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quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Museu Nacional: O mistério da múmia que 'provocava transe' nos anos 60 e foi consumida pelo fogo

Reportagem de Luis Barrucho, Da BBC News Brasil em Londres:

Kherima tinha os membros enfaixados separadamente, um estilo diferente do que era comum na época em que fora embalsamada.

Entre os 20 milhões de itens que compunham o acervo do Museu Nacional e que foram consumidos pelo fogo no incêndio que começou neste domingo, um em particular despertava grande curiosidade entre os visitantes - e não apenas por sua raridade.

A múmia egípcia Kherima, com cerca de 2 mil anos, foi trazida ao Brasil em um caixote de madeira em 1824 pelo comerciante Nicolau Fiengo. Dois anos depois, foi oferecida em leilão e arrematada por Dom Pedro 1º, que a doou ao então Museu Real, fundado em 1818 e instalado à época no Campo de Santana, na região central da cidade do Rio de Janeiro.

Kherima destacava-se por apresentar membros enfaixados individualmente e decorados sobre linho, o que lhe dava aparência similar à de uma boneca - um estilo de mumificação diferente do da época, menos detalhista, em que os corpos eram "empacotados". Além dela, há apenas oito múmias desse tipo no mundo.

"Esse era um exemplar muito importante, por conta do tipo de enfaixamento, que preservava a humanidade do corpo; no caso, o contorno do corpo feminino", diz à BBC News Brasil Rennan Lemos, doutorando em Arquelogia na Universidade de Cambridge, na Inglaterra, e pesquisador-associado do Laboratório de Egiptologia do Museu Nacional (Seshat).

No entanto, não era apenas essa característica que atiçava o interesse do público. Relatos de quase 60 anos atrás dão conta que Kherima teria provocado transe em quem se aproximava dela.

Na década de 1960, por exemplo, uma jovem teria tocado os pés da múmia e, fora de si, dito que ela pertencia a uma princesa de Tebas chamada Kherima, assassinada a punhaladas.

Já outras pessoas afirmaram ter tido um "mal súbito" quando estavam próximas ao corpo.

Kherima já havia se tornado objeto de culto quando o professor Victor Staviarski, membro da Sociedade de Amigos do Museu Nacional, ajudou a reforçar o misticismo em torno dela.

Controversos, seus cursos de egiptologia e escrita hieroglífica ao som de óperas como Aida, de Giuseppe Verdi, incluíam a presença de médiuns e sessões de hipnose coletiva - ao lado da múmia. Naquela época, alunos podiam tocá-la - e as reações inesperadas que resultavam desse contato alimentaram o imaginário popular.

"Algumas pessoas diziam que conversavam com a múmia e ela respondia. Em uma dessas conversas, ela teria dito que seria uma princesa do Sol, mas isso não faz o menor sentido científico, porque esse não era um título do Egito Antigo", acrescenta Lemos.

Técnicas de tomografia permitiram verificar que Kherima era filha de um governador de Tebas, importante cidade do Egito Antigo. Segundo a pesquisa, ela tinha entre 18 e 20 anos e viveu durante o Período Romano no Egito, entre os séculos 1 e 2. A causa de sua morte nunca foi identificada.

O processo foi acompanhado na época por Sheila Mendonça, ex-aluna de Staviarski, atualmente vice-diretora de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico da Escola de Saúde Pública da Fiocruz. Contatada pela BBC News Brasil, ela afirmou estar "muito emocionada" e sem condições de falar por causa da "enorme perda" do acervo do museu.

Museu Nacional do Rio pegou fogo na noite de domingo. Extensão da tragédia/REUTERS

Um incêndio de grandes proporções atingiu o Museu Nacional na noite do último domingo, considerado a antiga instituição científica do Brasil e maior museu de História Natural e Antropologia da América Latina.

