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sexta-feira, 6 de novembro de 2020

OS SEGREDOS DE SAQQARA: 5 MOTIVOS PARA ASSISTIR O DOCUMENTÁRIO DA NETFLIX

A tumba de Wahtye - Divulgação/Youtube/Netflix


Os enigmas do Egito Antigo até hoje surpreendem arqueólogos que se dedicam noite e dia para desvendar os mistérios da antiga civilização que percorreu as margens do Rio Nilo.

Uma dessas grandes descobertas compreende uma tumba de 4.000 anos que foi revelada durante expedições no ano de 2018, em um antigo cemitério no sítio arqueológico de Saqqara, que está localizado a 30 quilômetros ao sul do Cairo, capital do Egito.

Conforme divulgado pelo Ministério de Antiguidades do Egito na época, o trabalho dos arqueólogos resultou na redescoberta de diversos artefatos na tumba de quatro poços de um antigo Sacerdote.


O dono da tumba chamava-se Wahtye, um Sacerdote de alto escalão, que trabalhou para o faraó Neferirkare, cujo reinado foi entre 2446 e 2438 a.C.


Por dentro da tumba de 4.000 anos /Crédito: Divulgação/Youtube/Netflix



O túmulo é "excepcionalmente bem preservado e colorido, com esculturas dentro", disse o ministro egípcio de antiguidades, Khaled El-Enany, em entrevista coletiva durante a expedição.


Após as revelações feitas por pesquisadores, entusiastas se perguntaram: quem era Wahtye, como era a sua tumba e quais são os enigmas que envolvem essa descoberta? Dois anos depois, as respostas podem ser encontradas no novo documentário disponibilizado na Netflix na última semana, Os Segredos de Saqqara.

Apresentada por arqueólogos e produzida por James Towell, a obra cinematográfica revela o interior da tumba e também a incrível jornada dos pesquisadores ao tentarem desvendar a história de Wahtye.

"Uma equipe de arqueólogos egípcios encontra uma tumba de mais de 4.000 anos completamente intacta e tenta decifrar a história dessa descoberta extraordinária", diz a sinopse.


Com uma linguagem de fácil acesso e momentos instigantes, como o exato momento em que os arqueólogos encontram os restos mortais do dono da tumba e seus familiares, o único defeito da produção da Netflix é não ser uma série com mais uma temporada já confirmada. Além disso, é uma perfeita oportunidade de entender a importância da arqueologia para o nosso futuro.

O site Aventuras na História assistiu a produção e decidiu separar 5 motivos que vão te convencer a assistir a obra que instigou os assinantes da plataforma de streaming.

1. Fascínio

Geralmente, descobertas arqueológicas fascinam os amantes de História com ricos relatos fornecidos por pesquisadores e imagens impressionantes. No documentário disponibilizado na Netflix não é diferente.

Com 1h53 minutos de duração, a produção apresenta registros fascinantes da tumba intacta de Wahtye. Do momento que a descoberta é feita, da interpretação dos hieróglifos a escavação dos quatro poços que o local abriga: tudo é apresentado ao telespectador de maneira didática.

2. Os enigmas de Wahtye

Embora compreenda uma descoberta rica, a tumba de Wahtye intriga os pesquisadores. Isso porque, além da interpretação dos hieróglifos, os profissionais precisam investigar o que teria ocasionado à morte do Sacerdote e seus familiares.

Sem spoilers: cada momento discutido na produção revela os melancólicos motivos que podem ter resultado no óbito de Wahtye e seus descendentes.

3. Várias descobertas

Embora o trailer e a sinopse do documentário mencionem apenas a descoberta do local de descanso do Sacerdote, a produção também apresenta outras grandes descobertas feitas no sítio arqueológico.

Um dos outros sarcófagos revelados na mesma expedição /Crédito: Divulgação/Youtube/Netflix



Em outras escavações realizadas na mesma temporada, por exemplo, os arqueólogos encontram o primeiro leão mumificado do Egito Antigo e outros sarcófagos em impressionante estado de preservação.

4. A interpretação

Conforme mencionamos no tópico acima, a documentário vai muito além da revelação da tumba de Whatye. À medida que produção de desdobra, é apresentado ao telespectador animações que explicam os símbolos do Egito Antigo.

Em certo momento, por exemplo, a produção explica como funcionavam os estágios da vida após a morte na Antiga Civilização e como os antigos egípcios enxergavam a importância das tumbas.

Além disso, a obra cinematográfica conta com brilhantes infográficos que apresentam uma visão total da tumba encontrada em 2018.

5. Esforço diário

Segredos de Saqqara também é de extrema importância para conhecer a rotina dos arqueólogos. A produção revela a intensa saga dos arqueólogos que precisam apresentar em tempo recorde descobertas relevantes para prosseguir com o incentivo do Governo.

Além disso, o documentário também documenta o rico trabalho de egiptólogos e antropólogos à medida que precisam desvendar a narrativa que cada item carrega consigo.

Retirado na íntegra de:

quarta-feira, 21 de outubro de 2020

Netflix lançará novo documentário "Segredos da Tumba de Saqqara" em 28 de outubro

A Netflix anunciou na quinta-feira, 28 de outubro, o lançamento global de seu novo documentário, "Segredos da Tumba de Saqqara", que apresenta a descoberta de uma tumba "única" sob a areia no sítio arqueológico de Saqqara, no Egito.

Dirigido por James Tovell e produzido por Richard Bradley e Caterina Turroni, o documentário segue uma equipe de arqueólogos locais escavando passagens, poços e tumbas nunca antes vistas.

Segredos da Tumba de Saqqara leva os espectadores à tumba de um sacerdote do Reino Antigo, Wahtye, que permaneceu fechada por 4.500 anos.

A equipe encontra mais de três mil artefatos, incluindo um filhote de leão mumificado, um templo dedicado à deusa gato egípcio Bastet e o que pode ser o caso mais antigo de malária rastreável do mundo.

Além de antiguidades fascinantes, o documentário oferece uma visão abrangente e única da vida do sacerdote e de sua família.

O documentário foi filmado em Saqqara, a menos de um quilômetro do local da Pirâmide de Degraus, um dos edifícios de pedra mais antigos da história e a pirâmide mais antiga do Egito.

A tumba de Wahtye foi descoberta em 2018 na necrópole de Saqqara. A tumba foi bem preservada e ordenada com inúmeras estátuas esculpidas em suas paredes.

O documentário será lançado globalmente em 190 países. Legendas para mais de 30 idiomas estarão disponíveis, bem como uma versão dublada em inglês.

Trailer (caso não consiga visualizar, clique aqui!):


Fonte:

Filme 'embranquecerá' Cleópatra? Como era uma das mulheres mais poderosas da história

Eternizada no imaginário popular com a pele branca e os olhos azuis da atriz britânica Elizabeth Taylor, a rainha Cleópatra 7ª suscita debates há séculos em torno de sua astúcia política, sua beleza, sua identidade e seu legado à frente do Egito.

As disputas em torno dela ganharam novo impulso nesta semana com a divulgação de que a monarca do Egito será vivida no cinema pela atriz israelense Gal Gadot, conhecida por seu papel de Mulher-Maravilha.

Gal Gadot - CRÉDITO,GETTY IMAGES

"Nós esperamos que mulheres e garotas ao redor do mundo que aspirem contar suas histórias nunca desistam de seus sonhos. Nós vamos fazer suas vozes serem ouvidas, por e para outras mulheres", disse Gadot, ao anunciar a produção em seu perfil no Instagram, com 43,7 milhões de seguidores. O longa, ainda sem previsão de estreia, será dirigido por Patty Jenkins, diretora de Mulher-Maravilha.

Se de um lado muitos comemoraram uma produção majoritariamente feminina que deve evitar clichês de mulher sedutora de filmes anteriores, de outro, muitos criticaram a escolha da atriz para o papel sob acusações de embranquecimento (whitewashing) da figura histórica, descendente de uma dinastia grega ligada ao rei macedônio Alexandre, o Grande, mas que provavelmente era de etnia mista. Cobravam a escalação de uma atriz de origem africana ou árabe.

Mas qual é a verdadeira origem e história da última governante da dinastia ptolomaica, que comandou o Egito de 51 a.C. até 30 a.C., trouxe prosperidade e paz a um país falido e soube tirar proveito político da aproximação de dois generais romanos?

Para a historiadora britânica Mary Beard, as milhares de representações de Cleópatra ao longo do tempo são "baseadas em uma série perigosa de deduções de evidências fragmentárias ou flagrantemente não confiáveis".

Sabe-se tão pouco sobre ela que Beard defende que Cleópatra deveria aparecer para nós hoje como "a rainha sem rosto".

Origem e linhagem

Cleópatra nasceu em torno do ano de 69 a.C. no Egito. Seu nome, de origem grega, significa "grande como o pai".

Seu pai, o faraó Ptolomeu 12, pertencia a uma linha de monarcas da dinastia ptolomaica, que teve suas raízes no ano de 332 a.C.. Naquele ano, Alexandre, o Grande, liderou tropas macedônias e gregas numa batalha que libertou os egípcios do domínio dos persas.

Alexandria passou a ser a nova capital do Egito. A cidade se tornou "a capital das palavras helenísticas da palavra grega, onde ficavam os livros de escritores muito importantes do passado. E vemos como a nova cultura grega ali se associa à antiga tradição religiosa egípcia, que já existia havia 3.000 anos", explica o egiptólogo Christian Greco, do Museu Egípcio de Turim, na Itália.

Quando Alexandre, o Grande, morreu em 323 a.C., seu reino foi dividido. É aí que a posição de governante do Egito foi reivindicada por Ptolomeu 1º, filho de um nobre da Macedônia que dá início à dinastia ptolomaica.

A partir dali, o Egito seria governado por seus descendentes até a morte de Cleópatra 7ª, no ano de 30 a.C, mais de 300 anos depois. O Egito se tornaria um dos reinados mais poderosos do mundo, e um dos últimos a serem dominados pelos romanos.

Essa mistura de povos e locais, associada à falta de informações confiáveis sobre a dinastia ptolomaica e Cleópatra, alimenta debates há anos sobre a rainha do Egito.

Afinal, ela era norte-africana, grega ou macedônia? Tudo indica que ela era de origem étnica mista.

Segundo pesquisadores do Instituto Arqueológico Austríaco, análises da ossada de uma irmã de Cleópatra apontaram em 2009 que a rainha egípcia era, em parte, africana.

A conclusão foi tirada após a identificação do esqueleto da irmã mais nova de Cleópatra, a princesa Arsinoe, encontrado em uma tumba de mais de 2.000 anos em Éfeso, na Turquia. As evidências obtidas pelo estudo das dimensões do crânio de Arsinoe indicam que ela tinha algumas características de brancos europeus, antigos egípcios e africanos negros.

Mas há também outras questões de identidade envolvidas no debate sobre a origem de Cleópatra.

Segundo Maria Wyke, professora de latim da University College de Londres (UCL), há uma grande disputa para reivindicar Cleópatra enquanto egípcia.

"No século 19, havia um debate sobre se ela tinha sangue egípcio, em parte porque há tão pouca informação, se é que há alguma, sobre sua mãe ou sua avó. Mas no final do século 20, a questão não era se Cleópatra era egípcia no sentido genético, mas se ela era negra."

E continua: "isso emerge principalmente na década de 1990 com o surgimento do afrocentrismo tendo o Egito como ponto de partida. Assim, Cleópatra se tornou a personificação de uma mulher poderosa na origem da história africana. Portanto, reivindicar Cleópatra como negra tendo uma base histórica ou não é irrelevante. Reclamá-la como negra se torna um importante contra-ataque aos preconceitos de gênero e raça e à apropriação de Cleópatra feita pelo homem branco do mundo ocidental ao longo do tempo".

De acordo com Joyce Tyldesley, professora de egiptologia da Universidade de Manchester e autora de Cleópatra: A Última Rainha do Egito, a rainha egípcia "manipulou a religião egípcia para que fosse vista como uma encarnação viva da deusa Ísis, o que lhe permitiu consolidar completamente sua posição de poder".


Moeda com imagem de Cleópatra - CRÉDITO,BRITISH MUSEUM

E, para Tyldesley, essa manipulação da religião contém a chave para o grande mistério que a atormentou enquanto escrevia o livro sobre Cleópatra.

"Havia uma pergunta que me perseguia o tempo todo: será que Cleópatra se considerava egípcia? Acho que sim. Ela era uma rainha do Egito. O que mais ela teria se considerado? Seu pai era um rei do Egito, uma de suas irmãs tinha sido rainha. Acho que ela teria se considerado uma egípcia, ainda que não fosse uma egípcia nativa, mas uma egípcia grega."

Segundo ela, conforme os gregos se estabeleceram no Egito, havia duas populações vivendo lado a lado, e ambas começando a se familiarizar com a cultura uma da outra.

"Acima de tudo, Cleópatra estava começando a usar a cultura egípcia, especialmente em termos de religião. Outros Ptolomeus já feito algo semelhante antes, em menor grau, mas é muito interessante que ela use uma base egípcia para se promover."

Além das apropriações próprias e alheias em torno da identidade dela, há tentativas científicas de reconstituir os verdadeiros traços de Cleópatra, que lhe deram um rosto — dissociado do imaginário popular eternizado pela cultura ocidental.

Em 2009, a arqueóloga e egiptóloga britânica Sally Ann Ashton utilizou imagens gravadas em artefatos antigos, como um anel que data da época do seu reinado, para compor o rosto da rainha egípcia.

O rosto recriado pela egiptóloga aponta uma mulher de etnia mista, com traços egípcios e da sua herança grega.



Rosto de Cleópatra, segundo reconstituição feita pela arqueóloga e egiptóloga britânica Sally Ann Ashton - CRÉDITO,DIVULGAÇÃO

Para ver a a história de Cleópatra acesse o link abaixo, o qual também foi utilizado como fonte para repostar essa parte da reportagem.

domingo, 23 de agosto de 2020

Morte no Nilo


Como vocês sabem, divulgo aqui os filmes famosos que se tem alguma relação com o Egito. O mais recente é Morte no Nilo. A versão atual do filme é adaptado do clássico livro de suspense de Agatha Christie.  

O filme tem direção de Kenneth Branagh, que também comandou um longa anterior baseado em obra da escritora britânica, Assassinato no Expresso do Oriente (2017). 

Além de dirigir a produção, Branagh volta a interpretar o astuto detetive belga Hercule Poirot, que agora terá de investigar o misterioso assassinato da bela e rica Linnet Ridgeway Doyle (Gal Gadot).

O crime ocorre dentro de um cruzeiro pelo Rio Nilo, no Egito. O roteiro é de Michael Green, e o elenco conta ainda com Armie Hammer, Letitia Wright e Tom Bateman.

A estreia está marcada para 23 de outubro nos cinemas dos EUA, sem previsão ainda para o Brasil. 

Confira o trailer abaixo (se não conseguir visualizar, clique aqui!):


quinta-feira, 13 de junho de 2019

Um filme será gravado no Museu Egípcio de Turim

Uma cena do filme.

O filme "Berni e o jovem faraó", dirigido por Marco Chiarini, se passa no Museu Egípcio, que conta as aventuras e a amizade de dois jovens entre as antiguidades egípcias. O filme será exibido nos cinemas italianos de 20 a 22 de julho e será produzido pela 3ZERO2 e The Walt Disney Company Italia com o apoio da Film Commission Torino Piemonte. 

A história é de Ram (Jacopo Barzaghi), um menino de três mil anos, filho da poderosa dinastia do faraó Ramsés, que é catapultado para o caótico mundo contemporâneo. Um adolescente que foi educado para ser adorado e governado se considera tratado como "diferente". Berenice (Emily De Meyer) é uma jovem que vive em sua pele o desconforto tipicamente adolescente de sempre se sentir fora do lugar e que se encontra envolvida em uma profecia egípcia distante e misteriosa. Através de seu sangue, ele despertará uma múmia no museu egípcio e, juntos, os dois meninos viverão uma emocionante aventura cheia de elementos fantásticos e referências à história do antigo Egito.

Piero Crispino, produtor de 3Zero2: «É um filme particular e único. Pela primeira vez, um filme de fantasia, um gênero que já é uma exceção para o cinema italiano, conta uma história ambientada no belo Museu Egípcio de Turim ». 

Fonte:
https://www.lastampa.it/2019/06/10/cronaca/walt-disney-sbarca-al-museo-egizio-per-le-riprese-di-un-film-V9yt7E7zts9uZ8dPiSCBmO/pagina.html?fbclid=IwAR17p-Lr2sBACpynwdcuy6p1yWhUlqmCEzQ3HQlAau5H2N8UXeGaZwQzeXU

Já gostei desse filme! Tomara que chegue ao Brasil!!!

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

O cinema espanhol narra o fim de Akhenaton e Nefertiti no antigo Egito




Depois de sete anos de trabalho, o diretor Ignacio Oliva já está dando os últimos retoques ao seu trabalho mais ambicioso. Falamos de "Hereje", um filme de época que conta os últimos três anos do reinado de Akhenaton e Nefertiti. 

Oliva está sendo ousado nessa produção: "Nunca imaginei Nefertiti falando em espanhol", diz ele. "A linguagem é um veículo de imersão muito importante", continua ele. Embora o resumo da decisão seja simples, o processo não foi. Foi um exercício de tradução para uma língua morta, mas também uma tradução para um passado remoto. Ele teve que pensar como um faraó para falar como um faraó: "Todo o texto tem uma certa preocupação sobre isso. Li muitas traduções para estruturar o discurso dos personagens. Tem sido difícil e fascinante ".

Nessa tentativa de viajar no tempo e recriar sons já perdidos (ninguém sabe ao certo como esses diálogos soaram), as Missas Coptas são o testemunho de referência. "Era a língua dos faraós, que sobreviveu [...]", explica José Ramón Pérez-Accino, egiptólogo e consultor nesta produção. "O egípcio que ouvimos neste filme é o egípcio nobre e elegante, não o de rua. É uma língua que nunca ouvimos e que morreu há milhares de anos.".

Mas o filme não fala apenas egípcio, mas também hitita e acadiano, que soam de maneira bem diferente. "Foi muito dificil. O filme é composto de sequências muito longas. Os atores tinham que trabalhar na maneira como combinavam dicção, prosódia ... Era bem complicado. Um desafio para todos ", lembra Oliva.

Golpe militar

O filme tem, então, uma variedade fonética das línguas perdidas. Por exemplo, sebiu, su, chat, nebu ou decheru, que era a maneira em que os egípcios diziam inimigos, homens, viagens, ouro e sangue, respectivamente. Estas são palavras que nos dão uma boa idéia do enredo de Hereje, que é o de um golpe militar. Nos últimos três anos do reinado de Akhenaton, Amarna (capital do Egito na época) ficou sujeita a grandes pressões externas e internas. Por um lado, os hititas e os reis sírios (daí as outras línguas) conspiraram para tirar o ouro das minas núbias. E, por outro lado, os sacerdotes de Amon planejam estratégias para derrubar o faraó, que violentamente impôs sua religião monoteísta: uma decisão que o colocou entre os grandes nomes da antiguidade.

"Foi o reinado mais turbulento da história do Egito. A figura de Akhenaton é fundamental para entender o impulso revolucionário do monoteísmo. Há quem veja isso como uma revolução libertadora. E outros que falam de um falso profeta, um Hitler da antiguidade ", explica Oliva.

O guarda-roupa do «Êxodo»

Nas imagens, vemos um faraó já à beira do delírio, submerso na alucinação do ópio e uma Nefertiti que toma as rédeas políticas. "Nefertiti sempre foi uma personagem tratada pelo cinema com alguma frivolidade, atendendo apenas aos seus encantos pessoais ou à sua beleza. E ela realmente foi uma figura política muito importante em seu tempo, que teve uma grande importância nas decisões que foram tomadas em Amarna ", acrescenta.

Nesta estrada de pedras que tem sido este projeto não faltou sorte. "Eu tive a sorte de encontrar Ana Otero, que fez o casting e me ajudou muito na direção dos atores. E encontrar a cumplicidade de pessoas como Pedro Casablanc, Raúl Prieto, Ignasi Vidal ou Juan Carlos Vellido: principais atores do cinema espanhol. Foi um presente para mim", agradece o diretor. E para continuar, foram capazes de alugar figurinos que Cornejo Sastreria fez para o filme Êxodo.

Fontes:
https://www.abc.es/cultura/abci-cine-espanol-narra-final-akenaton-y-nefertiti-idioma-egipcio-antiguo-201812231926_noticia.html
https://www.imdb.com/title/tt5570600/mediaviewer/rm2102211840
https://www.imdb.com/title/tt5570600/mediaviewer/rm1327038464

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Arqueólogos encontram cabeça gigante de esfinge em uma duna, o curioso é que: na Califórnia

É uma cabeça de 94 anos, feita de gesso, medindo 2,5 m e pesando 136 kg. Não estava no Egito, mas nas dunas de Guadalupe-Nipomo, sul da Califórnia, ponto para passeios de buggy, que lembra as dunas de Natal. E, com alguma imaginação, o deserto do Saara.
Uma das esfinges usadas no filme "Os 10 Mandamentos" (1923).
A esfinge não foi feita a mando de nenhum faraó, mas de um diretor de cinema - que não deixava de ser uma espécie de faraó da sétima arte, dada sua influência. Era parte do cenário do épico Os 10 Mandamentos (1923), de Cecil B. DeMille.

21 esfinges foram criadas para compor o cenário, instalado nas dunas. Conforme se conta em Hollywood, ao fim das filmagens, o diretor percebeu que sairia muito caro remover os objetos do deserto. Ao mesmo tempo, ficou com medo de que fossem roubados e usados de graça pela concorrência. Assim, terminaram enterrados.

As escavações em busca do set de DeMille foram iniciadas em 2014 e já haviam revelado parte do corpo de outro esfinge. "Essa peça é diferente de tudo que já foi encontrado em escavações anteriores", diz Doug Jenzen, diretor executivo do Centro das Dunas Guadalupe-Nipomo.
Centro de Dunas Guadalupe-Nipomo. Arqueólogos com o achado.
O achado traz revelações interessantes sobre como eram feitos os filmes. "A maioria desses achados são preservados pela areia com a tinta original ainda intacta", afirma Jenzen. "Isso é significativo e mostra que ainda estamos aprendendo facetas inesperadas usadas na produção de filmes históricos, como o fato de que os objetos para filmes em preto e branco eram realmente pintados com cores extremamente intensas."

A esfinge vai ficar armazenada por alguns meses até secar totalmente. Em seguida, artistas vão iniciar um processo de restauração, para que a relíquia de 94 anos possa ficar exposta no Centro das Dunas Guadalupe-Nipomo. 

Fonte:
http://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/historia-hoje/esfinge-hollywood.phtml 
Texto de Thiago Lincolins

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Filme A Múmia de 2017 e o universo compartilhado

Com o lançamento do filme A Múmia, a Universal Pictures mergulhou no mundo dos universos compartilhados, como é feito pela Marvel, DC e Lucasfilm.

Em determinado momento do filme, o personagem de Tom Cruise, o militar Nick Morton está na sede da  empresa Prodigum, responsável por "rastrear, estudar e destruir o mal encarnado em forma de monstros no nosso mundo". Quando Morton entra em contato com o lado perigoso do Dr. Jekyll (Russell Crowe), a arqueóloga Jenny Halsey (Annabelle Wallis), que acompanha Morton, busca entre as relíquias da Prodigum algo que possa ser usado como defesa. 

É aí que entra em cena, o grande livro dourado apresentado no filme A Múmia (1999).
John Hannah em A Múmia (1999)

Em entrevista para o site Digital Spy, o diretor do filme, Kurtzman, comenta a conexão entre os filmes que se dá pelo livro dourado. "Você precisa prestar homenagem e um tributo a tudo que veio antes. Eu não tenho nada além de respeito por todos os filmes que foram feitos [sobre os monstros da Universal] e pelos cineastas que os fizeram", contou o diretor. "Negar a existência deles seria incrivelmente rude. Então, todos esses filmes fazem parte da história dos Monstros da Universal, logo eu pensei que ao invés de dizer que eles não são parte do cânone nós vamos dizer, 'Não, é parte do cânone e nós estamos indo para um lugar diferente."

Fonte:

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Novo filme com o tema Egito Antigo vem aí!!!! “The Chosen Guard”



O tema que mais gostamos está fazendo sucesso em Hollywood!!!

Vem aí mais um filme, chamado “The Chosen Guard”. E o elenco será com atores árabes, incluindo Yousef Mansour, que ajudou a escrever o roteiro. A premiada diretora norte-americana de coreografia, Courtney Miller, que desenvolveu um currículo impressionante trabalhando com as estrelas Michael Jackson, Beyoncé e Britney Spears, também atuará co-dirigindo o filme. 

O filme é uma colaboração entre uma equipe de produção americana e começará a ser gravado, tanto em inglês quanto em árabe, em abril.


O filme terá perseguições de carros, grandes números de dança, um grande casamento no Egito Antigo e muita ação. Quanto à sinopse do filme, os produtores explicam que The Chosen Guard será uma história moderna sobre Sabaa, um homem escolhido pelos antigos faraós para defender o Templo de Ouro, a última relíquia não aberta na antiguidade egípcia.

Interessante essa sinopse, não é mesmo?

O projeto é incrivelmente crucial para o Egito e seu sucesso não só poderia atrair futuros turistas cativados pelo Egito Antigo, mas também criar novos empregos e provar que a filmagem no Egito é uma alternativa atraente para filmar esse tipo de temática épica.

Fontes:
http://www.prnewswire.com/news-releases/american-film-team-to-produce-the-chosen-guard-in-egypt-300405789.html

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Saiu: Teaser do filme A múmia



O novo “A Múmia” traz Sofia Boutella como a vilã e Tom Cruise como o protagonista. O filme tem data de estreia prevista para 8 de junho de 2017.

Confira o teaser abaixo:

O trailer completo será divulgado neste domingo.
 

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Os vestidos mais lembrados da história

De acordo com uma publicação do site Incrível, que lista os vestidos mais lembrados da história, sejam eles usados por famosos em filmes, seriados e eventos, achamos o famoso vestido usado por Elizabeth Taylor no filme Cleópatra de 1963:



Confira os outros vestidos inesquecíveis aqui:

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Novidade: Remake do filme A Múmia

Apesar de somente especulações sobre Angelina Jolie interpretar Cleópatra no cinema, estamos perto de outro filme envolvendo o Egito Antigo e nós, egiptomaníacos, amamos!

A história traz agora uma múmia monstro do sexo feminino, interpretada por Sofia Boutella, se diferenciando dos filme de 1932 e 1999.

O novo filme A Múmia será estrelado com Tom Cruise em seu elenco, Annabelle Wallis como uma arqueóloga, Jake Johnson como um militar, Courtney B. Vance e Russell Crowe num papel parecido com Dr. Jekyll da história de O Médico e o Monstro. Será dirigido por Alex Kurtzman e com roteiro de John Spaihts para a Universal.

 Annabelle Wallis e Tom Cruise no set de filmagem. Sofia Butella.


 Jake Johnson.


Courtney B. Vance. 


Russell Crowe.


A trama ainda não foi totalmente divulgada, mas o site Omelete nos da dica da história:
"Sepultada com segurança nas profundezas de um deserto implacável, uma antiga rainha (Sofia Boutella), cujo destino foi injustamente tirado dela, acorda nos dias atuais, trazendo sua maldade alimentada durante milênios e terrores que desafiam a compreensão humana. Das areias deslumbrantes do Oriente Médio, através de vários labirintos e chegando aos dias atuais em Londres, A Múmia traz uma surpreendente intensidade e equilíbrio e trilha um caminho que inaugura um novo mundo de deuses e monstros."

A previsão de lançamento é para 8 de junho de 2017 e fará parte de uma série de filmes envolvendo monstros que a Universal quer produzir.

Vamos torcer para que Tom Cruise e AnnaBelle Wallis sejam tão carismáticos quanto Brendan Fraser e Rachel Weisz no filme A Múmia de 1999, que recomendamos! E vocês? 

Fontes:

sábado, 23 de janeiro de 2016

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Ator do filme Deuses do Egito detona filme e o racismo de Hollywood


O ator Chadwick Boseman que está no elenco de “Deuses do Egito” se manifestou contrário a abundância de atores loiros no filme. A controvérsia ganhou grandes proporções fazendo com que o estúdio Lionsgate e o diretor Alex Proyas pedissem desculpas em um comunicado. 

De acordo com Boseman: “Eu topei fazer o filme porque assim você iria ver alguém de ascendência africana interpretando Tot, o pai da matemática, astronomia, criador dos papiros e Deus da sabedoria. E no filme, eu realmente supero os outros Deuses, literal e figurativamente. Mas, sim, as pessoas não fazem filmes de US$ 140 milhões estrelados por negros e pardos”

E vocês o que acham dos estereótipos pregados pela mídia com relação ao Antigo Egito?

Fonte:

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

21-10-2015 De volta para o futuro e quando será que é possível voltar para o passado?

No filme De Volta Para o Futuro, o protagonista Marty McFly viaja no futuro e vai parar no dia 21-10-2015. E esse dia é hoje! O futuro chegou!!! 



Adoradores do Egito Antigo, se o "de volta para o futuro" aconteceu, será possível um dia voltar para o passado? Pelo menos, uma passadinha por lá, especificamente no Egito Antigo. Qual época vocês preferem? Época de Quéops, de Tut, de Ramsés II, de Cleópatra,..?

Comentem, quero saber para qual desses épocas vocês iriam se isso fosse possível.

E fiquem tranquilos, depois a gente volta para o futuro!!!

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Animação: Les Pyramides d'Égypte



São raras as animações envolvendo o Antigo Egito, mas olhem só essa animação que está disponível no Youtube (se não conseguir ver, clique aqui):



Ela foi criada pelos estudantes Corentin Charron, Lise Corriol, Olivier Lafay e Nicolas Mrikhi. O projeto foi uma parceria entre a Supinfocom Arles e o Museu de Marselha.

Não tenho muita certeza da data dessa animação mas a princípio seria de 2014. 

Fontes: