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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

O feminismo no Antigo Egito



No Antigo Egito, as mulheres não permaneciam a margem da história. Elas podem não ter sido as primeiras feministas da história, porém é invejavel a quantidade de poder e direitos que elas detinham.

Um exemplo de direito que as mulheres no Antigo Egito tinham e que muitas do século XX tinham dificuldade de ter era o direito ao divórcio. Registros de pedido de divórcio especificamente por parte da mulher foram encontrados no Novo Império. Quando a separação era consumada, a mulher permanecia com a casa e com os filhos.

Um fato curioso é que a poligamia não era proibida, porém o homem egípcio teria responsabilidade financeira para com todas as mulheres com ele envolvidas. Essa era uma barreira que impedia o homem de se envolver com várias mulheres.

A egiptóloga Margaret Bakos afirma que o aborto existia no Antigo Egito, porém não era comum, visto a seriedade com que respeitavam a família. A egiptóloga também afirma que existem registros de que era crime um aborto provocar a morte da mulher.

Apesar, dos homens serem os que trabalhavam nas guerras e nos trabalhos pesados, a tarefa das mulheres não se restringia ao lar somente. Elas podiam trabalhar nos templos sendo sacerdotisas, proderiam trabalhar na lavoura, serem escribas ou comerciantes. Está mais que comprovado que as mulheres poderiam comandar a sociedade, sendo rainhas dominantes, sendo faraó e liderando exércitos como o segundo post deste blog relembra.




Mais evoluido que muitas sociedades atuais é como era feito os pagamentos aos homens e mulheres. Eles simplesmente eram iguais. Tanto o homem como a mulher tinham posição de igualdade perante a lei. A mulher também tinha direito a herança, há deixar heranças, ter, negociar e vender propriedades.




A sociedade egípcia não era perfeita, mas ações justas e éticas como estas não deviam ter ficado esquecidas. Na nossa sociedade, muito evoluiu, mas muito retrocedeu.

Para saber mais:
Há esse texto interessante --> http://www.snh2011.anpuh.org/resources/anais/14/1308170911_ARQUIVO_2011TextoAnpuh-GregoryBalthazar.pdf

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Dentistas no Antigo Egito

Essa ciência aparece no Egito tendo o uso de produtos naturais (plantas medicinais e substâncias minerais), sem apresentar aspecto de magia ou de religião.Utilizavam trépano (instrumento cirúrgico usado para atravessar os ossos), cautério (qualquer agente empregado para queimar tecidos, com finalidade terapêutica) e instrumentos cortantes em bronze e ferro. Para se coibir hemoorragias eram utilizados pedaços de carne crua ou cauterização com instrumentos aquecidos. No Antigo Egito houve o desenvolvimento das técnicas clínicas, como: inspeção e a palpação. Tendo as cáries tornado frequentes, houve a substituição de carnes e vegetais duros por alimentos refinados.

De acordo com pesquisas arqueológicas: Em maxilares de aristocratas: observou-se elevada porcentagem de cárie e abscessos alveolares. (O por que você encontra no final do texto). Nos maxilares de trabalhadores: frequentes desgastes dentários.

Os dentistas já usavam brocas, drenavam abscessos e faziam próteses de ouro. É evidente que apesar de tudo, os recursos para se tratar devidamente os dentes eram escassos e a prática de arrancá-los era constante. Nessa parte entrava um pouco da categoria de magia, pois era um meio de evitar que o paciente sofresse muito com a dor.


Mandíbula do antigo Egito com furos utilizados na reparação dental (Cortesia do Museu Gordon).



Ponte Dentária (Cortesia do ©Museu Egípcio do Cairo).







Primeira ponte dentária.




Dentista









Os chineses são creditados com a invenção o uso de escovas e cremes dentais, embora os egípcios antigos usavam ramos com pontas desfiadas para limpar seus dentes. A pasta de dente ou dentifrício tem como vestígio mais antigo um produto semelhante encontrado no Antigo Egito (porém, não consigo analisar a veracidade desta informação da pasta de dente).



Tumba de dentista. Você imagina como o medo de dentistas vem de milênios atrás.
Para saber mais: http://ancientstandard.com/2007/06/10/and-you-thought-you-hated-the-dentist%E2%80%A6-ca-2200-bc/


Essa reportagem saiu na revista Época e é muito interessante sobre os dentistas no Antigo Egito:

Uma pesquisa realizada na Universidade de Zurique, na Suíça, apresenta um estudo aprofundado da saúde bucal de faraós e outros membros da nobreza, feito a partir de uma revisão de pesquisas realizadas em três mil múmias desde 1977. Tais estudos só são possíveis graças às técnicas de mumificação egípcias, capazes de preservar dentes ao longo de milênios.

No Egito Antigo, o trigo era processado em moedores de pedra, o que fazia com que pedaços de rocha se soltassem e se misturassem à matéria-prima com a qual o pão era feito. Como alimento abundante sempre foi privilégio dos mais ricos, os nobres tinham as bocas mais prejudicadas. “Quanto mais alta a posição social, pior eram os dentes”, explica o egiptólogo Antônio Brancaglion, da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

ARCADAS INTACTAS Pesquisa só foi possível graças às técnicas de mumificação

Tantos dentes gastos e quebrados aumentavam a demanda por especialistas, o que fez do Egito a terra dos melhores dentistas do Mediterrâneo durante a Terceira Dinastia, por volta do ano 2300 a.C. Já naquela época, os médicos eram divididos em cirurgiões, oftalmologistas, veterinários e dentistas. Graças a seu talento e perícia, muitos deles iam trabalhar em outras cortes, que reconheciam seu talento no tratamento de doenças e fraturas. Além de extrair dentes quebrados e podres, os dentistas da época drenavam abscessos e faziam até pontes dentárias, prendendo um dente solto a outro saudável. “Eles usavam fios de metal, normalmente ouro, para fazer esses anéis”, diz Brancaglion. Vale lembrar que uma infecção na boca poderia levar à morte na era pré-antibióticos.

O estudo suíço também revela as outras utilidades das arcadas dentárias dos egípcios. Segundo os pesquisadores, os trabalhadores usavam os dentes como ferramenta para segurar cordas, no caso dos pescadores, e para esticar couro, numa profissão que hoje seria equivalente à de um sapateiro. Pobres ou ricos, porém, dividiam a mesma carência de higiene bucal. “Eles usavam um talo de papiro ou junco para tirar os restos de alimentos dos dentes e depois enxaguavam suas bocas. Só isso”, afirma Brancaglion. Mesmo numa época em que o abismo entre ricos e pobres era tão grande ou maior do que hoje, todos dividiam a mesma dor.
Fonte: http://www.istoe.com.br/reportagens/paginar/26185_SORRISO+AMARELO/2


Para saber mais: Tumbas de dentistas da época faraônica
http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI1205389-EI295,00.html

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Esportes no Antigo Egito

Pensando-se no Antigo Egito, um dos esportes que mais facilmente vem a mente é a natação. Pois um país de altas temperaturas com um rio de água fresca com certeza estimulou a pratica desse esporte. Sim, a natação fazia parte do quadro de esporte dos egípcios. Muitos faraós sabiam nadar. Ramsés com certeza se banhou nas águas do Nilo, assim como Cleópatra. Os nobres gostavam tanto que faziam piscinas particulares em seus palacetes.
Os egípcios consideram a caça e a pesca como esportes também e estes eram os preferidos dos faraós pois neles eles relaxam e mostravam suas habilidades e valentia encarando animais. A pesca porém não era muito vista como esporte pelos mais humildes, visto que estes tinham que usar da pesca como meio de sobrevivência.

Mulheres também praticavam esportes no antigo Egito, como a dança do ventre primitiva:







Pinturas nos antigos monumentos egípcios mostram que nos esportes haviam regras, uniformes e juízes.O esporte no antigo Egito também tinha caráter político: preparar jovens para serviços militares. Não só preparar seus corpos, mas também o desenvolvimento destes jovens e faraós sob cavalos, surgindo portanto, a equitação. Dominar andar sob um cavalo tbem era útil para a pratica da caça e da guerra.


Faraó praticando arco e flecha durante caçadas.

No templo de Ramsés III pode-se ver pinturas nas quais o faraó caça animais selvagens. Trecho de papiro, relatando a caça:

"Um dia feliz quando nós descemos para o pântano, quando capturamos pássaros e pegamos muitos peixes na água. Um dia feliz para todos quando a deusa do pântano nos é favorável. Nós apanharemos pássaros e acenderemos um braseiro para o deus Sebek."

Pesca com o uso de arpão, pintura da tumba de Ankhtifi.

Há imagens em tumbas de Saqqara que mostram lutas com boxeadores tendo a realeza presente assistindo ao evento.


Mas para ser um boxeador, ou outro atleta, era preciso a prática de ginástica, daí então surge o levantamento de peso, que se tornaria outro esporte. O peso era um saco contendo areia que devia ser levantado por uma mão e mantido erguido por certo tempo:














Outros esportes eram o salto em altura, feita de um modo primitivo, conhecido como passos de ganso. O remo também era outra atividade esportiva. Luta com bastões de madeira, cabo de guerra, xadrez e maratonas não ficavam atrás.

Barreira para o salto em altura


Cabo de Guerra egípcio

Rainha Nefertari entretida em um jogo de xadrez.














A bola nunca deixou de fascinar os esportistas. Em Saqqara existem várias pinturas de jogos com bola. As bolas egípcias eram feitas de papiro seco e corda. Algumas form achadas em escavações.
Pintura de um jogo/esporte com bola.










Havia também o hóquei egípcio, que era praticado com bola e com folha de palmeiras entortada na ponta fazendo o papel do taco.








A bola também era utilizada em outro esporte semelhante ao atual beisebol.










O uso de bastões numa espécie de luta para auto-defesa também era considerado como esporte. No Alto Egito há cenas de jogadores se enfrentando em arenas circulares de 3 m de diâmetro.
Foto do Canadian Museum of Civilization Corporation.











Um dos rituais praticado pelo faraó era a maratona na cerimônia de sua entronização e quando da celebração do Heb-Sed (festa de regeneração do poder real).

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

A Química e o Antigo Egito



Acredita-se que a palavra química se originou do egípcio Kemi, que significa "terra negra". Outra hipótese é que essa palavra teria origem na palavra grega CHYMA, que significa: fundir ou moldar metais. A alquimia é a percursora da química. A palavra alquimia vem da expressão árabe "al Khen", a qual tem o significado de "país negro", se referindo ao Antigo Egito.


Dentre alguns dos conhecimentos químicos que os egípcios conheciam, pode-se destacar o ponto de fusão de metais, como originar ligas metálicas e fundi-las, que poderia ser utilizado em obturações de ouro para os dentes; na vidraçaria, no qual dominavam a produção de vidros coloridos; na perfumaria, maquiagem e cosméticos; na tinturaria( acho válido ressaltar este artigo: http://quiprona.wordpress.com/2010/07/09/o-misterio-das-cores-do-egito/); no uso de gesso; para fins medicinais e misturas simples, os egípcios utilizaram de substâncias químicas como o arsênio, o petróleo, o alabastro, o sal e o sílex moído.


Estatua de metal na forma de gato, Museu do Louvre, Paris.


Escultura Egípcia na forma de hipopótamo feita de vidro colorido.





Fontes:
http://quipronat.wordpress.com/2010/07/09/o-misterio-das-cores-do-egito/#comment-2111 http://www.profpc.com.br/Historico_da_quimica.htm#EGITO
http://coqueteldamoda.blogspot.com/2010/11/como-surgiu-maguiagem.html

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

A alimentação no Antigo Egito (parte III) - Imagens valem mais que palavras

De acordo com a fonte: http://arqueologiadigital.com/group/egiptologia/forum/topics/culinaria-no-egito-antigo-uma, mostro uma série de imagens interessantes sobre os hábitos culinários no Antigo Egito.

Mulher fazendo pão.

Mulher fazendo cerveja.

Prensagem do vinho. Tumba de Iymeri. Giza.

Homens assando um boi no espeto. Desenho: Blackman, The Rock Tombs of Meir. Tumba de Ukhotep. Meir.

Produção de pão. Desenho: Epron e Daumas, Le tombeau de Ti. Mastaba de Ti. Saqqara.

Trabalhadores almoçando.

A alimentação no Antigo Egito (parte II)



A caça era uma atividade muito praticada pelos egípcios. Heródoto relata que os egípcios comiam as codornas, patos e alguns pequenos pássaros crus, porém tinham o cuidado de salgar antes. Mas também as aves eram assados ou cozidos. Em geral, os peixes eram comidos por grande parte da população, na forma seca ao sol ou em salmoura como relata Heródoto, ou ainda assados ou cozidos.




Nas pinturas dos túmulos egípcios são retradadas favas, ervilhas, grãos de bico, alface, pepino, uvas, figos, tâmaras, melancias e melões.







Pelo o que consta, em cerca de 1640 a.C., a romeira, a oliveira e a macieira foram introduzidas no Egito. Às vezes, os egípcios utilização o azeite para temperar a alface, porém o uso mais comum do azeite era para iluminação. Para adocicar os alimentos eram utilizados o mel de abelha e grãos de alfarroba. As pessoas de maior classe social desfrutavam de pães e bolos.



Na figura há uma mulher carregando uma oferenda de pão e carne. A peça, cuja altura é de 38 centímetros, foi datada como sendo da XII dinastia (1991 a 1783 a.C.).





De acordo com Pierre Montet: "É preciso não esquecer que o Egito é um país quente e que o comércio de miudezas mal existia. Só podiam mandar abater um boi aqueles que estavam certos de o consumir em três ou quatro dias, isto é, os grandes proprietários que tinham um pessoal numeroso, o pessoal do templo, os que davam um festim. As pessoas humildes só o faziam para festas e peregrinações. "
Na tumba de Ka (Novo Império) encontrada no século XX pelo o arqueólogo italiano E. Schiapparelli foi encontrado bolos em formato de flor de papiro.
Um fato curioso dito pela arqueóloga Salima Ikram em seu livro “Food for Eternity” foi o fato de terem encontrado pequenos ossinhos de rato no interior de algumas múmias.

Notas adicionais

Há autores que defendem que os egípcios rejeitariam o peixe.

Arqueologia Egípcia, 24/04/2009. www.arqueologiaegipcia.com.br/ texto_culinaria_egito_antigo_vestigios.html>

Referências:
Fonte: O Fascínio do Antigo Egito
(site com informações sobre a vida no Antigo Egito)
Tallet, Pierre. A culinária no antigo Egito. 2006