Além de Kherima, outros importantes objetos teriam sido consumidos pelas chamas, como o fóssil humano mais antigo encontrado no Brasil, batizado de Luzia; o esqueleto Maxakalisaurus topai, primeiro dinossauro de grande porte a ser montado no país, e o Trono de Daomé, que pertenceu ao rei africano Adandozan (1718-1818) e foi doado por embaixadores do monarca ao príncipe regente Dom João 6º, em 1811.

Outra múmia, o da cantora-sacerdotisa egípcia Sha-amun-en-su, também foi reduzida a cinzas. Foi um presente que Dom Pedro 2º recebeu, em 1876, em sua segunda visita ao Egito.

Com mais de 700 peças, a coleção de arqueologia egípcia do Museu Nacional era considerada a maior da América Latina e a mais antiga do continente - com múmias e sarcófagos. Acredita-se que todo o acervo tenha sido perdido.

Retirado na íntegra de:

Quem não protege nossa arte deve devolvê-la, diz arqueólogo egípcio sobre incêndio no Museu Nacional

Famoso por participação em documentários, Zahi Hawaas participa de movimento por repatriação de objetos egípcios. Direito de imagem ZAHI HAWAAS/DIVULGAÇÃO. 

Ex-ministro de Antiguidades do Egito, o arqueólogo Zahi Hawass diz que o incêndio que destruiu boa parte do acervo do Museu Nacional - que incluía a maior coleção de arte egípcia da América Latina - foi uma tragédia também para seu país.

"Como pode um grande museu numa cidade tão grande ficar desguarnecido e desprotegido contra incêndios?", questiona Hawass em entrevista à BBC News Brasil.

"Foi uma falha da equipe do museu ou do governo? Não sei, mas foi um crime que nos faz lamentar muito", afirmou.

Segundo o arqueólogo, "todo museu no mundo faz testes de incêndio para garantir que o sistema de alarme funcione". Ele diz que a tragédia legitima o movimento pela repatriação de objetos egípcios em museus espalhados pelo mundo. "Se eles não forem protegidos, deverão voltar à terra mãe", diz.
Campanha pelo retorno da arte egípcia

Famoso por suas participações em documentários sobre o Egito Antigo, Hawass ganhou ainda mais visibilidade nos últimos anos ao endossar uma campanha pelo retorno da arte egípcia presente em outros países.

Sarcófago da Dama Sha-Amun-em-su era uma das principais peças da coleção egípcia do Museu Nacional. Direito de imagem ANTONIO BRANCAGLION/MUSEU NACIONAL.

Após dirigir instituições responsáveis por alguns dos principais monumentos egípcios - como as pirâmides de Gizé e as ruínas de Saqqarah e Al-Wāḥāt al-Baḥriyyah -, ele foi nomeado em 2002 secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades, órgão do governo responsável pela preservação do patrimônio.

Em 2011, Hawass chefiou por alguns meses o Ministério de Antiguidades após a criação do órgão, até a queda do presidente Hosni Mubarak, em meio à Primavera Árabe.

Ele diz que visitou o Museu Nacional, no Rio de Janeiro, em 2009. "Eu vi como as crianças de escolas corriam para ver as múmias e pude ver que os artefatos eram muito importantes", afirma.

Entre os 700 itens da coleção egípcia, havia sarcófagos, estátuas, amuletos, bronzes e múmias - a maioria dos períodos mais tardios da história egípcia, como o Reino Novo (1550 AC a 1077 AC) e o Terceiro Período Intermediário (1069 AC a 664 AC).

Esquife de Hori integra a coleção adquirida por D. Pedro 1º e é provavelmente oriunda de Tebas. Direito de imagemMUSEU NACIONAL. 

Segundo Hawass, a melhor peça da coleção era o esquife (sarcófago) de uma cantora do santuário do deus Amun chamada Sha-Amun-em-su. O objeto, com 1,58 metro, data da 23ª Dinastia (cerca de 750 AC) e foi presenteado pelo Quediva (vice-rei) do Egito, Ismail, ao imperador D. Pedro 2º durante sua viagem ao Egito, em 1876.

