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sexta-feira, 3 de abril de 2020

Egito desinfeta área de pirâmides esvaziadas de turistas

O Egito começou a realizar uma limpeza profunda na área ao redor das pirâmides de Gizé na quarta-feira (25 de março de 2020), já que as autoridades estão trabalhando para desinfetar pontos turísticos fechados por culpa do surto de coronavírus.


Membros de equipes de saúde usam desinfentante em área das pirâmides do Egito, nos arredores do Cairo 25/03/2020 REUTERS/Amr Abdallah DalshFoto: Reuters

Operários com máscaras e luvas esfregavam e borrifavam as passagens no entorno das bases das pirâmides, além da cabine de ingressos e de um centro de visitas -- mas as próprias estruturas de pedra gigantescas não foram limpas.

Todos os sítios arqueológicos e museus famosos do país, do Museu Egípcio do Cairo ao Vale dos Reis de Luxor, estão fechados desde segunda-feira -- as autoridades tentam evitar a disseminação do coronavírus.

Como os voos comerciais estão suspensos, exceto aqueles que estão repatriando os últimos turistas remanescentes, as autoridades vêm esterilizando hotéis e atrações turísticas de toda a nação.

"Começamos a primeira fase da desinfecção, e há outras fases. Estamos no processo de desinfetar todos os pontos turísticos, embora os próprios artefatos exijam materiais específicos e (a limpeza) precise ser realizada por uma equipe especializada de escavadores", explicou Ashraf Mohie El-Din, diretor-geral da área das pirâmides.

"Estamos fazendo uso deste período para higienizar a área toda, mas também para realizar algum trabalho de manutenção e reforma para deixar esta área pronta para voltar a aceitar visitantes", acrescentou.

Até o momento, o Egito relatou mais de 400 casos de coronavírus e 21 mortes.

A maioria dos casos está ligada a um navio de cruzeiro do Nilo no qual tanto passageiros estrangeiros quanto tripulantes locais foram diagnosticados, um golpe no setor turístico crucial do país.

Pirâmides do Egito enviam uma mensagem ao mundo

"Stay Safe" 
"Stay home"
Estas frases foram projetadas nas pirâmides

A mensagem foi escrita em árabe e inglês, pois não era direcionada apenas aos egípcios, mas também ao mundo inteiro, disse o ministro do Turismo e Antiguidades, Khaled el Anani.

"É uma mensagem de solidariedade a todos os países em que o vírus se espalhou para um estágio avançado", disse Anani.

Além de dizer às pessoas para ficarem em casa, a pirâmide iluminada também mostrou uma mensagem de agradecimento à equipe médica e outras pessoas que trabalham para conter a doença.

"A segunda parte da mensagem, que é muito importante, é uma mensagem de agradecimento, apreço e respeito a todos aqueles que contribuíram para cuidar do bem-estar do público em geral no Egito", disse o secretário-geral do conselho supremo. de antiguidades, Mostafa Waziri.

Todos os sites de turismo no Egito - das pirâmides e do museu egípcio no Cairo ao Vale dos Reis em Luxor - foram fechados enquanto as autoridades tentam impedir a propagação do coronavírus.

Retirado na íntegra de:

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

A bizarra prática de desembrulhar múmias na era vitoriana


Múmia sendo desembrulhada no Museu Boulak, Cairo - Getty Images

Durante o século 19, a elite da Era Vitoriana tinha o costume de organizar festas para tirar a paz eterna das múmias. O que era, no mínimo, bizarro. Nessa época, os europeus demonstravam um grande interesse pelo Egito Antigo. A tradição de comprar múmias – que já existia desde a época de William Shakespeare devido à percepção do valor medicinal que elas tinham – reascendeu após a entrada de Napoleão no Egito e na Síria. O fascínio pela cultura egípcia era tão grande que até recebeu um nome: egiptomania.

Foi nessa época que elementos egípcios começaram a ser empregados visualmente no marketing europeu. O Egito teve um grande aumento em seu turismo, já que os ricos da Europa costumavam viajar para o país e muitas vezes levavam múmias como lembrança.


Última múmia a ser desembrulhada na Inglaterra com fins científicos, em 1898 / Créditos: Getty Images

A prática se tornou tão comum que o aristocrata francês Abbot Ferdinand de Géramb escreveu no ano de 1833 que “Seria pouco respeitável, no retorno do Egito, apresentar-se sem uma múmia em uma mão e um crocodilo na de outros".

Os eventos para desembrulhar as múmias aconteciam quando o visitante voltava do país. Antes de ir para a parte principal da festa, anfitrião e convidados desfrutavam de um belo jantar repleto de bebidas. Algumas das festas ocorriam em locais públicos para que mais pessoas tivessem a oportunidade de ver o cadáver.

As festas pararam de acontecer quando a sociedade vitoriana passou a perceber que tratar corpos humanos como entretenimento não era uma boa maneira de preservar e apreciar uma cultura. Como consequência, a preservação das múmias passou a ser o novo interesse do público e dos cientistas.

Texto adaptado do original de Daniela Bazi em:

Exposição sobre o Egito Antigo em São Paulo

Exposição Egito: abertura em 19 de fevereiro no CCBB São Paulo (Reprodução/ Instagram/Divulgação)
O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) em São Paulo se prepara para inaugurar a exposição Egito Antigo: Do Cotidiano À Eternidade no dia 19 de fevereiro. A mostra, que ocupará seis pisos instituição, contará com 140 itens. Um deles é uma múmia, que data de 700 anos A.C. Era ela uma mulher integrante da 25ª dinastia, que ficou conhecida como Dinastia Núbia ou Faraós Negros. Chamava-se Tararo.

Em cartaz na unidade carioca do CCBB até 27 de janeiro, Egito Antigo: Do Cotidiano À Eternidade já atraiu mais de 1 milhão de visitantes. “Aqui, esperamos pelo menos a metade, 500 mil pessoas”, afirma Claudio Mattos, gerente da instituição em São Paulo. Ele recomenda que os paulistanos agendem suas visitas à exposição para que não sofram com as filas. A pré-venda de ingressos pelo site da Eventim tem previsão de início para 1º de fevereiro.

Uma das atrações da mostra, a estátua da divindade Sekhmet tem mais de 2 metros e 500 quilogramas. Ela tem cabeça de leão e é associada à guerra. Fará parte do núcleo sobre religião. Outras seções presentes na exposição serão eternidade e dia a dia. Também haverá por lá a reprodução de um documentário e de uma pirâmide.

CCBB SP. Rua Álvares Penteado, 112, Centro, 3113-3651. Quarta a segunda, 9h às 21h. Grátis. 19 de fevereiro a 11 de maio.

Fonte:

sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

Cones egípcios são encontrados em Amarna


Chapéus de cones em pintura na tumba de Nebamun - Getty Images


Recentemente foi divulgado que uma equipe de arqueólogos internacionais descobriu, em Amarna, os primeiros exemplares dos cones que os egípcios usavam no topo da cabeça.

Em Amarna, com milhares de túmulos, foi lá que os dois primeiros cones de cabeça foram encontrados, em 2010 e 2015 pelo Projeto Amarna.

Cones egípcios encontrados em Amarna / Créditos: Antiquity Publications Ltd 

Ainda não se sabe o motivo dos cones terem sido enterrados juntos aos corpos, mas permitiu que, através deles, novas pesquisas fossem iniciadas. Por várias décadas era possível ver em pinturas e esculturas pessoas utilizando esse objeto, mas a falta de evidência material levou a muitos pesquisadores acreditarem que, na verdade, eles nunca teriam existido e eram puramente simbólicos.

Os arqueólogos do Projeto Amarna, em parceria com o Ministério Egípcio de Antiguidades, explora a cidade desde o ano de 2005. Os cones foram encontrados nos túmulos de duas pessoas, uma mulher com idade entre 20 e 29, e a outra de sexo indeterminado com aproximadamente 15 a 20 anos.

Matéria adaptada da original de Daniela Bazi, publicada em: