os últimos turistas remanescentes, as autoridades vêm esterilizando hotéis e atrações turísticas de toda a nação.

"Começamos a primeira fase da desinfecção, e há outras fases. Estamos no processo de desinfetar todos os pontos turísticos, embora os próprios artefatos exijam materiais específicos e (a limpeza) precise ser realizada por uma equipe especializada de escavadores", explicou Ashraf Mohie El-Din, diretor-geral da área das pirâmides.

"Estamos fazendo uso deste período para higienizar a área toda, mas também para realizar algum trabalho de manutenção e reforma para deixar esta área pronta para voltar a aceitar visitantes", acrescentou.

Até o momento, o Egito relatou mais de 400 casos de coronavírus e 21 mortes.

A maioria dos casos está ligada a um navio de cruzeiro do Nilo no qual tanto passageiros estrangeiros quanto tripulantes locais foram diagnosticados, um golpe no setor turístico crucial do país.

Pirâmides do Egito enviam uma mensagem ao mundo

"Stay Safe" 
"Stay home"
Estas frases foram projetadas nas pirâmides

A mensagem foi escrita em árabe e inglês, pois não era direcionada apenas aos egípcios, mas também ao mundo inteiro, disse o ministro do Turismo e Antiguidades, Khaled el Anani.

"É uma mensagem de solidariedade a todos os países em que o vírus se espalhou para um estágio avançado", disse Anani.

Além de dizer às pessoas para ficarem em casa, a pirâmide iluminada também mostrou uma mensagem de agradecimento à equipe médica e outras pessoas que trabalham para conter a doença.

"A segunda parte da mensagem, que é muito importante, é uma mensagem de agradecimento, apreço e respeito a todos aqueles que contribuíram para cuidar do bem-estar do público em geral no Egito", disse o secretário-geral do conselho supremo. de antiguidades, Mostafa Waziri.

Todos os sites de turismo no Egito - das pirâmides e do museu egípcio no Cairo ao Vale dos Reis em Luxor - foram fechados enquanto as autoridades tentam impedir a propagação do coronavírus.

Retirado na íntegra de:

sexta-feira, 26 de julho de 2019

Será possível fotografar gratuitamente em todos os museus egípcios a partir de 1º de agosto

Museu Egípcio em Tahrir.

O Ministério de Antiguidades anunciou que os visitantes dos museus e sítios arqueológicos egípcios poderão tirar fotos usando celulares gratuitamente a partir de 1º de agosto.

O chefe do Conselho Supremo de Antiguidades Mostafa Waziry anunciou que esta decisão ajudará na promoção das Antiguidades Egípcias, sítios arqueológicos e museus.

"Essas fotos promoverão nossa grande e única civilização egípcia antiga e o turismo de melhoria", acrescentou Waziry.

O chefe do Conselho Supremo de Antiguidades acrescentou ainda que o flash móvel não será permitido ao tirar fotos.

"Os visitantes vão postar essas fotos em suas contas de mídia social, espalhando informações sobre nossos museus e apresentando-as ao mundo inteiro, será como uma publicidade gratuita", acrescentou Abdel Razek, diretor do Museu Egípcio.

Fonte:

quinta-feira, 13 de junho de 2019

Cerveja atual feita com fermento de 5.000 anos do antigo Egito

Se você acha que a cerveja de um bar local está um pouco rançosa, pense nos pesquisadores que prepararam uma cerveja com levedura estimada em 5.000 anos de idade.

O fermento foi arrancado da cerâmica usada para produzir cerveja nos tempos antigos, extraída dos nanoporos da argila e convertida em bebida alcoólica com a ajuda de microbiologistas, arqueólogos e especialistas em vinícolas. O resultado final é ostensivamente cerveja que teria sido semelhante àqueles bêbados na época dos faraós.

A equipe acredita que é a primeira vez que a levedura antiga original foi preservada e desenvolvida para fabricar cerveja nova - neste caso, uma fermentação de 6% semelhante a uma cerveja de trigo, e um hidromel de 14%. Anteriormente, uma cepa geneticamente modificada de trigo com 10.000 anos de idade também era usada para fabricar cerveja.

"Este fermento antigo nos permitiu criar cerveja que nos permite conhecer o sabor da antiga cerveja filistéia e egípcia. A propósito, a cerveja não é ruim", disse um dos microbiologistas Ronen Hazan, da Universidade Hebraica de Jerusalém, em Israel.

Um dos potes de que a cerveja foi produzida. (Yaniv Berman / Autoridade de Antiguidades de Israel)

É claro que 5.000 anos é muito tempo para a levedura sobreviver em um nanopore - a equipe esclarece que esses são os descendentes diretos da levedura encontrada no vaso, fazendo com que a levedura tenha 5 mil anos de idade.

Para garantir que eles não os confundissem com qualquer levedura no ambiente, os pesquisadores também testaram outros 27 vasos que não eram usados ​​para álcool e 53 outras amostras ao redor do local da escavação, e não encontraram o fermento nanoporo específico em nenhum lugar. 

A cerveja era imensamente importante e regularmente absorvida em culturas antigas - bebidas alcoólicas como cerveja e vinho eram consideradas mais seguras para beber do que a água por causa do processo de fermentação, e também estavam ligadas a práticas religiosas e curas de saúde.

Este fermento em particular veio de cerâmica escavada em quatro locais diferentes em Israel, com o mais antigo estimado em cerca de 3.000 a.C. Com base no sequenciamento de genes, a levedura parece similar àquelas usadas nas cervejas africanas tradicionais e à levedura de cerveja moderna.

"Eu me lembro disso quando tiramos a cerveja pela primeira vez e nos sentamos em volta da mesa e bebemos", disse à AFP um dos pesquisadores, o arqueólogo Aren Maeir, da Universidade Bar-Ilan, em Israel.

"E eu disse que ou seremos bons ou estaremos todos mortos em cinco minutos. Vivemos para contar a história."

Os pesquisadores provaram sua cerveja. (Yaniv Berman, Autoridade de Antiguidades de Israel)

Os pesquisadores chegaram a sugerir que poderiam tentar vendê-la um dia, se você quiser beber como os faraós. A bebida foi bem recebida pelos provadores do International Beer Judge Certification Program.

A bebida não tem o mesmo sabor que teria nos tempos antigos: apenas algumas das antigas cepas de levedura foram extraídas, e os ingredientes e técnicas modernos foram usados ​​para processá-la.

Além do burburinho de beber cerveja de 5.000 anos de idade, há uma descoberta científica mais profunda aqui: o estudo mostra que é possível isolar e analisar microorganismos (neste caso, levedura) de cerâmica antiga. Até agora, a análise de organismos mais antiga dependia de estudos de DNA.

Quando se trata de recriar o passado e entender como nossos antigos ancestrais viveram suas vidas - cerveja e tudo mais - isso é um desenvolvimento importante.

"Além do truque de beber cerveja desde a época do rei Faraó, essa pesquisa é extremamente importante para o campo da arqueologia experimental - um campo que busca reconstruir o passado", diz Hazan.

"Nossa pesquisa oferece novas ferramentas para examinar métodos antigos e nos permite provar os sabores do passado."

A pesquisa foi publicada em mBio.

Fonte:
https://www.sciencealert.com/yeast-from-a-5-000-year-old-pot-was-woken-up-and-used-to-brew-an-ancient-beer?fbclid=IwAR0L5YYIOXHzKZudzCvMHZ-_jIN8oMF7HMH1tYeVbyc6BihNOfvNImohgXY

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Passageiro tentou embarcar com múmias escondidas em voo

Partes de múmias estavam sendo transportadas ilegalmente dentro de caixas de som levadas por um passageiro com destino à Bélgica.

Uma mercadoria totalmente inusitada foi apreendida no Aeroporto Internacional de Cairo, no Egito. O Ministério de Antiguidades egípcio publicou em sua página no Facebook que partes de múmias estavam sendo transportadas ilegalmente dentro de caixas de som levadas por um passageiro com destino à Bélgica.

“Dois pés, duas pernas, a parte inferior de uma mão esquerda, um braço e uma parte do tronco” pertencentes a duas múmias foram identificados por um aparelho de raio-x, diz o post.

Depois de recuperadas, os restos mortais foram encaminhadas para o Museu Egípcio para serem restauradas. Já o passageiro não-identificado que tentava contrabandeá-los deverá responder às leis egípcias que determinam que todas as antiguidades são propriedade do Estado.

A posse ou comércio de tais itens é proibida e rende penas de até dois anos de prisão e multa de 5 mil a 50 mil libras egípcias.

No entanto, de acordo com o portal Live Science, desde a crise política que atingiu o Egito em 2011, o número de saques a sítios arqueológicos aumentou. Estima-se que cerca de 50 milhões de dólares em objetos roubados tenham sido enviados ilegalmente do país para os Estados Unidos em 2016.

Notícia retirada na íntegra de:
https://br.financas.yahoo.com/noticias/passageiro-tentou-embarcar-com-mumias-escondidas-em-voo-152428354.html?fbclid=IwAR2Ts_pj-Kb1XO4pEeMakAC5agAsATJYMUro_7lbaPgGWmyuj2YRiEOUUPM

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Museu ao ar livre em Dendera


O grande Templo de Dendera é um templo do período greco-romano, construído principalmente de arenito e escavado pelo egiptólogo francês Auguste Mariette, no século 19.

As paredes do templo são adornadas com os nomes de importantes faraós egípcios do Reino Antigo até os reinados de Shabaka na 26ª Dinastia, quando seus muros foram reconstruídos. Em sua forma atual, o templo é em grande parte ptolemaico e romano, sua reconstrução foi iniciada sob a dinastia dos Ptolomeus e completou cerca de 185 anos depois sob o imperador romano Tibério. Ao dedicar um templo a Hathor, deusa da alegria, amor feminino e maternidade, os Ptolomeus honraram uma das divindades mais populares do Egito. O templo também era conhecido como um local de cura, o que provavelmente explica o fato de que ele foi submetido a uma restauração contínua.


Os artefatos em exibição


O Ministério de Antiguidades, em colaboração com uma missão arqueológica francesa, iniciou um projeto na área em torno do complexo, com o objetivo de convertê-lo em um museu a céu aberto.


Mustafa Waziri, secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades (SCA), disse ao Al-Ahram Weekly que nove grandes blocos de pedra foram instalados para servir de suporte para os blocos, estátuas e estátuas gravadas descobertas na área e deixadas in situ desde sua descoberta inicial.

Os blocos recém-fabricados foram colocados no pátio aberto na entrada do templo, onde uma coleção de estátuas de antigas divindades egípcias foi instalada. Entre essas estátuas estão aquelas da deusa Hathor, do deus Bes e do deus falcão Nekhbet Waawet.

O Templo de Dendera fica a cerca de 60 km ao norte de Luxor, perto de Qena, em um local onde o Nilo faz um laço para o oeste. De acordo com uma inscrição em sua cripta, suas fundações datam da época dos “seguidores de Horus”.

Registros deste período inicial foram encontrados no site inscrito em rolos de couro. Quando o templo foi reconstruído no reinado do Faraó Khufu da Quarta Dinastia, o oficial senão de alto escalão foi responsável pela inauguração da “Navegação de Hathor”, a viagem da deusa a Edfu no mês de Epiphi.

O segundo grande festival em Dendera aconteceu no antigo Dia de Ano Novo, quando a imagem de Hathor, que se acredita ter perdido a eficácia no santuário escuro durante o ano, seria levada ao topo do templo para ser resgatada. imbuído de poder do sol nascente.

Fonte:
Texto adaptado de Nevine El-Araf

Zahi Hawass disse que está formando uma equipe para pedir a restauração do busto de Nefertiti no exterior



O arqueólogo egípcio Dr. Zahi Hawass disse que está formando uma equipe de arqueólogos, estrangeiros e figuras públicas para pedir a restauração do busto de Nefertiti no exterior.

Ele também pediu aos intelectuais que se juntem a essa equipe para garantir a recuperação de todas as antiguidades egípcias dos museus de todo o mundo.

Hawass enfatizou que é uma missão difícil levar todas as antiguidades de volta ao Egito.

“Como as antiguidades eram enviadas para o exterior ou com delegações estrangeiras que visitavam o Egito e tomavam alguns monumentos, segundo antiguidades atua para proteger os monumentos nacionais da época, ou pelo método de divisão 50%”, esclareceu.

Por outro lado, o arqueólogo egípcio destacou a presença de uma raiva global atual para restaurar as antiguidades roubadas de cada país.

Ele ressaltou que a Grécia está lutando por restaurar suas antiguidades de Londres e a China está pedindo ao Japão, assim como a outros países, que devolvam seus produtos roubados.

Ele completou, “também o presidente francês, Emmanuel Macron, reconheceu ilegalmente algumas antiguidades egípcias desde que a França ocupou a África”.

Hawass mencionou os 5 monumentos egípcios mais importantes atualmente colocados em museus no exterior, que são o busto de Nefertiti, a pedra Rosetta, o Planetário e duas peças da estátua de Hem Iunu; o designer da grande pirâmide.

Ele acrescentou que o busto de Nefertiti foi enviado para fora ilegalmente e que o presidente do Museu de Berlim estava prestes porém estourou a revolução de 25 de janeiro.

Em relação à pedra de Rosetta, Hawass disse que ela foi tomada à força durante o colonialismo francês e foi colocada no museu britânico.

“O Planetário existe agora no museu do Louvre e foi roubado por um ladrão francês e as duas peças da estátua de Hem Iunu foram enviadas para o exterior legalmente, mas também precisamos pedir sua restauração”, acrescentou.

Ao contrário do que foi dito que o Egito não tem capacidade de preservar monumentos, Hawass comentou que o país possui os maiores museus do mundo.

Estes museus são o Grande Museu Egípcio, o Museu Nacional da Civilização Egípcia, além dos Núbios, Luxor e Sharm El Sheikh.

Fonte:
Artigo de Ali Abu Dashish e Salma Yassin.


Restauração a estátua de Ramsés II, em Akhmim




O Ministério de Antiguidades começou a restaurar a estátua de Ramsés II em Akhmim, província de Sohag, como parte dos esforços do ministério para colocar Sohag no mapa do turismo internacional, especialmente após a inauguração do Museu Nacional de Sohag em 2018.

O Secretário Geral do Conselho Supremo de Antiguidades, Mustafa Waziri, esclareceu que o processo de restauração incluirá limpeza, arquivamento e remontagem da estátua antes de ser realocada ao lado da estátua da rainha Meritamon (filha de Ramsés) em Akhmim.

A estátua foi desenterrada em 1981, e foi dividida em várias partes de vários tamanhos de calcário.

A altura original da estátua é de 15 metros e pesa cerca de 45 toneladas.



Fonte:
http://www.egypttoday.com/Article/4/64407/Min-of-Antiquities-starts-restoring-Ramses-II-statue-in-Akhmim?fbclid=IwAR31hqylCyFWwTbUeE56pjL9blntSTxpOzWyIhGQPj7WSViV_woorbZ1inY

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Visite o túmulo da rainha egípcia Nefertari: tour virtual!

A tumba da rainha Nefertari é conhecida pelos ornamentos e detalhes de seu interior. Agora, podemos fazer um tour virtual pelo túmulo graças à empresa Experius VR que registrou as imagens detalhadas do interior da tumba para a realização do processo de escaneamento em três dimensões. 

De acordo com as autoridades egípcias, a tumba da rainha Nefertari sofreu um processo de desgaste nas pinturas por conta da umidade. Mas agora com o tour virtual é possível visitá-la sem o risco de maior contato com umidade e bacterias, garantindo a conservação. 


Caso não consiga visualizar, clique aqui.

Fonte:

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Primeira missão arqueológica brasileira em tumba egípcia revela estátuas, múmias e sarcófagos

Matéria de Pedro Ângelo, G1 Minas — Belo Horizonte

Primeira missão arqueológica brasileira em tumba egípcia revela estátuas e múmias.

Aos 7 anos, José Roberto Pellini teve seu primeiro contato com o Egito Antigo nos livros da biblioteca de sua mãe. No próximo janeiro, cerca de 40 anos depois, o arqueólogo e professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) segue rumo à cidade egípcia de Luxor, onde vai coordenar a primeira missão arqueológica brasileira no país.

“Pra mim, particularmente, é sempre uma emoção. Eu decidi ser arqueólogo aos 7 anos exatamente por ter um contato com o Egito. Minha mãe é antropóloga e tinha muito livro de arqueologia em casa e eu travei um contato muito cedo com arqueologia e, por coincidência, com arqueologia egípcia”, contou Pellini ao G1.

A missão de escavação, restauração e conservação da Tumba Tebana 123, na margem oeste do Rio Nilo, é chamada de Projeto Amenenhet, em referência ao proprietário do local.

Professor José Roberto Pellini coordena primeira missão arqueológica brasileira no Egito — Foto: Pedro Ângelo/G1.

A pesquisa integra o Programa Arqueológico Brasileiro no Egito (Bape, na sigla em inglês), criado em 2015 na Universidade Federal de Sergipe (UFS). Em 2016, o projeto foi aprovado pelo Ministério das Antiguidades egípcio e, no ano passado, foi levado para a UFMG pelo professor Pellini, que passou a integrar o Departamento de Antropologia e Arqueologia da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (Fafich).

O arqueólogo contou que a equipe já fez algumas viagens para o Egito para os trabalhos iniciais. De acordo com Pellini, as primeiras etapas já revelaram que a tumba tem um grande potencial. Em janeiro, um grupo com especialistas brasileiros, argentinos e egípcios inicia os trabalhos de escavação.

“As limpezas que a gente fez preparando a etapa de escavação de 2019 mostrou a presença de objetos bem conservados. Pedaços grandes de estátuas, de sarcófagos. Numa das salas que a gente vai escavar esse ano tem duas múmias logo na superfície, uma estátua de Hórus quase inteira que a gente encontrou”, destacou.

Fachada da Tumba Tebana 123, no Egito — Foto: Bape/Divulgação


A coordenadora de escavação do projeto, Caroline Murta Lemos, contou que está com uma grande expectativa para a etapa do próximo ano. “A gente também fez uma limpeza superficial, porque na superfície da tumba tinha muito material, tinha muito sedimento. Então a gente fez a limpeza desses sedimentos. A gente limpou material, numerou, catalogou e acondicionou o material”, acrescentou.

O dono da tumba

Os arqueólogos vão explorar a sala anexa à câmara funerária, que tem cerca de 12 metros quadrados e pé direito de 5 metros. A Tumba Tebana 123 é de Amenenhet, sacerdote que ocupava diversos cargos, entre os quais o de contador de pães, que eram distribuídos como parte dos salários no Egito Antigo. O nobre serviu ao faraó Tutmosis III, da 18ª Dinastia, por volta de 1.600 a.C.

Cena do nobre Amenenhet caçando — Foto: Bape/Divulgação.

Em formato de T, a tumba tem 25 x 3 metros de frente e um corredor principal de 50 x 3 metros. Segundo professor José Roberto Pellini, trata-se de uma tumba clássica da 18ª Dinastia, que tem a estátua do morto no final do corredor e salas que reúnem seus bens.

“Ele provavelmente era uma figura muito importante dentro da elite, dentro da nobreza egípcia, porque, por exemplo, o nome de Tutmósis III está gravado na tumba. A gente na tumba tem um cartucho real com o nome de Tutmósis III. Não que seja uma coisa extremamente rara, mas é uma coisa que não era tão comum assim pro período. Então ele mostrava uma certa proximidade ao faraó”, salientou Pellini.

José Pellini trabalhando na tumba, no Egito — Foto: Bape/Divulgação.

O arqueólogo explicou que Tutmósis III foi o faraó que mais expandiu as fronteiras egípcias na época. Segundo Pellini, ele foi superado somente pelo seu sucessor, Ramsés II. “O Egito nessa época é a principal nação do mundo. Nós estamos falando aí de 1.550 antes de Cristo. E o Amenenhet trabalhou dentro desse círculo de poder, aonde o Egito figurava como uma principal nação na antiguidade”.

O professor destacou que a tumba nunca foi pesquisada, mas há indícios de que comunidades da região de Kurna tenham habitado o local no século XVI. Questões como essa serão respondidas a partir do próximo janeiro. De acordo com José Pellini, a parte de arqueologia e escavação do projeto deve durar cerca de seis anos.

Ainda segundo o arqueólogo, a tumba tem uma qualidade de relevo e pintura “absolutamente excepcional”. “Ela mostra relevos, talvez, alguns dos mais bonitos que eu já vi no Egito. Embora a tumba esteja bastante danificada, precisando de restauração, os relevos são realmente especiais”, opinou o professor.


Cena de oferenda na Tumba Tebana 123, no Egito — Foto: Bape/Divulgação.

Outra cena de oferenda na Tumba Tebana 123, no Egito — Foto: Bape/Divulgação.

Novas narrativas

Além do projeto arqueológico, a equipe pretende pôr também em ação o projeto cultural, que prevê o desenvolvimento de narrativas alternativas ao discurso científico, “mostrando outras vozes que pensam e significam e retrabalham a tumba”.

“A ideia é trazer artistas tanto egípcios, como de outros países pra pensar realmente diferentes discursos. Então a ideia é trazer nesse primeiro momento pintores e artesões da área de Kurna, que é onde a tumba está localizada, para começar a pensar”, explicou o professor Pellini.

Arqueólogos almoçando na parte externa da tumba, no Egito — Foto: Bape/Divulgação.

De acordo com o arqueólogo, outra preocupação da equipe é pesquisar como as comunidades locais se relacionam com a tumba atualmente. Ainda segundo ele, depois do fim do trabalho de conservação, o objetivo é que a tumba seja aberta para o turismo.

Amadurecimento

Para o professor Pellini, a primeira missão coordenada por uma universidade brasileira representa um amadurecimento para a arqueologia no país. Segundo ele, o Egito é escavado e estudado há mais de 300 anos por países como França, Inglaterra e, mais recentemente, Estados Unidos e Japão.


“A arqueologia sul-americana tem essa preocupação com o papel social do arqueólogo, o arqueólogo enquanto agente formador de conhecimento e responsável por esse conhecimento. Nós não estamos no Egito para ensinar ninguém. Nós estamos nos Egito para cooperar e aprender também. Então há uma troca. E isso faz parte um pouco dessa arqueologia sul-americana que está chegando nesse cenário dominado por potências hegemônicas”, afirmou.

Arqueólogo fazendo análise de pintura na Tumba Tebana 123, no Egito — Foto: Bape/Divulgação.

Parte dos recursos para a pesquisa são fornecidos pela UFMG e pela Universidade Nacional de Córdoba, na Argentina. A partir de 2019, o projeto também deve contar com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig).

Com dezenas de livros sobre o Egito em sua sala, José Roberto Pellini conta que se sente emocionado com o projeto. Sorridente, a coordenadora de escavação, Caroline Murta, diz que é uma “sortuda”. Já a estudante de arqueologia Lorrana Dauari acrescenta: “estou realizando um sonho. Desde os 11, 12 anos eu sonho em ser egiptóloga”. Com apenas 20 anos, ela contribui com o projeto no Brasil e aguarda a etapa de 2020 para fazer as malas para o Egito.


Arqueólogos fazem trabalho de catalogação de materiais da Tumba Tebana 123, no Egito — Foto: Bape/Divulgação.

No site acima vc pode acompanhar um video da reportagem.