O arqueólogo destaca ainda a coleção de gatos e crocodilos embalsamados e "uma múmia muito peculiar de uma rainha do Período Romano" (entre os séculos 4 e 6).
Coleção egípcia do Museu Nacional

Hawass diz que as peças do Museu Nacional não estavam entre as coleções que arqueólogos egípcios tentam repatriar, pois "muito desses itens deixaram o Egito como presentes ou num período em que o comércio de antiguidades era legal no país".

Vários objetos que o movimento pretende recuperar saíram do Egito quando a nação era um protetorado britânico (1882-1953) e potências europeias enriqueciam os acervos de seus museus com objetos retirados das colônias.

Entre os itens mais cobiçados estão a Pedra de Roseta, hoje no Museu Britânico (Londres), e o busto da rainha Nefertiti, do Museu Egípcio de Berlim.

Peça que pertencia ao sarcófago de uma mulher e integra a coleção egípcia do Museu Nacional. Direito de imagem MUSEU NACIONAL.

Há movimentos pela repatriação de objetos artísticos em vários países. No Brasil, pesquisadores, autoridades e indígenas tentam recuperar vários fósseis e artefatos que estão em museus estrangeiros - como os mantos tupinambás, exuberantes peças de plumária cujos últimos seis remanescentes estão na Europa.

Embora a coleção do Museu Nacional não estivesse na mira dos arqueólogos egípcios, Hawass diz que a destruição do acervo reforça o movimento pela repatriação de objetos.

"Este incidente nos permite pedir à Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) para que países com coleções no exterior, e museus no exterior, tenham controle sobre essas coleções, para que possamos garantir que esses objetos sejam protegidos e restaurados adequadamente."

E se os museus estrangeiros não forem capazes de garantir a segurança e conservação dos objetos, o arqueólogo defende que sejam devolvidos à terra natal.

"Acho que essa é uma decisão que a Unesco pode tomar, porque o incêndio foi devastador para todos nós."

Fonte:

terça-feira, 4 de setembro de 2018

Todo o acervo da coleção egípcia do Museu Nacional foi perdido em incêndio. Apenas 10% do total resistiu

Exemplar do acervo egípcio que havia no museu antes do incêndio. (Foto: Alexandre Macieira/Riotur/Fotos Públicas)


Após um dia do incêndio que devastou praticamente todo o acervo do Museu Nacional, pesquisadores ainda tentam levantar o material que foi perdido. A estimativa é de que apenas 10% tenha resistido. No início do tarde, o geógrafo Renato Cabral Ramos informou que toda a coleção egípcia, inclusive as múmias, foi perdida. Mas uma das peças mais importantes, “Luzia”, o crânio humano mais antigo já encontrado no Brasil, continua desaparecido.

“Torço que ela tenha ficado intacta. Que tenha sobrevivido, mas é impossível dizer algo agora”, falou.

Segundo funcionários, “Luzia” estava guardada dentro de um caixa de metal, no interior de um armário, no primeiro andar. Na ala dos fundos do museu. O armário está sob escombros, por isso não é possível saber seu estado.

“Ainda ha focos de incêndio e fumaça. Meu cálculo é de que apenas 10% do acervo resistiu. Sobre Luzia é impossível dizer se sobreviveu”, afirmou a vice-diretora do museu, Cristiana Serejo.

O crânio foi achado nos anos de 1970 em Lagoa Santa, Minas gerais. É um das mais importantes descobertas e de valor inestimável. É o registro das primeiras populações humanas que habitaram o Brasil há 11 mil anos.

Segundo Cristiana Serejo, a biblioteca de Antropologia e de Ciências Sociais do museu, a maior da UFRJ, também foi destruída. Pelas redes sociais, há relatos de que o acervo de Línguas Indígenas, com gravações desde 1958 dos cantos em muitas línguas sem falantes vivos, papéis, fotos, negativos, o mapa étnico-histórico-linguístico original com a localização de todas as etnias do Brasil, – único registro datado de 1945 – também não sobreviveu.

Peças que resistiram

Em meio a tantas notícias ruins, os pesquisadores tiveram um pequeno alento. Alguns funcionários entraram junto com a Defesa Civil no prédio e conseguiram resgatar um quadro de Marechal Rondon. A pintura em óleo, que está coberta de fuligem, pode ser restaurada, acreditam. Ela é do início do século XX, e mostra o Marechal Rondon fardado. Segundo pesquisadores, o laboratório de restauração também não foi atingido pelas chamas.

Ao longo do dia, alguns funcionários puderam entrar no prédio e conseguiram resgatar outras peças que não foram destruídas.

Egito e Peru ofereceram ajuda

Além da ajuda oferecida pelo presidente da França França, o Brasil recebeu do Ministério de Relações Exteriores do Egito e o governo do Peru o oferecimento de apoio técnico para recuperação do acervo do Museu Nacional do Rio de Janeiro, quase totalmente destruído por um incêndio iniciado no domingo. O governo egípcio ainda pediu às autoridades brasileiras informações sobre o estado das peças arqueológicas egípcias que faziam parte da coleção do museu.

De acordo com as informações do Ministério de Relações Exteriores, em um comunicado, a pedido do Ministério de Antiguidades egípcio, o contato foi feito por meio da Embaixada do Egito em Brasília para que esclareça em que estado se encontram as peças procedentes do país.

Além disso, o Egito expressou sua disposição de proporcionar ao Brasil, por meio do Departamento de Antiguidades, “a experiência técnica no âmbito de proteção do patrimônio e restauração de todo tipo de peças arqueológicas” de todas as épocas.

A pasta de Exteriores acrescentou que o governo egípcio se interessou por esses objetos depois de ter se informado das notícias de “um grande incêndio no Museu Nacional de Rio de Janeiro” e “dos danos severos que sofreram as peças arqueológicas conservadas no Museu”.

Considerou o incidente como “uma grande perda de um patrimônio mundial de valor incalculável”, pela qual expressou seu “apoio absoluto” ao Brasil após o incêndio.

O governo do Peru lamentou nesta segunda-feira (3) “o incêndio devastador” ocorrido no Museu Nacional do Rio de Janeiro e manifestou sua disponibilidade “para cooperar no que for possível” para lidar com a situação.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros peruano lembrou que o museu era “a mais antiga instituição científica do Brasil”, razão pela qual lamentou “a irreparável perda do acervo histórico e do patrimônio por trás deste trágico incidente”.

“O Peru expressa sua solidariedade e disposição de cooperar em tudo o que for viável para enfrentar essa situação, a qual, felizmente, não deixou vítimas para se lamentar”, concluiu.

Retirado na íntegra de:

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Incêndio destrói Museu Nacional e com ele o maior acervo egípcio da América Latina

Foto mostra a tentativa de conter o incêndio no Museu Nacional no Rio de Janeiro (Foto: Reuters/Ricardo Moraes)


Um incêndio de grandes proporções destruiu o Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, Zona Norte do Rio.


O fogo começou por volta das 19h30 deste domingo (2) e foi controlado no fim da madrugada desta segunda-feira (3). Mas pequenos focos de fogo seguiam queimando partes das instalações da instituição que completou 200 anos em 2018 e já foi residência de um rei e dois imperadores.

A maior parte do acervo, de cerca de 20 milhões de itens, foi totalmente destruída. Fósseis, múmias, registros históricos e obras de arte viraram cinzas. Pedaços de documentos queimados foram parar em vários bairros da cidade.


Segundo a assessoria de imprensa do museu e o Corpo de Bombeiros, não há feridos. Apenas quatro vigilantes estavam no local, mas eles conseguiram sair a tempo.



As causas do fogo, que começou após o fechamento para a visitantes, serão investigadas. A Polícia Civil abriu inquérito e repassará o caso para que seja conduzido pela Delegacia de Repressão a Crimes de Meio Ambiente e Patrimônio Histórico, da Polícia Federal, que irá apurar se o incêndio foi criminoso ou não.



Falta d'água atrapalhou bombeiros



Pesquisadores e funcionários do Museu Nacional se reuniram com o Corpo de Bombeiros para tentar auxiliar no combate das chamas. O objetivo era orientar o trabalho dos bombeiros numa tentativa de impedir que o fogo chegasse a uma parte do museu que contém produtos químicos. Alguns deles são inflamáveis e usados na conservação de animais raros.


Bombeiros precisaram pedir caminhões-pipa para auxiliar no combate ao incêndio. Segundo o comandante-geral, coronel Roberto Robadey Costa Junior, a falta de carga em hidrantes atrasou o trabalho em cerca de 40 minutos. Foi necessário retirar água do lago que fica na Quinta da Boa Vista para ajudar no controle das chamas.



Falta de verba e reforma


Apesar de sua importância histórica, o Museu Nacional também foi afetado pela crise financeira da UFRJ e está há pelo menos três anos funcionando com orçamento reduzido, segundo reportagem de maio do Bom Dia Brasil de maio deste ano.


A situação chegou ao ponto de o museu anunciar uma "vaquinha virtual" para arrecadar recursos junto ao público.para reabrir a sala mais importante do acervo, onde fica a instalação do dinossauro Dino Prata. A meta era chegar a R$ 100 mil.

De acordo com uma reportagem da Globo News, um relatório diagnóstico feito há 6 anos apontava que no museu haviam fios desencapados, infiltrações, vazamentos, cupins, rachaduras, etc.


O diretor-adjunto do museu, Luiz Fernando Dias Duarte, disse que desde 2008 as verbas concedidas começaram a cair muito. E que 1/4 da verba de um dos estádios seria suficiente para dar conta de toda a reforma necessária.


Dois séculos de história



O Museu Nacional é uma instituição autônoma, integrante do Fórum de Ciência e Cultura da Universidade Federal do Rio de Janeiro e vinculada ao Ministério da Educação. Como museu universitário, vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), tem perfil acadêmico e científico.


O museu contém um acervo histórico desde a época do Brasil Império. Destacam-se em exposição:

- o mais antigo fóssil humano já encontrado no país, batizada de "Luzia", pode ser apreciado na coleção de Antropologia Biológica, entre outros;

- a coleção egípcia, que começou a ser adquirida pelo imperador Dom Pedro I;
- a coleção de arte e artefatos greco-romanos da Imperatriz Teresa Cristina;
- as coleções de Paleontologia que incluem o Maxakalisaurus topai, dinossauro proveniente de Minas Gerais.


Sobre o acervo egípcio

Com mais de 700 peças, a coleção egípcia do Museu Nacional era considerada a maior da América Latina e a mais antiga do continente - com múmias e sarcófagos.

O caixão de Sha Amun en su era uma das atrações mais populares da seção. Dom Pedro II o ganhou, em 1876, em sua segunda visita ao Egito.

Coleção de múmias egípcias do Museu Nacional foi arrematada por D.Pedro é a maior da América Latina

Retirado parcialmente na íntegra de: 





terça-feira, 14 de agosto de 2018

O queijo mais antigo do mundo foi descoberto no Egito

Necrópole de Saqara, a sul do Cairo © ANSA / ANSA

O queijo é notoriamente um dos alimentos mais antigos, mas encontrar mil anos também afeta a forma no nível científico e permite-lhe anunciar que foi encontrado que, provavelmente, "o mais antigo do mundo." A descoberta foi feita por uma equipe ítalo-egípcio acaba de publicar um estudo na revista Analytical Chemistry anunciar a descoberta de um pedaço de queijo - mistura de três tipos de leite: ovelha, cabra e vaca - coalhados no Egito no momento da faraós, cerca de 3.200 anos atrás.

O encontrado "é provavelmente o mais antigo resíduo sólido de queijo já encontrado", ressalta o estudo da equipe de pesquisadores e professores da Universidade de Catania e da Universidade do Cairo.

A "massa solidificada esbranquiçada" foi encontrada em uma ânfora durante as escavações do túmulo de um alto funcionário em Saqqara, sul do Cairo. A certeza de que foi queijo feito com leite "ovelha-cabra-cow" foi provavelmente através do uso de pesquisas "proteômica" realizada pelo grupo do Departamento de Ciências Químicas da Universidade de Catania pesquisa.

A investigação também permitiu traçar uma "sequência peptídica atribuível à bactéria Brucella melitensis". Em suma, a brucelose, uma doença infecciosa também chamada "febre do Mediterrâneo" já generalizada no antigo Egito. Até agora a única evidência da sua propagação são derivados de osso e efeitos conjuntos relatados sobre os restos de múmias, mas o estudo permite agora "para trazer de volta o primeiro caso de presença de brucelose na era faraônica através de provas biomolecular", relatou fontes ANSA de ' Universidade siciliana.

A pesquisa também permite estabelecer com mais precisão o período em que a produção de laticínios se desenvolveu no Egito antigo e determinar melhor os hábitos socioeconômicos e culturais que derivam dele. O arqueo-queijo tinha sido destinado a jornada eterna do dono do túmulo: Ptahmes, prefeito de Tebas e alto funcionário nos reinados de Seti I e Ramsés II (1290-1213 aC assim). O túmulo foi descoberto por caçadores de tesouros em 1885, mas a sua localização, uma vez que não foi gravado, perdeu-se sob as areias do deserto do Saara e só redescoberto em 2010 por arqueólogos da equipe da Universidade de Cairo.

O uso de proteómica em comida permanece tão velho ainda é um campo pouco explorado, e poderia levar a novos desenvolvimentos em diversas disciplinas, dall'archeometria a ciência forense, enfatizar para a Universidade em Catania. A equipe de pesquisadores que fizeram a descoberta foi coordenado pelo professor Enrico Ciliberto, enquanto o chefe da escavação arqueológica em Saqqara é Professor Ola el-Aguizy.

REPRODUÇÃO RESERVADA © Copyright ANSA

Fonte:

terça-feira, 7 de agosto de 2018

Arqueólogos encontram 'oficina' que embalsamava múmias no Antigo Egito

Uma descoberta única que pode ajudar a compreender um dos rituais mais fascinantes do Egito Antigo: arqueólogos localizaram uma espécie de oficina de mumificação onde os corpos eram embalsamados de acordo com a tradição religiosa. Soterrado a quase 30 metros de profundidade na necrópole de Saccara, sítio arqueológico localizado a 30 quilômetros da cidade de Cairo, o local contém sarcófagos adornados com pedras preciosas, máscaras mortuárias, tecidos e cinco múmias parcialmente preservadas.
Considerada uma "mina de ouro" de informações sobre o período, a oficina de mumificação também contém jarros que armazenariam os óleos e substâncias utilizadas para embalsamar os mortos. De acordo com Ramadan Badry Hussein, diretor de excavações da necrópole de Saccara, será possível analisar a composição química dos registros para encontrar as fórmulas utilizadas pelos sacerdotes do Egito Antigo.

Outra descoberta classificada como extremamente relevante foi uma máscara de prata que contém elementos de ouro. Apenas um adorno desse tipo havia sido encontrado por pesquisadores egípcios no período recente: agora, eles investigarão as informações para descobrir se o item seria destinado a algum nobre que viveu no período. 


PROCESSO DE MUMIFICAÇÃO SERÁ ANALISADO (FOTO: WIKIMEDIA COMMONS)

Com idade estimada em mais de 2,5 mil anos, o local continuará a ser cuidadosamente explorado pelos arqueológos. Na semana passada, o Ministério das Antiguidades do Egito revelou outra importante descoberta: uma escavação no distrito de Sidi Gaber encontrou o maior sarcófago já registrado na cidade de Alexandria. Ele tem 2,65 metros de comprimento, 1,85 metros de altura e 1,65 metros de largura, todo construído em granito negro. Foi encontrado enterrado a cinco metros de profundidade.

Fonte: