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terça-feira, 7 de novembro de 2017

O primeiro ginásio helenístico no Egito foi descoberto na vila de Watfa em Faium



Uma missão arqueológica egípcia descobriu o primeiro ginásio helenístico no Egito, localizado em Medinat Watfa, no noroeste de Faium.

A missão do Instituto Arqueológico Alemão (DAI), liderada pela professora Cornelia Römer, fez a descoberta como parte de suas escavações em Watfa.

Watfa é a localização da antiga aldeia de Philoteris, fundada pelo rei Ptolomeu II no século III a.C. e nomeada pela sua irmã, Philotera. No início, Philotera tinha cerca de 1.200 habitantes, dois terços deles egípcios e um terço de colonizadores gregos.

Aymen Ashmawi, chefe do setor de Antiguidades do Egito Antigo do Ministério das Antiguidades, disse que o ginásio incluiu um grande salão de reuniões, uma vez adornado com estátuas, uma sala de jantar e um pátio no prédio principal.

Há também uma pista de corrida de quase 200 metros de comprimento, o tempo suficiente para as corridas típicas do estádio de 180 metros.

Jardins generosos cercaram o edifício, completando o layout ideal para um centro de aprendizagem grega.

Römer explica que esse tipo de lugar era fundado em particular por pessoas ricas que queriam que suas aldeias se tornassem mais gregas. Ali, os jovens gregos da classe alta eram treinados em esportes, aprendiam a ler e escrever e a apreciar discussões filosóficas.

Todas as grandes cidades do mundo helenístico, como Atenas na Grécia, Pergamon e Miletus na Ásia Menor, e Pompeia na Itália, tiveram tais ginásios.

"As academias no campo egípcio foram construídas segundo o padrão deles. Embora muito menor, o ginásio de Watfa mostra claramente o impacto da vida grega no Egito, não só em Alexandria, mas também no campo ", disse Römer.

O Instituto Arqueológico Alemão vem realizando pesquisas e escavações na Watfa desde 2010.

Um aspecto importante do trabalho do projeto é o ensino de estudantes egípcios, em cooperação com um programa de ensino na Universidade Ain Shams, apoiado pelo Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico (DAAD).

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Sobre a nova cavidade descoberta na pirâmide de Queóps

Zahi Hawass, que supervisiona o projeto de escaneamento da pirâmide de Quéops, diz que o achado não é novo e criticou a descoberta de uma cavidade do tamanho de um avião de passageiros na Grande Pirâmide.

"A pirâmide está cheia de vazios e isso não significa que haja uma câmara secreta ou uma nova descoberta", disse ele.

Em uma declaração na sexta-feira, o chefe do conselho de antiguidades do governo, Mustafa Waziri, também criticou o anúncio.

"O projeto deve prosseguir de forma científica e ser discutida antes da publicação'' disse ele.

Fonte:

Você viu? Fantástico - A Jornada da Vida como o Rio Nilo fez nascer a fascinante civilização egípcia



Reportagem exibida no Fantástico em 5 de novembro de 2017: A Jornada da Vida - Rio Nilo
Essa reportagem mostra como o Rio Nilo fez nascer a fascinante civilização egípcia.

Assista abaixo ou clique aqui.


Para assistir às outras partes da reportagem, clique nos links abaixo:

Nova cavidade misteriosa é descoberta dentro da Grande Pirâmide de Gizé

Você viu? No dia 2 de novembro (2017) foi divulgado que uma nova cavidade foi descoberta dentro da pirâmide de Quéops. 

Veja a notícia na íntegra aqui, retirada de: 
A Grande Pirâmide de GizéDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionA Grande Pirâmide foi construída durante o reino do faraó Quéops, entre 2509 e 2483 a.C.
Surgiu um novo mistério envolvendo as pirâmides do Egito: cientistas descobriram o que parece ser um grande vazio dentro da pirâmide de Quéops, conhecida como a Grande Pirâmide de Gizé.
Não se sabe por que a cavidade existe ou se ela abriga algo de valor histórico, já que não parece ser acessível pelos caminhos conhecidos até o momento.
Cientistas japoneses e franceses fizeram o anúncio depois de estudar o complexo das pirâmides de Gizé, nos arredores do Cairo, por dois anos.
Eles têm usado uma técnica chamada muografia, que é muito usada para estudar vulcões e consegue detectar mudanças de densidade significativas dentro de grandes estruturas rochosas.
Com 146m de altura, a Grande Pirâmide é a maior das estruturas de Gizé e foi construída durante o reino do faraó Quéops, entre 2509 e 2483 a.C.
Gráfico mostrando o novo espaço
Image captionAlém do grande espaço acima da galeria principal da pirâmide, foi encontrado uma cavidade um pouco menor mais para baixo
A de Queóps é conhecida por ter três grandes câmeras interiores e uma série de passagens. A mais impressionante, chamada de Grande Galeria, tem 47 metros de comprimento e 8 de altura.
O espaço recém-identificado fica logo acima dessa galeria e tem um tamanho similar.
"Não sabemos se esse 'grande vazio' é horizontal ou inclinado, não sabemos se é uma única estrutura ou várias câmaras sucessivas", explicou Mehdi Tayoubi, do Instituto HIP, entidade de Paris envolvida na pesquisa.
"O que sabemos é que a cavidade está lá e é impressionante. E não era prevista por nenhum tipo de teoria estabelecida até agora."
Grand Galeria
Image captionO novo espaço fica logo acima da maior galeria da pirâmide | Foto: Scanpyramids/Divulgação

Compartimentos

O time de pesquisa da ScanPyramids está tomando cuidado para não descrever a cavidade como uma "câmara".
Segundo especialistas, o monumento contém compartimentos que foram incorporados pelos construtores para evitar um desmoronamento, aliviando um pouco da tensão gerada pelo peso de diversas câmaras de pedra.
Há cinco espaços do tipo acima da Alta Câmara do Rei, por exemplo.
O arqueólogo americano Mark Lehner está em um grupo de cientistas que analisa o trabalho da ScanPyramids. Ele diz que a tecnologia utilizada é confiável, mas que ainda não está convencido de que a descoberta tem grande significância.
"Pode ser um tipo de espaço que os construtores deixaram para proteger o teto estreito da galeria do peso da pirâmide", disse ele ao programa Science in Action (Ciência em Ação), da BBC.
"No momento é uma anomalia. Mas precisamos nos debruçar sobre isso, especialmente em uma época em que não podemos mais abrir caminho à força com explosões, como fez o egiptólogo britânico Howard Vyse nos anos 1800."
Detectores de muon
Image captionDetectores registram a reflexão de partículas muon, formadas quando raios cósmicos se chocam com a atmosfera | Foto: ScanPyramids/Divulgação
Um dos líderes do time, Hany Helal, da Universidade do Cairo, acredita que o espaço vazio é muito grande para ser apenas um alívio estrutural, mas diz que especialistas podem debater melhor o assunto.
"O que estamos fazendo é tentar entender a estrutura interna das construções e como essa pirâmide específica foi construída", afirma.
"Egiptólogos famosos, arqueólogos e arquitetos têm algumas hipóteses. E que fazemos é fornecer dados."

Raios cósmicos

Boa parte da incerteza vem da imprecisão dos dados obtidos via muografia.
Essa técnica não invasiva tem sido desenvolvida ao longo dos últimos 50 anos para analisar o interior de vulcões e geleiras - chegou a ser usada para investigar os reatores nucleares danificados em Fukushima, por exemplo.
Esse tipo de scan usa partículas altamente energizadas que caem do espaço. Quando raios cósmicos super-rápidos colidem com moléculas de ar, eles produzem partículas derivadas, incluindo os chamados "muons".
Os muons também se movem com velocidade próxima à da luz e interagem muito pouco com a matéria. Logo, quando atingem a superfície da Terra, penetram bem fundo nas rochas. Alguns deles, no entanto, são refletidos pelos átomos existentes nos minerais que compõem as pedras. Se detectores de muons forem colocados em áreas de interesse, é possível então obter um registro da densidade e perceber anomalias.
Maquete digital 3D
Image captionEspecialistas debatem o significado da descoberta | Foto: ScanPyramids/Divulgação
O time da ScanPyramids usou três tecnologias de muografia diferentes e todas indicam presença do espaço na mesma posição e no mesmo tamanho.
Sébastien Procureur, especialista da Universidade de Paris-Saclay, destaca que a muografia só detecta grandes espaços, e que o time não estava apenas obtendo simples porosidade dentro do monumento.
"Com muons você mede a densidade integrada", ele explica. "Se há buracos por toda parte, a densidade geral será a mesma, mais ou menos, em todas as direções, porque a reflexão de partículas será média. Mas se você tem excesso de muons, significa que há um espaço maior - o que não acontece em uma estrutura que se assemelhe a um queijo suíço."
A questão que surge agora é como aprofundar as investigações.
Jean-Baptiste Mouret, do Inria, um instituto nacional francês para ciência computacional e matemática aplicada, diz que o time teve uma ideia de como fazer a pesquisa, mas primeiro as autoridades egípcias precisam aprová-la.
"A ideia é fazer um furo minúsculo para explorar monumentos como esse. O objetivo é introduzir um robô que consiga passar por um buraco de 3 cm de diâmetro. Estamos trabalhando com pequenas máquinas capazes de voar", disse ele.
A pesquisa da Grande Pirâmide de Gizé por meio da muografia foi publicada na edição desta semana da revista científica Nature.

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Você viu? Sudão guarda pirâmides da dinastia de faraós negros dos reinos da Núbia

Continuação da reportagem sobre o Rio Nilo, exibida no Fantástico, em 29 de outubro de 2017:





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Você viu? Águas do Nilo Branco sustentam vida selvagem no coração da África

Continuação da reportagem sobre o Rio Nilo, exibida no Fantástico, em 22 de outubro de 2017:






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