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sexta-feira, 21 de fevereiro de 2025

Nova descoberta no Egito de primeira tumba de faraó em mais de 100 anos

         A entrada para a tumba do rei Tutmés 2°, que governou o Antigo Egito há 3,5 mil anos 




Egiptólogos descobriram a primeira tumba de um faraó desde que a de Tutancâmon foi encontrada, há mais de um século.

A tumba do rei Tutmés 2° era a última tumba real da 18ª dinastia egípcia que ainda não havia sido encontrada.

Uma equipe britânico-egípcia localizou a tumba nos vales a oeste da Necrópole de Tebas, perto da cidade de Luxor, no Egito. Os pesquisadores achavam que as câmaras funerárias dos faraós da 18ª dinastia estavam a mais de 2 quilômetros de distância, mais perto do Vale dos Reis.

A equipe a encontrou em uma área associada aos túmulos das mulheres da realeza, mas quando entraram na câmara funerária, ela estava decorada — sinal de que se tratava de um faraó.

"Parte do teto ainda estava intacta: um teto pintado de azul com estrelas amarelas. E tetos pintados de azul com estrelas amarelas só são encontrados em tumbas de reis", contou o diretor de campo da missão, Piers Litherland.

Ele disse ao programa Newshour, da BBC, que sentiu uma emoção muito forte no momento.

"A emoção de entrar nessas coisas é de uma perplexidade extraordinária, porque quando você se depara com algo que não esperava encontrar, é extremamente turbulento emocionalmente", ele relatou.

"E quando saí, minha esposa estava esperando do lado de fora, e a única coisa que consegui fazer foi começar a chorar."

Litherland afirmou que a descoberta resolveu o mistério da localização das tumbas dos primeiros reis da 18ª dinastia.

Pesquisadores encontraram os restos mortais mumificados de Tutmés 2° há dois séculos, mas seu local de sepultamento original nunca havia sido localizado.

O rei foi um antepassado de Tutancâmon, cujo reinado acredita-se ter sido de aproximadamente 1493 a 1479 a.C.. A tumba de Tutancâmon foi encontrada por arqueólogos britânicos em 1922.

Tutmés 2° é mais conhecido por ter sido marido da rainha Hatshepsut, considerada uma das maiores faraós do Egito, e uma das poucas faraós mulheres que governaram por direito próprio.

Litherland contou que a "escadaria enorme, e um corredor descendente muito grande" da tumba sugeriam grandeza.

"Levamos muito tempo para passar por tudo isso", ele disse, observando que o local estava bloqueado por detritos de enchente, e que o teto havia desabado.

"Somente depois de rastejar por uma passagem de 10 metros, que tinha uma pequena abertura de 40 centímetros no topo, é que chegamos à câmara funerária."

Lá, eles se depararam com o teto azul e as decorações de cenas do Amduat, um texto religioso que era reservado aos reis. Este foi outro sinal importante de que eles haviam encontrado uma tumba real, explicou Litherland.

Eles começaram a trabalhar para remover os escombros, esperando encontrar restos mortais destruídos na sepultura embaixo.

Mas "acabou que a tumba estava completamente vazia", afirmou Litherland. "Não por ter sido saqueada, mas porque havia sido deliberadamente esvaziada".

Eles descobriram então que a tumba havia sido inundada — "ela havia sido construída embaixo de uma cachoeira" —, apenas alguns anos após o sepultamento do rei, e que seu conteúdo havia sido transferido para outro local.

Foi ao peneirar toneladas de calcário na câmara que eles encontraram fragmentos de jarros de alabastro, gravados com os nomes de Tutmés 2° e Hatshepsut.

Esses fragmentos de alabastro "provavelmente se quebraram quando a tumba estava sendo transferida", disse Litherland.

"E, graças a Deus, eles realmente quebraram uma ou duas coisas, porque foi assim que descobrimos de quem era a tumba."

Os artefatos são os primeiros objetos a serem encontrados associados ao sepultamento de Tutmés 2°.

Litherland contou que sua equipe tinha uma ideia aproximada de onde ficava a segunda tumba, que ainda poderia estar intacta com tesouros.

A descoberta da tumba do faraó culmina mais de 12 anos de trabalho da equipe conjunta da instituição britânica New Kingdom Research Foundation, de Litherland, e do Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito.


O rei foi um antepassado de Tutancâmon, cujo reinado acredita-se ter sido de aproximadamente 1493 a 1479 a.C.. A tumba de Tutancâmon foi encontrada por arqueólogos britânicos em 1922.

Tutmés 2° é mais conhecido por ter sido marido da rainha Hatshepsut, considerada uma das maiores faraós do Egito, e uma das poucas faraós mulheres que governaram por direito próprio.

Litherland contou que a "escadaria enorme, e um corredor descendente muito grande" da tumba sugeriam grandeza.

"Levamos muito tempo para passar por tudo isso", ele disse, observando que o local estava bloqueado por detritos de enchente, e que o teto havia desabado.

"Somente depois de rastejar por uma passagem de 10 metros, que tinha uma pequena abertura de 40 centímetros no topo, é que chegamos à câmara funerária."

Lá, eles se depararam com o teto azul e as decorações de cenas do Amduat, um texto religioso que era reservado aos reis. Este foi outro sinal importante de que eles haviam encontrado uma tumba real, explicou Litherland.

Eles começaram a trabalhar para remover os escombros, esperando encontrar restos mortais destruídos na sepultura embaixo.

Mas "acabou que a tumba estava completamente vazia", afirmou Litherland. "Não por ter sido saqueada, mas porque havia sido deliberadamente esvaziada".

Eles descobriram então que a tumba havia sido inundada — "ela havia sido construída embaixo de uma cachoeira" —, apenas alguns anos após o sepultamento do rei, e que seu conteúdo havia sido transferido para outro local.

Foi ao peneirar toneladas de calcário na câmara que eles encontraram fragmentos de jarros de alabastro, gravados com os nomes de Tutmés 2° e Hatshepsut.

Esses fragmentos de alabastro "provavelmente se quebraram quando a tumba estava sendo transferida", disse Litherland.

"E, graças a Deus, eles realmente quebraram uma ou duas coisas, porque foi assim que descobrimos de quem era a tumba."

Os artefatos são os primeiros objetos a serem encontrados associados ao sepultamento de Tutmés 2°.

Litherland contou que sua equipe tinha uma ideia aproximada de onde ficava a segunda tumba, que ainda poderia estar intacta com tesouros.

A descoberta da tumba do faraó culmina mais de 12 anos de trabalho da equipe conjunta da instituição britânica New Kingdom Research Foundation, de Litherland, e do Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito.

A equipe já havia escavado 54 tumbas na parte ocidental da montanha de Tebas em Luxor, e também havia estabelecido as identidades de mais de 30 esposas reais e mulheres da corte.

"Esta é a primeira tumba real a ser encontrada desde a descoberta revolucionária da câmara mortuária do rei Tutancâmon em 1922", declarou o ministro do Turismo e Antiguidades do Egito, Sherif Fathy.

"É um momento extraordinário para a egiptologia e para a compreensão mais ampla da nossa história humana compartilhada."


Notícia divulgação retirada na íntegra de:

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c2ljnjv1px0o


segunda-feira, 5 de fevereiro de 2024

Polêmica sobre a restauração da pirâmide de Miquerinos

Fonte: Wikimedia Commons


Recentemente, um grupo de arqueólogos do Egito e do Japão iniciaram o “projeto monumental do século”, nas palavras de Mostafa Waziri, o líder da administração de antiguidades egípcias. Eles trabalham na restauração do revestimento externo de granito da Pirâmide de Miquerinos, no Egito.

Polêmicas

Em uma entrevista concedida à AFP, uma das principais egiptólogas do país, Monica Hanna, descreveu o projeto como “absurdo”. “Agora só falta cobrir a Pirâmide de Miquerinos com azulejos!”, ironizou Hanna.

A especialista também se pronunciou em seu Facebook, ao afirmar que “todos os princípios internacionais para renovação proíbem tais intervenções”, e argumentou que não existem indícios de que os blocos de granito tenham sido posicionados sobre a pirâmide. “Portanto, qualquer tentativa de revestir os blocos ao redor da pirâmide é uma interferência flagrante no trabalho original dos construtores.”, concluiu a especialista.

Um dos motivos que levou à restauração do monumento é a importância do turismo para o Egito, conhecido mundialmente como 'país das pirâmides'. Segundo um levantamento do Banco Mundial, 13 milhões de turistas visitaram o país em 2019, que emprega 1 em cada dez egípcios.

Alguns críticos também argumentam que a restauração da Pirâmide de Miquerinos é realizada em um momento desfavorável para o país, que passa por uma recessão econômica. De acordo com informações do portal de notícias egípcio National, o Egito enfrenta o desafio de reembolsar US$ 32 bilhões (R$ 157 bilhões) em empréstimos estrangeiros.

A dívida, vale mencionar, é agravada pela elevação da inflação e pela queda no comércio no Canal de Suez, uma das principais fontes de receitas para o governo egípcio. Apesar disso, o líder do projeto, Waziri, rebateu as críticas em uma entrevista, onde ressaltou que a primeira fase do projeto será financiada pelo Japão.

Fonte:

Exposição sobre o Egito Antigo em São Paulo: "Tutankamon: uma experiência imersiva"


Exposição sobre o Egito Antigo em São Paulo: "Tutankamon: uma experiência imersiva" — Foto: Divulgação

A exposição estreou dia 19 de janeiro no Shopping Cidade São Paulo. Nela, há sete salas que se intercalam entre painéis explicativos, réplicas de objetos encontrados na tumba do faraó (como máscaras, sarcófagos, sandálias e manequins) e espaços de interação com o público — uma inovação tecnológica da mostra.

Há também uma sala de projeção imersiva em 4K, onde o público assiste a um filme de 30 minutos que narra a origem do Egito segundo a mitologia. E ainda adentra os antigos templos egípcios e conta a história do descobrimento da tumba do faraó Tutancâmon enquanto explora os rituais funerários e a vida após a morte.

Nos espaços de realidade virtual, pode-se assistir a um filme do ponto de vista do faraó mumificado e viajar ao submundo.

A experiência dura cerca de sete minutos e demonstra as crenças do Egito Antigo sobre a vida após a morte sob a perspectiva da alma de Tutancâmon.

O espaço seguinte é de um passeio pelo Vale dos Reis em 1922. Com óculos de realidade virtual, o visitante caminha por uma sala enquanto se insere em um metaverso: a visão em primeira pessoa permite adentrar o cenário da descoberta da tumba.

O próximo espaço é o da cabine fotográfica, onde pode-se tirar uma foto do próprio rosto que será editada para revelar seu espírito egípcio enquanto faraó, sacerdote ou escriba.

A exposição fica aberta até 19 de maio, com ingressos diários limitados que podem ser adquiridos no site da Ticketmaster a partir de R$80, com descontos para visitas em grupo.


Serviço

Local: 4º Piso do Shopping Cidade São Paulo, na Av. Paulista, 1230 - Bela Vista, São Paulo - SP

Quando: de 19 de janeiro a 19 de maio de 2024

Horário: Terça a sábado, das 10h às 22h; domingo, das 12h às 21h

Entrada: Ingressos a partir de R$80 (inteira)


Fonte:

quarta-feira, 8 de março de 2023

Egito descobre esfinge “sorridente” de possível imperador romano



Arqueólogos egípcios encontraram uma pequena esfinge de calcário que pode ser atribuída ao imperador romano Cláudio, que governou Roma de 41 e 54 d.C. O rosto da esfinge esboça um leve sorriso.

A descoberta foi feita próxima ao templo de Dendera, de acordo com o Ministério de Turismo e Antiguidades do Egito na segunda-feira (6/3).

De acordo com o governo egípcio, os escavadores encontraram também uma “estela romana gravada em demótico e hieróglifos”.

Retirado de: https://www.metropoles.com/mundo/egito-descobre-esfinge-sorridente-de-possivel-imperador-romano

Técnica moderna descobre corredor na Grande Pirâmide de Gizé que pode ser entrada para áreas não descobertas

Um corredor escondido dentro da Grande Pirâmide de Gizé foi descoberto por pesquisas do projeto Scan Pyramids, do Ministério de Turismo Egípcio de Antiguidades. — Foto: Reprodução/Reuters

Autoridades de antiguidades egípcias anunciaram nesta quinta-feira (2) a descoberta de um corredor oculto de nove metros de comprimento atrás da entrada principal da Grande Pirâmide de Gizé que, segundo eles, pode ser a porta de entrada para novas descobertas.

A descoberta foi feita no âmbito do projeto Scan Pyramids, que desde 2015 usa aparelhos modernos de tecnologia, incluindo scaners e uma espécie de endoscópio, para espiar dentro da pirâmide, a última das Sete Maravilhas do Mundo Antigo ainda de pé.

Uma das possibilidades para explicar a construção do corredor inacabado é que ele provavelmente foi aberto para aliviar o peso da pirâmide na entrada principal, sete metros abaixo, ou em outra câmara ou espaço ainda não descoberto, disse Mostafa Waziri, chefe do Conselho Supremo de Antiguidades do Egito, conforme informou a agência de notícias Reuters.

De acordo com Christian Grosse, professor da "Technical University of Munich" e um dos líderes do projeto, várias técnicas de varredura digital foram usadas para localizar o espaço, incluindo medições de ultrassom e radares de penetração no solo.

Ele espera que essas técnicas levem a novas descobertas dentro da pirâmide.

A Grande Pirâmide foi construída como uma tumba monumental por volta de 2.560 a.C., durante o reinado do faraó Khufu, ou Quéops.

Ela tem uma altura de 146 metros, a estrutura mais alta construída pela humanidade até a Torre Eiffel ser erguida em Paris, em 1889.

Atualmente, é consenso que ela teve uma função funerária e que abrigou os corpos dos faraós Quéops, Quéfren e Miquerinos.

Retirado na íntegra de:

https://g1.globo.com/ciencia/noticia/2023/03/02/cientistas-descobrem-corredor-na-grande-piramide-de-gize.ghtml

segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

Imagens aéreas das pirâmides de Gizé

Trabalho do fotógrafo ucraniano Alexander Ladanivskyy, ao sobrevoar com um drone, imagens aéreas das pirâmides do Egito.


A Grande Pirâmide de Gizé, vista como de costume – de longe e de baixo

A pirâmide vista de cima – do ponto de vista de um pássaro

A sessão de fotos de Ladanivskyy promove um grande zoom – visto de cima

O ponto de vista oferece detalhes raramente vistos da pirâmide

A pirâmide de Gizé tem 4.600 anos de sua construção

A Grande Pirâmide é parte de um complexo com três pirâmides próximas

O topo da pirâmide – visto de perto

Fonte:

quinta-feira, 25 de novembro de 2021

Governo do Egito fará megaevento para reinaugurar avenida com mais de 2 mil anos

Depois de mais de 70 anos de escavações, o governo egípcio realizará nesta quinta-feira um megaevento para reinaugurar a Avenida das Esfinges ao público. Os quase três quilômetros de comprimento e sete metros de largura da avenida, que liga o Templo de Karnak ao Templo de Luxor, foram escavados na antiga cidade de Tebas. A sua atual localização é na cidade de Luxor.

O evento será transmitido pelas redes sociais às 14h30 (horário de Brasília).

Os dois lados da avenida têm fileiras de esfinges e estátuas com cabeças de carneiros. A Avenida das Esfinges foi concluída no reinado de Nectanebo I, entre 380 e 360 antes de Cristo, e ficou durante séculos soterrada pelas areias. Os primeiros traços da existência da avenida foram descobertos apenas em 1949.

Avenida das Esfinges Foto: Reprodução

O megaevento não será o primeiro do tipo organizado pelo governo egípcio. Ele faz parte um esforço do país para promover suas descobertas arqueológicas com o objetivo de atrair turistas de todo o mundo no pós-pandemia. Em abril deste ano, o governo organizou um "desfile de faraós", uma procissão que levou 22 múmias para um museu recém-inaugurado na cidade do Cairo.

As múmias foram transportadas a bordo de veículos com decorações típicas da época dos faraós. O cortejo foi liderado pelo faraó Sekenenré Taá (século XVI a.C.), da 17ª dinastia, e foi encerrada por Ramsés IX (século XII a.C.), da 20ª. Mais conhecidos do grande público, Ramsés II e Hatshepsut também fizeram parte do "desfile dourado dos faraós". O evento contou com um show musical transmitido ao vivo pela televisão egípcia.

Fonte:



Para acompanhar o evento, clique aqui, ou acompanhe abaixo.



segunda-feira, 31 de maio de 2021

Brasileiro acusado de assediar mulher mulçumana é preso no Egito

De acordo com informações do site El-Shai reproduzidas pela Marie Claire, o médico Victor Sorrentino foi preso no Egito no último domingo, 30, acusado de assédio. A decisão das autoridades do país ocorre após o brasileiro ter publicado um vídeo no qual faz uma piada a uma mulher muçulmana que vendia papiro.

Na gravação, o influencer, perguntou à vendedora em português: "Vocês gostam mesmo é do bem duro, né? Comprido também fica legal, né?”, disse o médico, rindo. Um amigo de Sorrentino, que o acompanhava na viagem, também estava presente e aparece rindo nas imagens. Sem entender, a egípcia concorda e sorri.

A publicação recebeu inúmeras críticas, de modo que o médico tornou seu perfil privado. Em seguida, postou outro vídeo, no qual pediu desculpas pelo ocorrido. “Eu sou assim. Sou um cara muito brincalhão”, disse ele à mulher.

O gaúcho ainda declarou que tem costume de fazer piadas desse tipo com amigos e familiares, mas que não poderia ter feito com uma desconhecida. “Como eu vi que tu é uma pessoa risonha e estava brincando junto com a gente, eu acabei brincando”, justificou.

Victor Sorrentino tornou-se conhecido na pandemia por defender o “tratamento precoce” para a covid-19 com o uso de medicamentos sem eficácia comprovada. O médico declarou ao site Terça Livre, que os medicamentos "são conhecidos e não causam risco nem prejuízo”.

Retirado na íntegra de:


domingo, 9 de maio de 2021

Descoberta da 1ª múmia egípcia grávida


CRÉDITO,WARSAW MUMMY PROJECT
Arqueólogos poloneses descreveram a descoberta como "realmente especial".


Uma equipe de cientistas poloneses afirma ter descoberto o único exemplar conhecido de uma múmia egípcia grávida.
A descoberta foi feita por pesquisadores do 'Projeto Múmia de Varsóvia' e revelada na revista científica Journal of Archaeological Science na quinta-feira (29 de abril).

O projeto, iniciado em 2015, usa tecnologia para examinar artefatos armazenados no Museu Nacional de Varsóvia.

A múmia era considerada um sacerdote do sexo masculino, mas a análise revelou se tratar de uma mulher em estágio avançado de gravidez.

Os especialistas dizem acreditar que os restos mortais são provavelmente de uma mulher de alto status, com idade entre 20 e 30 anos, que morreu durante o século 1 a.C.

"Apresentado aqui está o único exemplo conhecido de uma mulher grávida mumificada e as primeiras imagens radiológicas desse feto", escreveram eles no artigo científico anunciando a descoberta.

Analisando o perímetro cefálico do feto, eles estimam que a mãe morreu por razões desconhecidas entre 26 e 30 semanas de gravidez.

CRÉDITO,WARSAW MUMMY PROJECT
Tecnologia vem auxiliando trabalho arqueológico.

"Esta é a nossa descoberta mais importante e mais significativa até agora, uma surpresa total", diz Wojciech Ejsmond, da Academia Polonesa de Ciências, que participou da descoberta, à agência de notícias Associated Press.

Quatro recipientes, supostamente órgãos embalsamados, foram encontrados dentro da cavidade abdominal da múmia, mas os cientistas afirmam que o feto não foi removido do útero.

CRÉDITO,WARSAW MUMMY PROJECT
Amuletos, considerados itens conhecidos como os Quatro Filhos de Hórus, acompanham o corpo mumificado.

Segundo os cientistas, não está claro por que ele não foi extraído e embalsamado separadamente. Eles especulam que crenças espirituais sobre a vida após a morte ou dificuldades físicas com a remoção podem ter contribuído para isso.

'A Sra Misteriosa'

Pesquisadores do projeto múmia apelidaram a mulher de 'Senhora Misteriosa' do Museu Nacional de Varsóvia por causa de relatos conflitantes sobre suas origens.

Eles dizem que os restos mortais mumificados foram doados pela primeira vez à Universidade de Varsóvia em 1826. O doador alegou que a múmia foi encontrada em túmulos reais em Tebas (cidade do Egito Antigo), mas os pesquisadores dizem que era comum no século 19 atribuir falsamente antiguidades a lugares famosos para aumentar seu valor.

CRÉDITO,WARSAW MUMMY PROJECT
Especialistas dizem que a mulher foi "cuidadosamente mumificada", o que sugere que ela tinha "posição social elevada".

Inscrições no elaborado caixão e sarcófago levaram os especialistas do século 20 a acreditar que a múmia dentro era de um sacerdote chamado Hor-Djehuti.

Mas agora os cientistas, tendo identificado a múmia como sendo do sexo feminino, a partir de tecnologia de digitalização, dizem acreditar que ela foi colocada em algum momento no caixão errado por negociantes de antiguidades durante o século 19, quando saques e embrulhamento de restos mortais não eram incomuns.

Eles descrevem a condição da múmia como "bem preservada", mas dizem que danos à proteção do pescoço sugerem que em algum momento ela foi manuseada em busca de objetos de valor.

Os especialistas afirmam que pelo menos 15 itens, incluindo um "rico conjunto" de amuletos em forma de múmia, foram encontrados intactos dentro das embalagens.

Uma das pesquisadoras do projeto, Marzena Ożarek-Szilke, disse à agência de notícias estatal polonesa que seu marido primeiro avistou o que parecia ser "um pezinho" em uma das imagens.

Ela disse que a equipe espera em seguida estudar pequenas quantidades de tecido para estabelecer a causa da morte da mulher.

Fonte:

sexta-feira, 9 de abril de 2021

Egito descobre cidade perdida de mais de 3 mil anos de idade

Cientistas localizaram a cidade em setembro e encontraram paredes quase intactas 
DIVULGAÇÃO VIA REUTERS - 8.4.2021

O Egito anunciou, nesta quinta-feira (8), a descoberta de uma cidade perdida de cerca de 3,4 mil anos de idade perto de alguns dos monumentos mais conhecidos do país na cidade de Luxor, a 770km ao sul do Cairo. Segundo os arqueólogos, o achado pode ser o mais importante em quase 100 anos.

A cidade, conhecida como Aten, teria sido fundada pelo rei Amenhotep III, que governou o Egito de 1391 a 1353 a.C. Os cientistas acreditam que o local, na margem ocidental do rio Nilo, foi um dos principais centros urbanos do país naquela época.

"A descoberta desta cidade perdida é a segunda mais importante da arqueologia desde a tumba de Tutankhamon", disse em um comunicado a professora de egiptologia Betsy Bryan, da Universidade Johns Hopkins, que participou da missão.

Segundo ela, as ruínas "vão nos proporcionar um raro retrato da vida dos antigos egípcios, em um momento que pode ser considerado o auge do império".

Cidade de reis

Aten foi localizada em uma região próxima ao Vale dos Reis, em Luxor. Foi lá que a tumba de Tutankhamon e seu sarcófago com a famosa máscara de ouro foram encontrados durante uma expedição em 1922, junto com incontáveis outros artefatos.

"Muitas missões estrangeiras procuraram por esta cidade e nunca a encontraram", afirmou Zahi Hawass, um arqueólogo egípcio e antigo ministro de assuntos da antiguidade, que liderou a missão.

Os arqueólogos começaram as escavações em setembro, com o objetivo de achar o templo mortuário de Tutankhamon, e escolheram uma área entre os templos dos reis Ramsés III e Amenhotep III.

"Em poucas semanas, para a surpresa de todos, contornos de paredes com tijolos de barro começaram a aparecer, por todos os lados. O que os cientistas descobriram foi o local de uma grande cidade em bom estado de preservação, com paredes quase completas e cômodos cheios de objetos de uso cotidiano, preservados por milhares de anos", diz o comunicado.

A cidade teve seu auge durante o reinado de Amenhotep III, e também durante a regência em que compartilhou o poder com seu filho, Amenhotep IV, ou Akhenaton, o pai de Tutankhamon. O chamado "rei-menino" e seu sucessor, o rei Ay, também usaram Aten.

Segundo Hawass, boa parte das ruas da cidade têm casas com paredes ainda preservadas, algumas com mais de 3 metros de altura. Os arqueólogos descobriram a idade do local analisando os hieróglifos em diversos objetos encontrados no local, como vasos de vinho, aneis, enfeites, potes de cerâmica e tijolos que continham os selos de Amenhotep III.

Na cidade, os pesquisadores já encontraram uma padaria e uma grande cozinha, com fornos e potes de cerâmica para armazenar comida, além de um centro administrativo, moldes para produzir joias, teares e outros objetos que indicam tecelagem em escala industrial para a época.

Ao norte de Aten, foi encontrado um grande cemitério, além de novas tumbas. "A expedição já está trabalhando nesses locais, e nossa missão espera encontrar mausoléus ainda intocados, cheios de tesouros", diz o comunicado.

A cidade perdida é mais uma de uma série de descobertas recentes feitas em várias partes do país, que ajudam compor melhor o panorama das dinastias que governaram o antigo Egito. O governo atual espera que as novidades ajudem a reviver a indústria do turismo, a principal fonte de renda do país, prejudicada pela instabilidade política e a pandemia do coronavírus.

Retirado na íntegra de:

segunda-feira, 5 de abril de 2021

Desfile dos faraós: o translado extraordinário de múmias e reis do Egito pelas ruas do Cairo

Comboio transporta 22 múmias pelas ruas de Cairo para o Museu Nacional da Civilização — Foto: Khaled Desouki/AFP



Neste sábado (3), aconteceu uma parada pública pelas ruas do Cairo, com a exibição de 22 múmias que foram transportadas de um museu para outro na mesma cidade. A exibição foi digna de um evento faraônico e se você que gosta do Egito Antigo não viu, não perca a oportunidade de ver aqui, fotos e vídeo do evento.

Egito: 22 múmias são transportadas para novo museu, no Cairo


O comboio transportou 18 reis e 4 rainhas do Museu Egípcio, no centro da capital egípcia, para o Museu Nacional da Civilização, que fica a cerca de 5 quilômetros de distância.
A parada, que fechou algumas das principais vias da cidade, começou às 18h45 do Cairo (13h45 de Brasília).
As 22 múmias foram colocadas em cápsulas especiais, preenchidas com nitrogênio, para garantir a proteção.
Segundo o arqueólogo Zahi Hawass, os veículos também foram escolhidos com cuidado para dar estabilidade aos artefatos.
"Escolhemos [levar as peças para] o Museu da Civilização porque queremos, pela primeira vez, mostrar as múmias de uma forma civilizada, educada, e não só para diversão, como era o caso do Museu Egípcio", afirma Hawass.

Carro forte transporta a múmia de Seqenenre Taa ao Museu Nacional da Civilização, em Cairo — Foto: Khaled Desouki/AFP

As peças foram transportadas pelas ruas marginais ao rio Nilo. A ideia da parada é criar interesse entre turistas pelas antiguidades do país que por causa das restrições impostas pela Covid-19, o turismo no Egito foi quase todo interrompido.

Imagem de 03 de abril de 2021 do obelisco de Ramsés II, no Cairo, que foi renovado — Foto: Mohamed Abd El Ghany/Reuters


Egito faz desfile nas ruas do Cairo com múmias de faraós


Múmias descobertas em 1871

Essas múmias foram descobertas em 1871, em dois sítios arqueológicos (um deles, o templo de Deir Al Bahari, onde hoje fica a cidade de Luxor, e o outro, perto do Vale dos Reis, o principal local onde os reis eram enterrados no Egito antigo).
A mais antiga das 22 múmias é a de Seqenenre Tao, o último rei da 17ª dinastia, que reinou no século 16 A.C.. Acredita-se que Tao morreu de forma violenta.
A parada também inclui as múmias de Ramsés II, Seti I, e Ahmose-Nefertari.

O museu que vai abrigar as peças fica em Fustat. A região era a capital do Egito durante a dinastia Umayyad, que governou a civilização depois da conquista árabe.
Salima Ikram, um egiptólogo da Universidade Americana no Cairo, afirma que transportar as peças "com pompa" é uma forma de fazer justiça a elas.
"Esses são os reis do Egito, são faraós, e essa é uma forma de mostrar respeito", disse ele.

Pedestres passam em frente a um cartaz que anuncia a parada em que serão exibidas 22 múmias na cidade do Cairo, no Egito, em 3 de abril de 2021 — Foto: Mohamed Abd El Ghany/Reuters

Para assistir ao desfile na íntegra, clique aqui:





Fontes:

sexta-feira, 2 de abril de 2021

Cairo prepara grande 'desfile' de múmias reais


Imagem cedida pelo Ministério do Turismo e Antiguidades egípcio em 17 de fevereiro de 2021, mostrando a múmia do faraó Sekenenré Taá


As múmias de 22 reis e rainhas do Egito antigo vão protagonizar um "desfile de faraós" sem precedentes no sábado (3), entre o Museu do Cairo, onde repousam há mais de um século, e o Museu Nacional da Civilização Egípcia (NMEC), ao sul da capital, que será inaugurado em 4 de abril.

No sábado, antes do cair da noite, 22 múmias reais - 18 reis e quatro rainhas -, serão transportadas em ordem cronológica, cada uma a bordo de veículos com decorações típicas da época dos faraós, identificados com o nome do soberano.

O trajeto de cerca de sete quilômetros terá duração de 40 minutos e contará com importantes medidas de segurança.

O cortejo será liderado pelo faraó Sekenenré Taá (século XVI a.C.), da 17ª dinastia, e será encerrada por Ramsés IX (século XII a.C.), da 20ª. Mais conhecidos do grande público, Ramsés II e Hatshepsut também farão parte deste grande "desfile dourado dos faraós".

O evento também contará com um show musical transmitido ao vivo pela televisão egípcia.

A maioria das 22 múmias, descobertas perto de Luxor, no sul do Egito, a partir de 1881, não saiu do museu no centro do Cairo, localizado na famosa Praça Tahrir, desde o início do século XX.

Desde a década de 1950 estão expostas, lado a lado, em uma pequena sala, sem muitas explicações ao visitante.

No sábado, para serem transportadas, serão colocadas em uma espécie de embalagem que contém nitrogênio, em condições muito semelhantes às das urnas em que estão no museu. Os veículos que irão transportá-las também possuem um mecanismo para evitar impactos.

No NMEC, a partir de 18 de abril, serão exibidas em urnas mais modernas, "com controle de temperatura e umidade mais aperfeiçoado que o do antigo museu", explicou à AFP Salima Ikram, professora de egiptologia da Universidade Americana do Cairo e especialista em mumificação.

As múmias serão apresentadas individualmente, ao lado de seus sarcófagos, em um ambiente que lembra as tumbas subterrâneas dos reis, e cada uma terá uma biografia. Em alguns casos, as tomografias que foram realizadas também serão exibidas.

"Pela primeira vez, as múmias serão apresentadas de uma maneira bonita, para fins educacionais", disse à AFP o egiptólogo Zahi Hawass.

Segundo o especialista, o ambiente macabro que cercava as múmias no Museu do Cairo assustou mais de um visitante.

"Jamais esquecerei quando levei (a princesa) Margaret, irmã da Rainha Elizabeth II, ao museu, ela fechou os olhos e saiu correndo", lembrou.

Passados anos de instabilidade política após a revolta popular em 2011, que afetou gravemente o turismo no país, o Egito procura uma maneira de recuperar os estrangeiros.

O NMEC e o Grande Museu Egípcio (GEM), próximo às pirâmides, que serão inaugurados nos próximos meses, fazem parte dessa estratégia.

- "A maldição dos faraós" -

O GEM abrigará as coleções faraônicas do museu do Cairo, incluindo o famoso tesouro do rei Tutancâmon.

Descoberto em 1922, seu túmulo preservou a múmia do jovem rei e vários objetos de ouro, marfim e alabastro.

Mas por que não exibir as múmias neste museu?

"O GEM já tem o rei Tutancâmon, a estrela. Se múmias não forem deixadas no NMEC, ninguém virá visitá-lo", argumenta Hawass.

Enquanto aguardam o desfile inédito de sábado, as redes sociais estão repletas de mensagens que falam da "maldição dos faraós".

Vários internautas relacionaram as recentes catástrofes ocorridas no Egito a uma "maldição" causada pela transferência dos antigos reis.

Em uma semana, o Egito experimentou o bloqueio do Canal de Suez por um cargueiro gigantesco, um acidente de trem que deixou 18 mortos e um incêndio em um prédio no Cairo com 25 mortos.

A "maldição dos faraós" também foi mencionada pela imprensa por volta de 1920, após a descoberta da tumba de Tutancâmon, quando membros da equipe de arqueólogos morreram em circunstâncias misteriosas.

Retirado na íntegra de:

domingo, 28 de fevereiro de 2021

Live: Os Mitos (mais absurdos) sobre o Egito!

Aqui vai uma super recomendação de uma live muito legal feita pelo canal Conhecimentos da Humanidade, do Youtube, com o egiptólogo Thomas H. T. Stella que desmistificou vários mitos sobre o Antigo Egito!

Para assistir, clique abaixo ou aqui.



Dica: na live, o egiptólogo também fala de um curso de extensão que dará na USP. As inscrições começam dia 1 de março de 2021.

Infelizmente, não assistir ao vivo, gostaria que ele desmistificasse (ou não!) a teoria de Robert Temple, que com o método de datação de Liritzis, prova que as pirâmides foram construídas há mais tempo que é proposto pela egiptologia moderna. 

segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

Descoberto templo funerário da Rainha Nearit, esposa do Faraó Teti.


O Egito anunciou, no sábado, a descoberta do templo funerário da rainha Nearit, esposa do rei Teti, parte do qual já havia sido descoberto nos anos anteriores.

A missão egípcia que trabalha no sítio arqueológico de Saqqara próximo à Pirâmide do Rei Teti, o primeiro faraó da Sexta Dinastia do Reino Antigo, anunciou várias descobertas arqueológicas importantes que datam dos Reinos Antigo e Novo.

A missão é chefiada por Zahi Hawass e trabalha em cooperação com o Ministério do Turismo e Antiguidades e a Bibliotheca Alexandrina.

Essas descobertas irão reescrever a história desta região, especialmente durante as 18ª e 19ª Dinastias do Novo Reino, durante as quais o Faraó Teti foi adorado. A missão encontrou evidências de outros cemitérios ao redor de sua pirâmide. A missão confirmou também que a entrada para a área de Saqqara no Novo Reino era por esta área.

Também descobriu-se o layout do templo da Rainha Nearit em que seu túmulo estava localizado, bem como três depósitos de tijolos de barro anexados ao templo em seu lado sudeste. Esses depósitos foram construídas para armazenar provisões do templo, ofertas e ferramentas que foram usadas no túmulo da rainha.

Entre as descobertas mais importantes no local estava a inauguração de 52 fossos funerários que chegam a 10-12 metros de profundidade. Dentro havia centenas de caixões de madeira que datavam do Novo Reino, a primeira vez que caixões datados de 3.000 anos foram encontrados na região de Saqqara.

Os caixões de madeira são antropóides, e muitos apresentam cenas dos deuses que foram adorados durante este período representados na superfície. Além disso, vários trechos do Livro dos Mortos foram representados, para ajudar o falecido na jornada para o outro mundo. A descoberta confirma que a área de Saqqara não foi usada para sepultamento apenas durante o período tardio, mas também durante o Império Novo.

A missão conseguiu descobrir um esconderijo adicional de caixões de madeira antropóides. Dentro deste poço, foram encontrados 50 caixões em bom estado.

Ele também descobriu um luxuoso santuário subterrâneo de tijolos de barro que datava do Novo Império, que foi encontrado 24 metros abaixo do nível do solo.

O pátio aberto do poço, o primeiro desta profundidade a ser encontrado, foi pavimentado com lajes de calcário bem polidas e brilhantes. O trabalho ainda está em andamento no poço, mas Hawass acredita que ele não sofreu nas mãos de ladrões.

As descobertas encontradas no poço são consideradas uma das descobertas mais importantes descobertas na região de Saqqara.

Esta descoberta confirma a existência de várias oficinas que produziram estes caixões, que foram comprados pelos locais, bem como oficinas de mumificação.

Dentro dos poços, a missão descobriu um grande número de artefatos arqueológicos e estátuas que representam divindades como o deus Osiris e Ptah-Soker-Osiris. Isso foi além de uma descoberta única, de um papiro de quatro metros de comprimento que representa o capítulo 17 do Livro dos Mortos.

O papiro foi identificado como pertencente a Pw-Kha-Ef, o mesmo nome encontrado em quatro estátuas shabti e em um caixão de madeira antropóide. Muitas belas estátuas shabti feitas de madeira, pedra e faiança foram encontradas datando do Novo Reino.

A missão também encontrou muitas máscaras funerárias de madeira, bem como um santuário dedicado ao deus Anúbis (Guardião do Cemitério, assim como estátuas do deus. Muitos jogos foram encontrados entre os itens, que pertenciam ao falecido e que costumavam jogar no outro mundo.

Vários outros artefatos foram encontrados que representam pássaros como gansos, bem como um magnífico machado de bronze, indicando que seu proprietário era um líder do exército durante o Novo Reino.

Uma estela de calcário maravilhoso e bem preservada foi encontrada em um dos poços escavados, pertence a um homem chamado Kha-Ptah e sua esposa Mwt-em-wia.

A parte superior das estelas representa o falecido e sua esposa em um gesto de adoração diante do deus Osíris, enquanto a parte inferior representa o falecido sentado e atrás dele sua esposa sentada em uma cadeira. Abaixo da cadeira da esposa está uma de suas filhas sentada sobre as pernas e cheirando a flor de lótus, e acima de sua cabeça está o frasco de unguento.

Diante do homem e de sua esposa podem-se ver seis de seus filhos que foram retratados em dois registros. Os espectadores podem ver um superior para as filhas sentadas cheirando as flores de lótus, com frascos de pomada acima de suas cabeças, e o inferior para os filhos em pé.

O que chama a atenção é que uma de suas filhas leva o nome de Nefertary, em homenagem à amada esposa do rei Ramsés II, que construiu para ela uma tumba maravilhosa no Vale das Rainhas, bem como um templo em Abu Simbel.

Além disso, um dos filhos de Kha-Ptah foi chamado Kha-em-waset, em homenagem a um dos filhos do Faraó Ramsés II. Ele foi considerado um homem sábio e conhecido como o primeiro egiptólogo, que costumava restaurar as antiguidades de seus ancestrais.

Quanto aos títulos de dono da estela, era o feitor da carruagem militar do rei, o que indica a sua posição de prestígio durante a 19ª Dinastia.

A missão também encontrou quantidades impressionantes de cerâmica que datam do Novo Reino, incluindo cerâmica que nos dá evidências sobre as relações comerciais entre o Egito e Creta, Síria, Palestina.

Sahar Selim, professor de radiologia da Qasr al-Aini, conduziu estudos em múmias usando raios-X e determinou as causas de morte e a idade do falecido, além de estudar uma múmia para uma criança.

Afaf, arqueólogo especializado no estudo de ossos, estudou a múmia de uma mulher e constatou que essa mulher sofria de uma doença crônica conhecida como “febre do Mediterrâneo” ou “peste suína”, doença que surge do contato direto com animais e leva a um abcesso no fígado.

Hawass confirma que esta descoberta é considerada a descoberta arqueológica mais importante do corrente ano e fará de Saqqara, a par de outras descobertas, um importante destino turístico e cultural. Também reescreverá a história de Saqqara durante o Novo Império, além de confirmar a importância do culto ao Rei Teti durante a 19ª Dinastia do Novo Império.

Fonte:

https://dailynewsegypt.com/2021/01/16/funerary-temple-of-queen-nearit-wife-of-pharaoh-teti-discovered/

Pergaminho do "Livro dos Mortos" de 4 metros é encontrado em tumba no Egito



Pergaminho de quatro metros é encontrado em tumbas no Saqqara, no Egito (Foto: Ministério Egípcio de Antiguidades)


Em outubro de 2020, o Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito anunciou a descoberta de 80 tumbas do Antigo Egito em Saqqara, ao sul da atual cidade do Cairo. Desde então, diversos objetos estão sendo encontrados junto aos sarcófagos, que foram enterrados há mais de 2,5 mil anos na necrópole da cidade.

Em comunicado à imprensa, o Ministério mostra que um dos mais novos achados são restos de um pergaminho de 4 metros de comprimento que contém o Capítulo 17 do "Livro dos Mortos", um manuscrito que os antigos egípcios usavam para ajudar a guiar os falecidos na vida após a morte.


Segundo o documento, o nome do dono do pergaminho era Pwkhaef. A antiguidade foi encontrada em um dos caixões de madeira e em quatro estatuetas shabti que serviriram ao falecido após sua morte, de acordo com as crenças egípcias.

Embora os arqueólogos ainda estejam analisando o texto, outras cópias do Capítulo 17 contêm uma série de perguntas e respostas — uma espécie de folha de "cola" para pessoas que estão tentando navegar na vida após a morte. Resta saber se a cópia recém-encontrada do tem o mesmo formato e conteúdo.
Também foram encontrados nos túmulos de Saqqara uma estela que pertencia a um homem chamado Khaptah, identificado como o supervisor da carruagem militar do faraó, e sua esposa, Mwtemwia, além de um machado de bronze, jogos de tabuleiro, estátuas de Osíris e várias múmias.

Fonte:

Egito anuncia ‘grandes descobertas’ no sítio arqueológico de Saqqara

 


Um sarcófago descoberto em Saqqara, em 14 de novembro de 2020 - AFP/Arquivos 


O Egito anunciou neste sábado (16) a descoberta de uma nova leva de tesouros na necrópole de Saqqara, no sul do Cairo, incluindo um antigo templo funerário. 

O Ministério do Turismo e Antiguidades explicou que as “grandes descobertas” feitas por uma equipe de arqueólogos liderada pelo renomado egiptólogo Zahi Hawass incluem mais de 50 sarcófagos. 

Os sarcófagos de madeira, que datam da era do Novo Reino, foram encontrados em 52 sepulturas em profundidades de 10 a 12 metros, disse o ministério em um comunicado. 

Segundo Hawass, citado no texto, “o templo funerário da Rainha Naert, esposa do Rei Teti”, bem como três depósitos feitos com tijolos foram encontrados no local. 

Saqqara, lar de mais de uma dúzia de pirâmides, antigos mosteiros e cemitérios de animais, é uma vasta necrópole que pertenceu à antiga capital egípcia, Memphis, e é considerado Patrimônio Mundial da Unesco. 

O Egito anunciou em novembro a descoberta de mais de 100 sarcófagos intactos, a maior descoberta do ano. 

Os caixões de madeira lacrados foram descobertos junto com estátuas de divindades antigas com mais de 2.500 anos, que pertenceram a grandes personalidades do chamado Período Antigo e do Período Ptolomaico. 

Hawass disse no comunicado que esta nova descoberta pode facilitar a pesquisa sobre a história de Saqqara entre os séculos 16 e 11 aC. 

Fonte: