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sexta-feira, 6 de novembro de 2020

OS SEGREDOS DE SAQQARA: 5 MOTIVOS PARA ASSISTIR O DOCUMENTÁRIO DA NETFLIX

A tumba de Wahtye - Divulgação/Youtube/Netflix


Os enigmas do Egito Antigo até hoje surpreendem arqueólogos que se dedicam noite e dia para desvendar os mistérios da antiga civilização que percorreu as margens do Rio Nilo.

Uma dessas grandes descobertas compreende uma tumba de 4.000 anos que foi revelada durante expedições no ano de 2018, em um antigo cemitério no sítio arqueológico de Saqqara, que está localizado a 30 quilômetros ao sul do Cairo, capital do Egito.

Conforme divulgado pelo Ministério de Antiguidades do Egito na época, o trabalho dos arqueólogos resultou na redescoberta de diversos artefatos na tumba de quatro poços de um antigo Sacerdote.


O dono da tumba chamava-se Wahtye, um Sacerdote de alto escalão, que trabalhou para o faraó Neferirkare, cujo reinado foi entre 2446 e 2438 a.C.


Por dentro da tumba de 4.000 anos /Crédito: Divulgação/Youtube/Netflix



O túmulo é "excepcionalmente bem preservado e colorido, com esculturas dentro", disse o ministro egípcio de antiguidades, Khaled El-Enany, em entrevista coletiva durante a expedição.


Após as revelações feitas por pesquisadores, entusiastas se perguntaram: quem era Wahtye, como era a sua tumba e quais são os enigmas que envolvem essa descoberta? Dois anos depois, as respostas podem ser encontradas no novo documentário disponibilizado na Netflix na última semana, Os Segredos de Saqqara.

Apresentada por arqueólogos e produzida por James Towell, a obra cinematográfica revela o interior da tumba e também a incrível jornada dos pesquisadores ao tentarem desvendar a história de Wahtye.

"Uma equipe de arqueólogos egípcios encontra uma tumba de mais de 4.000 anos completamente intacta e tenta decifrar a história dessa descoberta extraordinária", diz a sinopse.


Com uma linguagem de fácil acesso e momentos instigantes, como o exato momento em que os arqueólogos encontram os restos mortais do dono da tumba e seus familiares, o único defeito da produção da Netflix é não ser uma série com mais uma temporada já confirmada. Além disso, é uma perfeita oportunidade de entender a importância da arqueologia para o nosso futuro.

O site Aventuras na História assistiu a produção e decidiu separar 5 motivos que vão te convencer a assistir a obra que instigou os assinantes da plataforma de streaming.

1. Fascínio

Geralmente, descobertas arqueológicas fascinam os amantes de História com ricos relatos fornecidos por pesquisadores e imagens impressionantes. No documentário disponibilizado na Netflix não é diferente.

Com 1h53 minutos de duração, a produção apresenta registros fascinantes da tumba intacta de Wahtye. Do momento que a descoberta é feita, da interpretação dos hieróglifos a escavação dos quatro poços que o local abriga: tudo é apresentado ao telespectador de maneira didática.

2. Os enigmas de Wahtye

Embora compreenda uma descoberta rica, a tumba de Wahtye intriga os pesquisadores. Isso porque, além da interpretação dos hieróglifos, os profissionais precisam investigar o que teria ocasionado à morte do Sacerdote e seus familiares.

Sem spoilers: cada momento discutido na produção revela os melancólicos motivos que podem ter resultado no óbito de Wahtye e seus descendentes.

3. Várias descobertas

Embora o trailer e a sinopse do documentário mencionem apenas a descoberta do local de descanso do Sacerdote, a produção também apresenta outras grandes descobertas feitas no sítio arqueológico.

Um dos outros sarcófagos revelados na mesma expedição /Crédito: Divulgação/Youtube/Netflix



Em outras escavações realizadas na mesma temporada, por exemplo, os arqueólogos encontram o primeiro leão mumificado do Egito Antigo e outros sarcófagos em impressionante estado de preservação.

4. A interpretação

Conforme mencionamos no tópico acima, a documentário vai muito além da revelação da tumba de Whatye. À medida que produção de desdobra, é apresentado ao telespectador animações que explicam os símbolos do Egito Antigo.

Em certo momento, por exemplo, a produção explica como funcionavam os estágios da vida após a morte na Antiga Civilização e como os antigos egípcios enxergavam a importância das tumbas.

Além disso, a obra cinematográfica conta com brilhantes infográficos que apresentam uma visão total da tumba encontrada em 2018.

5. Esforço diário

Segredos de Saqqara também é de extrema importância para conhecer a rotina dos arqueólogos. A produção revela a intensa saga dos arqueólogos que precisam apresentar em tempo recorde descobertas relevantes para prosseguir com o incentivo do Governo.

Além disso, o documentário também documenta o rico trabalho de egiptólogos e antropólogos à medida que precisam desvendar a narrativa que cada item carrega consigo.

Retirado na íntegra de:

EGITO REVELA DESCOBERTA DE TUMBA COM ITENS INSTIGANTES

Arqueólogo ao lado do achado - Ministério do Turismo e Antiguidades


O Ministério do Turismo e Antiguidades anunciou no sábado, 24, a descoberta de um antigo túmulo na província de Minya, Alto Egito. A tumba foi encontrada no sítio arqueológico de Tuna al-Gabal durante uma missão arqueológica, informou o chefe do Conselho Supremo de Antiguidades do ministério, Mostafa Waziri, em comunicado.


Os vasos encontrados /Crédito: Divulgação- Ministério de Antiguidades do Egito



Waziri disse que o antigo túmulo, que tem cerca de 10 metros de profundidade, pertencia a um homem que serviu como "supervisor do tesouro real". Ele ainda acrescentou que no local foram encontradas estátuas de pedra, caixões e outros itens curiosos. 

Uma das estátuas encontradas /Crédito: Divulgação- Ministério de Antiguidades do Egito

Entretanto, apesar do achado, as buscas não param por aí, já que as escavações ainda continuam em andamento para descobrir mais segredos e tesouros do sítio arqueológico, informou Mostafa, que destacou que todos os artefatos encontrados estavam em um bom estado de preservação. 

Nas últimas semanas, o país do Norte da África testemunhou várias descobertas arqueológicas em grande escala, como os 59 sarcófagos de possíveis sacerdotes que viveram a 2.500 anos atrás, que foram encontrados no sul do Cairo.

Retirado na íntegra de:

quarta-feira, 21 de outubro de 2020

Netflix lançará novo documentário "Segredos da Tumba de Saqqara" em 28 de outubro

A Netflix anunciou na quinta-feira, 28 de outubro, o lançamento global de seu novo documentário, "Segredos da Tumba de Saqqara", que apresenta a descoberta de uma tumba "única" sob a areia no sítio arqueológico de Saqqara, no Egito.

Dirigido por James Tovell e produzido por Richard Bradley e Caterina Turroni, o documentário segue uma equipe de arqueólogos locais escavando passagens, poços e tumbas nunca antes vistas.

Segredos da Tumba de Saqqara leva os espectadores à tumba de um sacerdote do Reino Antigo, Wahtye, que permaneceu fechada por 4.500 anos.

A equipe encontra mais de três mil artefatos, incluindo um filhote de leão mumificado, um templo dedicado à deusa gato egípcio Bastet e o que pode ser o caso mais antigo de malária rastreável do mundo.

Além de antiguidades fascinantes, o documentário oferece uma visão abrangente e única da vida do sacerdote e de sua família.

O documentário foi filmado em Saqqara, a menos de um quilômetro do local da Pirâmide de Degraus, um dos edifícios de pedra mais antigos da história e a pirâmide mais antiga do Egito.

A tumba de Wahtye foi descoberta em 2018 na necrópole de Saqqara. A tumba foi bem preservada e ordenada com inúmeras estátuas esculpidas em suas paredes.

O documentário será lançado globalmente em 190 países. Legendas para mais de 30 idiomas estarão disponíveis, bem como uma versão dublada em inglês.

Trailer (caso não consiga visualizar, clique aqui!):


Fonte:

Filme 'embranquecerá' Cleópatra? Como era uma das mulheres mais poderosas da história

Eternizada no imaginário popular com a pele branca e os olhos azuis da atriz britânica Elizabeth Taylor, a rainha Cleópatra 7ª suscita debates há séculos em torno de sua astúcia política, sua beleza, sua identidade e seu legado à frente do Egito.

As disputas em torno dela ganharam novo impulso nesta semana com a divulgação de que a monarca do Egito será vivida no cinema pela atriz israelense Gal Gadot, conhecida por seu papel de Mulher-Maravilha.

Gal Gadot - CRÉDITO,GETTY IMAGES

"Nós esperamos que mulheres e garotas ao redor do mundo que aspirem contar suas histórias nunca desistam de seus sonhos. Nós vamos fazer suas vozes serem ouvidas, por e para outras mulheres", disse Gadot, ao anunciar a produção em seu perfil no Instagram, com 43,7 milhões de seguidores. O longa, ainda sem previsão de estreia, será dirigido por Patty Jenkins, diretora de Mulher-Maravilha.

Se de um lado muitos comemoraram uma produção majoritariamente feminina que deve evitar clichês de mulher sedutora de filmes anteriores, de outro, muitos criticaram a escolha da atriz para o papel sob acusações de embranquecimento (whitewashing) da figura histórica, descendente de uma dinastia grega ligada ao rei macedônio Alexandre, o Grande, mas que provavelmente era de etnia mista. Cobravam a escalação de uma atriz de origem africana ou árabe.

Mas qual é a verdadeira origem e história da última governante da dinastia ptolomaica, que comandou o Egito de 51 a.C. até 30 a.C., trouxe prosperidade e paz a um país falido e soube tirar proveito político da aproximação de dois generais romanos?

Para a historiadora britânica Mary Beard, as milhares de representações de Cleópatra ao longo do tempo são "baseadas em uma série perigosa de deduções de evidências fragmentárias ou flagrantemente não confiáveis".

Sabe-se tão pouco sobre ela que Beard defende que Cleópatra deveria aparecer para nós hoje como "a rainha sem rosto".

Origem e linhagem

Cleópatra nasceu em torno do ano de 69 a.C. no Egito. Seu nome, de origem grega, significa "grande como o pai".

Seu pai, o faraó Ptolomeu 12, pertencia a uma linha de monarcas da dinastia ptolomaica, que teve suas raízes no ano de 332 a.C.. Naquele ano, Alexandre, o Grande, liderou tropas macedônias e gregas numa batalha que libertou os egípcios do domínio dos persas.

Alexandria passou a ser a nova capital do Egito. A cidade se tornou "a capital das palavras helenísticas da palavra grega, onde ficavam os livros de escritores muito importantes do passado. E vemos como a nova cultura grega ali se associa à antiga tradição religiosa egípcia, que já existia havia 3.000 anos", explica o egiptólogo Christian Greco, do Museu Egípcio de Turim, na Itália.

Quando Alexandre, o Grande, morreu em 323 a.C., seu reino foi dividido. É aí que a posição de governante do Egito foi reivindicada por Ptolomeu 1º, filho de um nobre da Macedônia que dá início à dinastia ptolomaica.

A partir dali, o Egito seria governado por seus descendentes até a morte de Cleópatra 7ª, no ano de 30 a.C, mais de 300 anos depois. O Egito se tornaria um dos reinados mais poderosos do mundo, e um dos últimos a serem dominados pelos romanos.

Essa mistura de povos e locais, associada à falta de informações confiáveis sobre a dinastia ptolomaica e Cleópatra, alimenta debates há anos sobre a rainha do Egito.

Afinal, ela era norte-africana, grega ou macedônia? Tudo indica que ela era de origem étnica mista.

Segundo pesquisadores do Instituto Arqueológico Austríaco, análises da ossada de uma irmã de Cleópatra apontaram em 2009 que a rainha egípcia era, em parte, africana.

A conclusão foi tirada após a identificação do esqueleto da irmã mais nova de Cleópatra, a princesa Arsinoe, encontrado em uma tumba de mais de 2.000 anos em Éfeso, na Turquia. As evidências obtidas pelo estudo das dimensões do crânio de Arsinoe indicam que ela tinha algumas características de brancos europeus, antigos egípcios e africanos negros.

Mas há também outras questões de identidade envolvidas no debate sobre a origem de Cleópatra.

Segundo Maria Wyke, professora de latim da University College de Londres (UCL), há uma grande disputa para reivindicar Cleópatra enquanto egípcia.

"No século 19, havia um debate sobre se ela tinha sangue egípcio, em parte porque há tão pouca informação, se é que há alguma, sobre sua mãe ou sua avó. Mas no final do século 20, a questão não era se Cleópatra era egípcia no sentido genético, mas se ela era negra."

E continua: "isso emerge principalmente na década de 1990 com o surgimento do afrocentrismo tendo o Egito como ponto de partida. Assim, Cleópatra se tornou a personificação de uma mulher poderosa na origem da história africana. Portanto, reivindicar Cleópatra como negra tendo uma base histórica ou não é irrelevante. Reclamá-la como negra se torna um importante contra-ataque aos preconceitos de gênero e raça e à apropriação de Cleópatra feita pelo homem branco do mundo ocidental ao longo do tempo".

De acordo com Joyce Tyldesley, professora de egiptologia da Universidade de Manchester e autora de Cleópatra: A Última Rainha do Egito, a rainha egípcia "manipulou a religião egípcia para que fosse vista como uma encarnação viva da deusa Ísis, o que lhe permitiu consolidar completamente sua posição de poder".


Moeda com imagem de Cleópatra - CRÉDITO,BRITISH MUSEUM

E, para Tyldesley, essa manipulação da religião contém a chave para o grande mistério que a atormentou enquanto escrevia o livro sobre Cleópatra.

"Havia uma pergunta que me perseguia o tempo todo: será que Cleópatra se considerava egípcia? Acho que sim. Ela era uma rainha do Egito. O que mais ela teria se considerado? Seu pai era um rei do Egito, uma de suas irmãs tinha sido rainha. Acho que ela teria se considerado uma egípcia, ainda que não fosse uma egípcia nativa, mas uma egípcia grega."

Segundo ela, conforme os gregos se estabeleceram no Egito, havia duas populações vivendo lado a lado, e ambas começando a se familiarizar com a cultura uma da outra.

"Acima de tudo, Cleópatra estava começando a usar a cultura egípcia, especialmente em termos de religião. Outros Ptolomeus já feito algo semelhante antes, em menor grau, mas é muito interessante que ela use uma base egípcia para se promover."

Além das apropriações próprias e alheias em torno da identidade dela, há tentativas científicas de reconstituir os verdadeiros traços de Cleópatra, que lhe deram um rosto — dissociado do imaginário popular eternizado pela cultura ocidental.

Em 2009, a arqueóloga e egiptóloga britânica Sally Ann Ashton utilizou imagens gravadas em artefatos antigos, como um anel que data da época do seu reinado, para compor o rosto da rainha egípcia.

O rosto recriado pela egiptóloga aponta uma mulher de etnia mista, com traços egípcios e da sua herança grega.



Rosto de Cleópatra, segundo reconstituição feita pela arqueóloga e egiptóloga britânica Sally Ann Ashton - CRÉDITO,DIVULGAÇÃO

Para ver a a história de Cleópatra acesse o link abaixo, o qual também foi utilizado como fonte para repostar essa parte da reportagem.

terça-feira, 6 de outubro de 2020

Vídeo de sarcófago de 2.500 anos sendo aberto no Egito viraliza nas redes sociais

Vídeo mostra o exato momento em que os pesquisadores abriram um dos 59 sarcófagos descobertos. (Foto: KHALED DESOUKI/AFP via Getty Images)


O Ministério de Antiguidades do Egito anunciou, no fim de semana, a descoberta de 59 sarcófagos selados, de 2.500 anos. Mas um vídeo impressionante viralizou nas redes sociais: ele mostra o exato momento em que os pesquisadores abriram um dos sarcófagos.

Os caixões foram abertos diante de um público formado por autoridades, empresários, funcionários, jornalistas e até crianças, que aparecem com celulares gravando tudo.

Presente no evento, que aconteceu no sábado, dia 3, o embaixador da Austrália no Egito, Glenn Miles, foi uma das pessoas que gravou a abertura dos caixões e compartilhou as imagens na internet.

“Privilegiado por assistir à abertura de um sarcófago recém-descoberto em uma antiga necrópole egípcia em Saqqara. Um crédito para o Ministro do Turismo e Antiguidades Khaled El Anany e todos os outros envolvidos em uma escavação incrível”, escreveu no Twitter.

Conforme os arqueólogos que trabalham nessa expedição desde 2018, os caixões foram revelados em agosto no sul do Cairo, capital do Egito. Eles foram encontrados em três poços de 12 metros junto com 28 estatuetas do deus Seker, relevante figura no ritual de morte.

As múmias, que estavam em 59 sarcófagos de madeira, serão expostas no Grande Museu Egípcio, que será inaugurado em 2021, próximo às pirâmides de Gizé. Além das múmias, foram encontradas 28 estátuas do antigo deus egípcio Ptah Sokar.

No registro, o ministro egípcio do Turismo e Antiguidades Khaled Al-Anani (à esquerda), e Mustafa Waziri (à direita), secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades, revelando uma das múmias dentro de um sarcófago escavado pelo missão arqueológica egípcia na necrópole de Saqqara, 30 km ao sul da capital Cairo. (Foto: KHALED DESOUKI / AFP via Getty Images)

Segundo o secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades, Mustafa Waziri, os sarcófagos pertencem à dinastia 26 do Período Tardio (664 a.C. a 525 a.C.), a última antes da conquista persa. As peças preservam ainda a cor original e teriam sido protegidas de reações químicas devido a um selo protetor.

''Considero esse o começo de uma grande descoberta'', afirmou o ministro do Turismo egípcio, Khalid el-Anany.

Retirado na íntegra de:
Para ver o vídeo, acesse o link acima.